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Um dia escrevo quinem esse cara
Interrompo momentaneamente minhas merecidas férias para trazer à nanoaudiência qualificada deste blog um trechinho do livro que andei lendo nestes dias de sol e chuva. Ganha um doce, ou um beijo de língua do Pinto, quem adivinhar o autor:
“O conjunto residencial Rossmore Arms era uma pilha melancólica de tijolos de um tom vermelho-escuro, construída ao redor de um imenso pátio. Tinha um saguão revestido de veludo, contendo apenas silêncio, plantas crescendo em vasos grandes, um canário entediado dentro de uma gaiola do tamanho de uma casinha de cachorro, um cheiro de poeira de tapete velho e a fragrância enjoativa de gardênias murchas há dias”.
(do nosso enviado especial ao litoral, a 9600 kbps)
Comentários
Meu deus, o que faz essa santa lendo Raymond Chandler no famoso balneário paulista?
xi, o DJ vai ter de engolir o prêmio oferecido por zeno
O docinho, minhoca, o docinho...
a linguinha, santinha
Pinto, faz favor de controlar a cobra?
quando lí o título do pouste achei qu'o Zé quiria iscrevê quinem o Gê.
Mas era só mais um quiz com prêmio de terceira que um da casa estragou de primeira pra aquecer a nano...
Estraguei nada, protegi a nano. Tu num viu a cobra querendo empurrar a língua do Pinto?
De volta do litoral, e decepcionado com a facilidade do quiz ("Rossmore Arms" entregou, né?) entregarei o prêmio pessoalmente ao Mandaca. Só o doce, bem entendido.
Segue o trechicho em inglês, mais legal ainda:
"The Rossmore Arms was a gloomy pile of dark red brick built around a huge forecourt. It had a plush-lined lobby containing silence, tubbed plants, a bored canary in a cage as big as a dog-house, a smell of old carpet dust and the cloying fragrance of gardenias long ago."
Algum dia eu saberei usar esse "long ago" aí em cima.
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