Folhinha da Seicho-No-Ie: em sampa agora, uísque, só purinho...



Tectum Intuentes

[Ociosidade produtiva - textos reflexivos, anotações íntimas, sacanagens e demais ressentimentos.]


ós

o que segue é o que sei do que nos espera,
infelizmente:
toda essa conversa de *metrópoles*
é furada.
esse papo de termos todos de ir morar em enormes cidades, comon se condenados a isso, é só *discurso*.
não existe só isso que fal*h*am.
isso é pra irem trampar pra eles, e só.
tem mais um mundo de lugares além disso.

se não sairmos desse papo imbecil,
em mais ou menos uns 25 anos, nos levaremos a uma puta crise ambiental,
simplesmente por seguirmos consumindo o ambiente na quantidade em que o estamos fazendo.
uma coisa fundamental a respeito:
a quantidade e qualidade da tecnologia, conhecimento etc.,
não chegará a atingir a nós todos, a tempo, pq o ca(s)pitalismo além de burro, é imediatista.
e essas cunversa todas irão pro buraco.
corram avisar seus/suas filhos/as.
entendem?
ou querem que desenhem, ainda mais?


sópracontrariá


pela beleza
de termos
(ou estarmos)
passa(n)do por essa terra
é que não desistimos.

só por termos visto
elas dançando
por si mesmas
em paz e felizes
é que descansamos.


por isso
as defendemos
de nós mesmos
qdo nos fodemos
uns aos aos outros.


tentando não estragar
essa
quem sabe se única
passagem
por essa terra

onde as podemos encontrar
sendo-se
assims

que talvez
aprendamos algo
a respeito
dissso tudo.


le corbusier e o fasc-inio

agora que virou chiquésimo ´´ser de direita´´ até os arquitego ganharo um seu herói agora:
corbu foi fascista, também, oba!

o que tem causado um certo frisson lá .

naturally, lá os cara não esquece que qdo um monte de moleque cheio de ´amor pra dá´ começa a flertar c/ as idéia de um monte de véio travanca, o resultado só pode dá numa merda gigantesca.
e pra todo mundo.

´´po, mas chamá o cara de fascista acaba q/ qqer papo...´´ dirão, liberaltomaticamente, alguns.
não acaba não, au contraire, é aí que começa - umas coisa mas não outras - a ficar interessante.

tem sempre o mas, e sempre aparece um ´bão que só: o que é mais interessante em cara complexo como o corbu, é que eles têm diversas facetas, todas excelentemente controversas, verdadeiro acepipe p/ qqer um c/ um pingo de autonomia crítica: [Leia mais!]


Eu morro e não vejo tudo

"Paranáuê, paranáuê"

"Que sociedade é essa? Não é a da liberdade absoluta, cuja tendência é suicida. Há muita verdade no verso de Jorge Mautner, que diz que 'a liberdade é a consciência de seu limite'".

Delfim no Valor Econômico de hoje, se valendo do maluco beleza para explicar qual foi a sociedade civilizada que o Brasil escolheu construir a partir da Constituição de 1988.


mais pauvre francis, ainda

mesa de buteco boa é aquela do canto.
a que dá p/ ver o bar todo e mais a rua.


nós vamos conversar

sobre hoje, amanhã.
nãop perdam.


"julgamos desnecessário descer a pormenores" *

e é só, incréus

no delicious fal(h)ar brasileiro
que nos recebe, a todos,
dentre essas línguas todas
em que temos andado
vi-vendo-nos**.

* apud 'café e ferrovias'.
** só pratrapaiá tradutor de noruegueis


eu tava torcendo pra ficar queto, mas

esse gol me tocou:]



desliguem o som que é uma m., não vale o verso do autor.

um gol típico de centroavante.
e uma belezinha a matada no peito, tirando 2 caras na velô e, tomando um toquinho ainda, olha tudo, e caindo dele, toca c/ o pé que tem e coloca num ponto além da imaginação da canalha toda.

são bons caras nisso aqui...
por isso se ama essa arte aqui, dá pra ver por tudo aí.

e agora vão, todos, o mundo inteiro, ver se tb. são no resto tamen.

táí uma hora em que escolhas vão ser, profundamente, uma foda e pro resto da vida.

e elas vão sr longe.
veja bem seus lado...


caosontos de natal

ultimamente nos temos visto a nos obrigar a vir a convencionar...
(juridiquez é pura treta, o caraio...).

o causo é que o deus, lá na sua cobertura,
que deus só moram em cobertura (e são sempre um só, já reparo?),

deve de olhar as mulheres sendo e dar risada.
(pq deus é paulista, claro, e paulista só dá risada, nunca que ri junto, simplesmente):

enfim, ele lá deve olhar elas sendo, e pensar:
- isso EU nunca vi, ou, - qui caramba, 'isso' EU nunca ia ser capaz de pensar...

e daí, lá no final da garrafa dEle (...), e churchil como um nobre inglez,
considerar:
mas que diabos, hein, num fosse esses mizerávi desses puera desses terrestre,
eu nunca que ia existir e tar aqui me divertindo tanto...


docontra

nossa maior vingança, embelezálo.
nossa maior malandragem, educálos.
nossa única herança, quanto mais corretos
nas quebradas do mundo e da vida
menos pior pra nós.


Mulheres usam nudez para estimular reflexão

e nós somos uns imbecis analfilósofos...
e a recíproca é verdadeira.
e o escambau a 4.
e é melhor parar poraqui.

mas é a manchete do ano essa.


um vovô profissa

aproveitem, entre uma blatterada e outra, e conheçam o mandelão, de fato:
o cara era profissa, aqui no dcm.


mandela:

um pequena dimensão do homem, aqui.
sigam os comentários, vejam os linques.


e vejam mais do 'rushiushi'..., um não basr



que vergonha

que vergonha:
não temos sistema algum de controle institucional,'fazendas','donos', patrões, 'mandantes'.
cagamos p/ nossas leis, erramos todo o tempo nas nossas escolhas de quem as defendam, nossos escolhos ...
estamos diante de nós mesmos, isso ainda nos mata.
somos uns bananas, excelentes, mas inca-pazes.
lembrem o quanto esqueceram os índios.
e os capatazes deisso tudo.
esse batbosa é o 'créme de lá créme' dessa hhisstória:

chegado na porta dos priviléju, dobrouse, e vendeu-se na praça das necessidade, e fodeuse o resto da história:
o famoso chegueilá, na arta crasemerdia - agora foderamse, to igual os cara, 6 q se ford, rarará.
to por cima da carne seca e pau nos seus c...
somos nós os idiots: não nos triamos direito:
não por cor, por ideologia, por o ccete que seja, não nos sabemos ainda, então não nos filtramos.
qqer porcaria da hora entra, bom, to morto, vou dormir.
mas o batbosa é uma das mais profundas besta que eu já vi na nossa história.
só p/ ilustrar: o machadão se fez naquela qualidade, pq vários idiotas desse tinham sido eliminados nas disputs de puxasacos do pudê dos pedros todos, então:
machadão, que de besta tinha nada, viu logo: que monte de nego burro..., idiotas puxasacos, quero mais é tá fora disso!


eu aprendi

tentando escrever poemas - todo mundo faz poesia, o brasil é cmpeão de participantes de concursos de poemas, e
um dos menores compradores de livros de poesia do mundo, entendam: fala-se mais do que se estuda, imbecis - e se amerigno vir aqui cobrar 'citation'c sobre isso, manda o idiota - sim, elas são idiotas, pesquisem como foram educados, e e educaram, nos últimos 40 anos - pesquisar na nossa internert, podreprivatriada, noxsa melhor canalhização está em suas mãos.
conosco, rola embratéis, sacumé...

enfim.
qdo se screve aqui, de cara, o que vem pela testa, isso é poesia.
ruim, evidente, mas tem uma diferença:
é a ética.
qdo se pretende escrever sobre tudo, se pretende saber sobre a contradiçaõ desse tudo.
às veiz, na necessidade, falha o portugues, normal.
isso é, hoje o 'jornal', o relato da jornada do dia.
todo poema é, por princípio, sobre a contradição do existir.
não se torce, não somos torcedores, somos quase como repórters.
re-portando o que se passa no dia a dia.
só que 'repórters' dependem de quem lhos pagam.
e somos 'repórteres', sacumé?
(leiam balzac, mt mais divetido que eu sobre isso, e tão atual que deixa a gente maluc@.)
só que livres.
leiam elaes (antigo el@s): os americanos e brasileiros dos 50s, leiam.
nós escrevíamos muito mais bonito, antes.


bicos de papagaio sociais

Furnando Jung...blablablabla Nos conta que...blablablablablabla foi SuperRomantico Fazer Moda.
E blablabla...Nos Revela seu próximo Pograma:

naFossacumfurnando...!

donde me decorre o inexorável das coisa: mas porque se-nos insistem lá...?


na verdade das verdade

...


Um tapa no Butantan da sociedade

A horse with no name

Para que eu, jararacas e cascavéis instilem veneno nas redes sociais e nas canelas de pessoas incautas, uma manada de cavalos, jumentos e burros — gente como a gente — é periódica e deliberadamente inoculada, sangrada e volta a ser inoculada para produzir soro antiofídico em quantidades industriais — longe de qualquer protesto de primatas que se comovem com beagles fofinhos feito cobaias, mas continuam comprando cosméticos na Mac e usando espuma de barbear da Gillette.

Diferente dos beagles, que são testados, com os equinos não é teste, não. É jogo. Valendo pontos. Uma entrada mais dura rebaixa o titular para uma outra divisão sete palmos debaixo da primeira.

O endereço dos responsáveis por essas sessões de sadismo é aqui, para quem quiser resgatar um animalzinho de estimação e criar em casa.

Dado o recado, com licença que vou ali falar com o urubu que advoga para este blogue, porque não pedimos autorização a nenhum hipopótamo para batizar o Zeno e a Paula Lavigne foi recentemente vista no zoológico do Rio conversando com um vizinho de jaula do saudoso Cacareco.


Um post não-autorizado, o primeiro da década

Escrevo à força. Já tinha abandonado isso aqui. Caso não postasse algum registro hoje me ameaçaram com revelações públicas da minha vida dignas de corar uma Paula Lavigne. E isso porque não fui membro fundador dessa bagaça. Entrei aqui por convirte, que nem os vampiros nos filmes. Só para evitar esse dano à minha vida privada, que ficou dez anos mais respeitável neste ínterim —também, pudera...—, é que voltei para bater um pontinho só. Mas aí não tenho mote para escrever. Comemorar o quê?

Em 2003 a vista da minha janela era o Pão de Açúcar, hoje é a antena da Embratel escondida atrás da fumaça. Meu colesterol estava em níveis razoáveis, não me faltavam esses fios de cabelos no cocoruto, eu estava na faixa etária de uns dez quilos a menos e a caixa de comentários desses posts ficava cheia até a tampa. O convívio, ainda que esporádico, com os outros sócios deste botequim piorou todos estes indicadores e uns outros que meu apego lavigniano à privacidade me impede de mencionar. Me tomem por um indivíduo ranzinza, jamais por falso.

Ainda bem que isso existe, entretanto. Não suporto nem imaginar como seria viver em São Paulo nesse cenário e com essa perspectiva sem os camaradas de copo e de cruz que eu fiz por causa do Zeno.

Que venham os próximos dez, mas enquanto isso eu vou ali no geriatra.


nomedarosa e 50tons.de:

uma estadia nas highlands, e bem servida, p/ quem achar a profuuunda relação que há entre os 2.
ficaadica: paoulocoeil-ho (por um amigo holandez), castañeda (por um outro, brasileiro).
(crdt netflix)


Álvaro Mutis (1923-2013)

Sacanagem, morreu o Álvaro Mutis. Anos atrás separei uma citação dele, descrevendo uma mulher linda, anotei a página até ("p. 83-85"...), mas não consigo saber de que livro tirei. Vai mesmo assim, como homenagem do nosso bloguezinho ao mestre marítimo, Corto Maltese das Colômbias:

"Alguém o olhava do umbral. Levantou a cabeça e não conseguiu dizer nada. O que viu era praticamente impossível de ser traduzido em palavras (...) Era uma aparição de uma beleza absoluta (...) Alta, o rosto harmonioso com traços mediterrâneos orientais que se afinavam até parecerem helênicos. Os olhos eram grandes e negros. O olhar, lento e inteligente, não comportava a pressa ou a revelação de uma emoção desmesurada, coisas que teriam sido consideradas como manifestações de uma desordem inconcebível. Os cabelos, quase azuis de tão negros, caíam sobre os ombros retos que lembravam um kouro do Museu de Atenas. As cadeiras estreitas, de suaves curvas que terminavam em pernas longas e levemente cheias, semelhantes às de algumas Vênus do Museu do Vaticano, davam ao corpo ereto um toque definitivamente feminino que dissipava de imediato um certo ar de efebo. Os seios amplos e firmes completavam o efeito das cadeiras. (...) Os lábios – um pouco salientes e perfeitamente desenhados – insinuaram um sorriso, e as sobrancelhas negras – densas mas sem chegar a quebrar a harmonia do rosto – se distenderam simultaneamente. (...) Tinha uma voz firme; os tons baixos chegavam a alcançar uma rouquidão ligeira e involuntária, mas de uma sensualidade desconcertante".


Uma parte de mim pesa e pondera, outra parte delira

Arrasmo mesmo!

A exemplo de todo artista, a única coisa que o intelectual contemporâneo precisa saber é estar onde o povo está. Daí que logo testemunharemos Pondé confinado numa edição de BBB, dançando no Faustão ou desfilando — mas como destaque — numa escola de samba qualquer do Grupo Especial.

Como diria Leda Nagle: é aguardar e conferir.


sunny

pelo wes montgomery.
tudo o quê esperamos das américas.
parece pouco, mas vai nessa...


Não é choro, caiu um cisco no meu olho

Rebeldia contra o cerceamento

Com a exceção do Lama, nosso Japonês do Suporte que tem um coração mais duro que acionista ou delator de multinacional alemã, todo mundo aqui da redação é meio manteiga derretida, desde os literais que choram com propaganda de margarina (eu), passando pelos que choram com folheto de escola infantil (o finado Pinto), e chegando aos que choram por um país que prometia mas não deu certo (nosso George) e os que choram porque o preço do muambeiro de vinhos tá pela hora da morte (o musical DJ Mandaca).

Pois bem. E aquele dia, hein?, em que você levou seu filho pela primeira vez a um estádio de futebol?

O meu dia foi Palmeiras 2, Náutico 0, pelo Campeonato Brasileiro de 2008, gols de Denilson (!) e Alex Mineiro. Ele tinha 5 anos, eu, 44, o Palmeiras, 94, e a humanidade, bom, essa é um verdadeiro milagre que ainda esteja por aí.


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