.:: post anterior :: :: :: :: navegue pelos posts :: :: :: :: próximo post ::.
Eu me lembro
Eu me lembro de um Palmeiras e Corinthians, dois a zero pro Verdão com o Jorge Mendonça fazendo dois gols iguaizinhos de falta no Jairo, o pirulão desengonçado que era goleiro do Corinthians. Vi tudo isso sentado no meio da torcida do Corinthians, sem poder gritar ou comemorar. Perto do fim do jogo, num lance sem importância na lateral, acabei me entusiasmando e gritei “Vai, Pedrinho!”, que era o lateral-esquerdo do Palmeiras. Mais rápido que o intervalo entre um sinal verde e uma buzinada, começo a escutar “Vai, Pedrinho??”, “Como assim, vai, Pedrinho?”, “Pedrinho???”, “Porra, tem um palmeirense aqui no meio, gente!!!!”. Tomei um bagaço de laranja na cabeça e alguns amendoinzinhos, e todo mundo se deu por satisfeito, inclusive eu. Mudou o futebol ou mudaram os bons costumes?
(dedicado a Álvaro P., corintiano de boa cepa)
Comentários
Pergunta importante: cativa, numerada, arquibancada ou geral?
Pô, arquibancada, cercado de primos corintianos (o que explica o lugar no estádio), sem ter como protestar ou sair de lá, vida difícil...
Aproveitando, eu me lembro de estar em uma Saveiro, na saída do Morumbi, na chuva e na caçamba, com a camisa do Palmeiras, olhar pro lado e ver um ônibus cheio de corintianos. Só não apanhei porque era final de campeonato e o Palmeiras tinha perdido de lavada, literalmente. Nesse dia aprendi o significado do ditado 'Há males que vem para o bem'.
Caray... esse blog é de Palmeirense!!!! que saco!!! BTW, o Pedrinho é aquele empresário picareta?
Este blog é como aquela definição do Millôr: finalmente um blog sem torcida ou time. Estamos abertos (com moderação)a todas as manifestações clubísticas. De excluído, mesmo, apenas o Asa de Arapiraca.
Só tô aproveitando o assuntinho preferido de vocês pra tratar de um outro, mais importante: homem bonito.
Estou um tanto atrasadinha, mas perdi a hora certa de comentar o Raí que andou por aqui dias e dias.
Foi assim, segundo me contou um amigo:
Estavam - uma meia dúzia, creio - no sítio de um cara; era domingão, de manhã, sol escancarado. Todos na mesa do café e chega o Raí - estava dormindo, até então - de sunga, pra cair na piscina.
Bem, os homens ficaram constrangidos diante do peixão; não quiseram mostrar a pança e passaram o domingo de moleton, caídos no sofá lendo revista.
Conhecia essa estória com outra personagem: Luana Piovanni
Tá bom, eu admito: gostaria de ser a Luana Piovani!
Eu não queria ser o Raí. Prefiro Sócrates. Original!!! sim, manda duas.. no baldinho com gêlo....
Obrigado pela dedicatoria.
Eu também me lembro.
Neste jogo eu estava atras do gol do Corinthians no primeiro tempo e, portanto vi os dois gols do Jorge Mendonça do outro lado. Posso afirmar de maneira categorica que não lembro ter visto dois gols, mas apenas um unico: o mesmo. Acho que foi a primeira sensação de deja vu com resultados objetivos no placar. Alias, eu me lembro do placar do Morumbi, com relógio análogico e letras removíveis...Mas este jogo foi fantastico...
Eu me lembro também de outro jogo, o seguinte, no mesmo campeonato, no octagonal do Primeiro Turno. Depois de um primeiro tempo disputado, apareceu toda categoria do Doutor Socrates que num chute indefensável fez um golaço. O segundo gol foi uma pintura: uma tabela desde o meio campo entre o Doutor e Palinha, até a bola parar nas redes verdes. Finalmente, o Pedrinho, aquele mesmo, num choque com o Gilmar (o Leão tinha ido pro Vasco...) deixou a bola a cavaleiro para o Vaguinho empurrar e sair para a Fiel. A tarde acabou no Morumbi com um sonoro POOOOOOOOOOORRRRRCCCOOOOOOOOOOOO. Eu me lembro.
Eu não me lembro desse aí. Vulgo memória seletiva.
Eu me lembro de um clássico da mesma cepa em que o Jair com a camisa verde rasgada pelo Dodo, atravessou o campo em diagonal da esquerda para a direita, parou na frente da área alvinegra, tirou meia dúzia de zagueiros que se multiplicavam como moscas e foi entrando, entrando, até que ficou frente a frente com o Julião (que tava de substituto no gol) e deu um toquinho de lado pra escapar do goleiro e acabou escapando do gol. A bola rolou pela linha de fundo. Foi escanteio e não deu em nada. Um vexame.
boa a poesia concreta, ou porcreta, do puntoni.
observem o ccc: puro campos brothers.
é na dor que aparece a grande lírica da alma.
A Lenda Puntoni é do tempo do Bilac, não dos Campos Brothers. Observe o meigo "Pedrinho deixou a bola a cavaleiro para Vaguinho", puro estilo alambicado.
muito legal, principalmente por ser bem escrito...
Eu me lembro da bola que nunca entrou
Daquela que devia ter entrado
Da que entrou quando não devia
Da bola que encontra a rede como beijasse o seu coração
Do silencio da vitoria alheia
Eu não me lembro
Sempre lembrando
putz.
Eu me lembro de um cara palmeirense que tinha um sogro corinthiano. Ele gostava tanto do sogro que deu aquele livro sobre o Corinthians - o primeiro que saiu (nao esse do Olivetto) - de presente pro sograo. E a dedicatoria era assim - Para o meu sogro, que de tao bacana, parece palmeirense!!
Incluir comentário