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Web Casa dos Espíritos

"Depois da ingestão de 78,43% de uma garrafa de Red (cortesia de Zeno), DJ Mandaca, como sói, passou a lecionar sobre a história da música nos 18 continentes e numa banda da Bahia.
No meio da aula, sorrateiramente, ao estilo de seu conterrâneo Miguel Arraes, velha raposa cearense, fez a seguinte e indecente proposta. “França, tu escolhe os discos, eu carrego na internet e a moçada se lambuza. Vamos numas?”.
Ao perceber que este empolgado e embriagado locutor aquiescia, o desinfeliz partiu para o golpe baixo. “Ah, ia esquecendo de dizer: tu escreve o texto, claro!”

PUTAQUEPARIU O CONSTRANGIMENTO!!!

E, como transito no terreno musical com a mesma intimidade que Cascão no pólo aquático, fui obrigado a sacar do coldre meu diploma de jornalista. Afinal, só assim poderia fazer algo muito próprio destes profissionais do ramo da comunicação: dissertar, com uns tragos de pedantismo, sobre o desconhecido.
Então, deixemos de prolegômenos e vamos falar de jangada, que é pau que bóia (deixa o acento, revisor sacana).

Seguinte é este.


Se estes moços, pobres moços que frequentam esta intimorata tribuna, soubessem o que eu sei (olha o pernosticismo aí, gente!) não ficavam por aí esnobando a música baiana como quem pisa nos astros distraídos.
Atenção, hereges: Adalgisa mandou dizer que o samba da Bahia tá vivo ainda lá. E, como já ensinou alguém mais sabido, pra fazer um samba com beleza, é preciso um bocado de tristeza.
E tristeza e beleza vocês encontrarão de sobra neste Toalha da Saudade, primeiro disco solo do menino Oscar da Penha, o glorioso Batatinha, mestre diplomado em matéria de sofrer.
Já que entrei nesta seara do desespero, destaco que, há alguns séculos, no Toalha da Saudade, bar do velho Batata na descida do Largo dos Aflitos, vivi uma angústia dos seiscentos DEMÔNHOS.
Apreciava umas canjebrinas com feijão kizumba, especialidade da casa, quando fui interrompido pela edição extraordinária de uma rádio com o anúncio do vestibular (sou de uma época em que o resultado do vestibular era transmitido ao vivo nas rádios).
Mais não digo, porém informo que naquele dia, ou melhor, naquela noite, aprendi com os eflúvios do lugar que sofrer também é merecimento.
Bom, mas chega de lero fiado. Escutem Batatinha e compreendam os porquês de Paulinho da Viola tê-lo colocado no mesmo altar ao lado de Cartola. Som na caixa, DJ".
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Enviado pelo Franciel Cruz e Caldeirinha e recebido pelo espírito de luz Antonio Carlos Magalhães e Jocafi



Batatinha - Toalha da Saudade (1976)
(65MB @256)

01 Toalha da Saudade
02 Rosa Tristeza
03 Hora da Razão
04 Babá de Luxo
05 Marta
06 Ondas do Mar
07 A Sorte do Benedito
08 Fora do Meu Samba
09 Espera
10 Ironia
11 Marca no Pé
12 Indecisão
posted at 08:41:49 on 10-05-2012 by DJ Mandacaru - Category: A hora do DJ Mandacaru


Comentários

Zeno Estupefato wrote:

Não pode ser! É o fim dos tempos! Franciel escrevendo no Zeno? A bandalheira não tem limites! CPI já! Com ACM Neto liderando os trabalhos!
10-05-2012 09:56:34


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