:: home :: posts passados :: etilíricas :: je me souviens :: microcontos ::


Procura




Resultado da procura

11 Julho

Parem as máquinas!

A imprensa brasileira se supera a cada notícia depois que descobriu que o Sarney é... bem, que o Sarney é o Sarney.

Ganhou as manchetes um furo de dez anos atrás!

Maaaaal posso esperar para ler em 2019 o que de fato se passa no Senado, na Petrobras, na sucessão presidencial e por aí vai.

Espero que Arthur Virgílio goze de perfeita saúde no fim da próxima década.
20:42:15 - Pinto - Comentar

01 Setembro

Sangue de Sarney tem poder

Democrata só ao sul do Tocantins

A nanoaudiência que me desculpe por trazer o chiqueiro para o living, mas é que aqui vizinho, do outro lado do rio (Amazonas), no Amapá, uma blogueira está infernizando a até então fácil recondução ao Senado de José Sarney.

Em Macapá, onde um jornal já havia sido proibido de divulgar o resultado de uma pesquisa eleitoral desfavorável ao candidato ao governo apoiado por Sarney, agora é ninguém menos que o UOL que por repetidas vezes tem tirado do ar o blogue de Alcinéa Cavalcanti. Ela foi quem iniclamente postou a foto acima, de uma pixação de muro comum na cidade.

Até o libertário, urbano e civilizado UOL seria suscetível aos tambores de Codó, aqueles mesmos que teriam provocado uma indigestão fatal em Tancredo Neves?

Barba, , cabelo & bigode

CNN News Update: a moça agora atende nesse endereço aqui.
17:28:21 - Pinto - 3 comentários

26 Novembro

Aforismo geográfico

O mal do Brasil também chama-se Maranhão: no Estado tem Sarney, na rua mora FHC.
19:31:05 - Pinto - 3 comentários

07 Agosto

Guardar ou acessar (Parte 2)

Seguem mais trechos do perfil do injustiçado senador Sarney, publicado pela Playboy em agosto de 1986:

"Outros jornalistas tentam um paralelo entre o presidente José Sarney e o presidente Juscelino Kubitschek. É verdade que ambos foram governadores desenvolvimentistas dos seus Estados. Abriram estradas, asfaltaram, construíram hidrelétricas, investiram em educação e saúde. Verdade, também, que o presidente Sarney devolveu ao poder algumas das virtudes que marcaram o presidente Kubitschek. Por exemplo: a tolerância e a generosidade." (...)

[sobre uma cerimônia de entrega da Ordem do Rio Branco no Palácio do Itamaraty, com várias celebridades] "Ao lado deles, docemente embriagado por iguais doses de vaidade e humildade, o ex-engraxate, ex-cantor de rádio e ex-motorista de ônibus Moacir dos Reis Neves, atualmente empresário, dono de um bonito hotel de três estrelas que bem merecia quatro. Moacir Neves, todo elegante, receberia a Ordem do Rio Branco, no grau de comendador. Mas continuará preferindo o título que mais orgulho lhe dá: 'amigo de José'. Com José Sarney, amigo é posto, patente, posição." (...)

"Sarney lembra de sua última ida a São Luis, tão rápida que mal teve tempo de rever uns poucos amigos e reencontrar seus muitos livros, na sua casa da praia do Calhau. Um casarão simples, largo e confortável, mas com os muros altos em toda a volta. Nenhuma fresta, visão alguma do interior e do exterior. No poder, os homens acabam prisioneiros até na própria casa."

(continua)

(sobre a série: aqui, aqui, aqui e aqui.)
11:16:05 - Zeno - 5 comentários

05 Agosto

Après Sarney, le déluge


Tem mais aqui.
01:15:41 - Pinto - 1 comentário

31 Julho

A manchete que não leremos neste sábado

23:39:12 - Pinto - Comentar

01 Julho

Um post para tirar a poeira

Vaticinamos, acuradamente, que os blogues matariam os jornais. Enquanto isso não ocorre, o Twitter está matando este blogue, que está às moscas —não àquelas da campanha publicitária da Folha, que num rasgo de sinceridade mercadológica comparou-se a mais um animal adequado para o jornalismo que pratica: antes um rato, agora uma mosca. Digressão à parte, refiria-me à mosca que, qual Michael Jackson, teve seu momento de glória ao ser golpeada pela mão milagrosa de Obama num pleno pasos de moonwalk (a mosca, não Obama).

Aliás, neste interstício de abandono deste embolorado blogue (NdaR: boa aliteração), morreu-se às moscas por aí afora: além do sobrecitado Michael, Farrah Fawcett, Pina Bausch e, último e não menos importante, José Sarney bateram as botas, todos tendo em comum o fato de não terem deixado herdeiros à altura —excetuando-se Sarney, claro, que dispõe de um herdeiro em cada posto-chave de algum órgão público por aí.

Todos se foram muito cedo e não viveram a tempo de ver emplacada minha campanha pela reforma política, que dispensaria inclusive a dispendiosa convocação de uma nova constituinte. Simples: era só pegar o bigode do Sarney e colocar no lugar da sobrancelha do Arthur Virgílio. Pronto. Estávamos resolvidos.

Tenho dito.

No mais é como dizem na Justiça: itimide-se. Publique-se. Compra-se.

E agora voltamos com nossa programação normal, isto é, o limbo.
21:52:36 - Pinto - 11 comentários

28 Junho

Greatest Hits

"O governo Lula é o primeiro governo pós-moderno do Brasil. A economia é do FHC, o fisiologismo é do Sarney, a política externa é do Geisel, a roubalheira é do Collor e a burrice é do Figueiredo."

— Agamenon Mendes Pedreira, n'O Globo de domingo.
11:00:00 - hubbell - 1 comentário

19 Julho

A vida por um fio de bigode

Uma leitora e amêga minha —vocês não conhecem, não— nos pediu um disclaimer do Hipopótamo Joseno sobre o Fora Sarney: "Afinal qual é a posição de vocês?", cobrou ela.

A nossa, não sei, que não me chamo legiões. Agora, a minha, a nível de Pinto, é a seguinte: acho José Sarney nocivo ao País desde quando ele não tinha bigode e Marcelo Tas era cabeludo. Sou fiscal do Sarney desde antes dos tambores de Codó baterem ensurdecedoramente pela brevidade do sofrimento de Tancredo Neves. Deploro Sarney desde quando a maioria dos prédios públicos do Maranhão não tinha sobrenome Sarney. Muito antes da concessão desenfreada de rádios e TVs para políticos, em troca de uns votinhos para estender um mandato, acho que Sarney é sintoma, talvez o maior deles, de tudo aquilo que é apodrecido na estrutura política nacional.

É de minha modesta larva a seguinte blague:

O mal do Brasil também chama-se Maranhão: no Estado tem Sarney, na rua mora FHC.

Sarney mudou para o Amapá; FHC para a Rio de Janeiro, na sua Higienópolis natal, e tudo o mais continua igual.

Lembra quando Sarney cabulava votos contra as diretas e depois se lançava candidato a vice de Tancredo? Já fazia oposição a ele. Sabe o filme encomendado a Glauber Rocha (e em seguida renegado) ao Sarney assumir o governo do Maranhão? O ano era 1966, não tinha nascido, mas o considero uma espécie de prévia do meu sentimento. Para mim Sarney é deletério desde quando os marimbondos de fogo ainda não tinham começado a beber. Ponto.

Na outra linha: alguma novidade nisso tudo? Não. Nem para mim, nem muito menos para ninguém da bem informada imprensa brasileira que —tchan, tchan, tchan, tchan!—, de uns meses para cá, deu com a língua nos desntes ao descobrir que o Sarney... é o Sarney!

Por que não antes? Por que até então nenhuma linha sobre a relação do ex-presidente com Edemar Cid Ferreira? Por que as denúncias contra sua filha Roseana surgiram apenas quando esta ameaçava a candidatura de Serra à presidência, para então misteriosamente cessar? Acaso são as vestais que oportunamente torcem o nariz para Sarney —o insuperável Arthur Virgílio, Demóstenes Torres, Heráclito Fortes, Álvaro Dias— diferentes de Sarney? Quem substituí-lo na presidência do Senado (Marconi Perillo?!?) estará mais capacitado para moralizar a casa ou para infernizar a presidência da República e viabilizar um candidato de oposição mais dócil à imprensa em 2010?

São essas questões que passam ao largo do debate. É essa indignação seletiva que me incomoda profundamente e me faz ver com restrição esse "movimento cívico". Agrava isso a ajuda deseducadora de um Marcelo Tas, para quem o problema com Sarney é, sobretudo, geográfico. O garoto-propaganda do Speedy acha um jeito de colocar o adjetivo "nordestino" em qualquer afirmação pejorativa do seu interesse, e em seguida vai polemizar com Luciano Huck sobre seus seguidores no Twitter. Bravo! Mas isso é só uma digressão.

Sarney foi reeleito pelo Amapá com a ajuda inestimável de um amigo e leitor deste blogue (que, querendo, faz suas considerações nos comentários: para ele agora é Fora Sarney?), sem o talento de quem a campanha do senador teria naufragado torpedeada por uma reles blogueira. Eu estava ali perto na época, testemunhei a história toda e fiz alguns registros aqui. Os jornalões não apenas ignoraram tudo isso como o próprio UOL (no seu site zip.net) foi censurado pela Justiça, chegando ao paroxismo de ser obrigado a voltar ao ar apenas para exibir uma notificação judicial. Cabe perguntar: por onde andavam os antenados, democráticos e indignados internautas e homens de imprensa na época?

Dito isso tudo, volto à questão inicial: Fora Sarney, sim. É a minha posição. Mas uma posição que não é de quatro patas.

CNN News Update: um adendo ao post acima, ajudando a bombar o Google: O último suspiro de José Serra.
23:29:54 - Pinto - 3 comentários

04 Agosto

Guardar ou acessar?

Talvez a única vantagem de se ter muita trolha em casa (as tecas mencionadas em comentário ao post anterior) é a chance de ser surpreendido por elas quando menos se espera.

Ao tentar pela enésima vez arrumar umas montanhas (não figurativas) de papel aqui em casa, trombo na semana passada com a Playboy de agosto de 1986, Renée de Vielmond na capa (ah, Renée...), e uma curiosa chamada acima do título da revista: "Sarney recebe nosso repórter em casa". Dada a gravidade da atual situação do atual senador, gostaríamos de nos aliar ao ex-presidente Collor, o Breve, na defesa do intimorato homem público José Ribamar de Araújo Costa, o Sir Ney, com a transcrição de trechos do perfil publicado pela Playboy à época, assinado pelo veterano jornalista Luís Fernando Mercadante.

"Após passar a tarde em São José do Pericumã, (...) fui me despedir do dono da casa, que comemorava o 33o. aniversário de sua filha, a interessantíssima Roseana. (...) Entramos no quarto [do presidente], tão pequeno quanto o estúdio. Um quarto comum, de uma casa comum, de um casal comum, podia ser o seu ou o meu. Não, os nossos são mais arrumadinhos. Com sua janela única, o quarto do presidente no sítio São José do Pericumã, sua casa particular nos arredores de Brasília, é bem um um retrato da maior razão do seu sucesso: a semelhança que José Sarney, 56, casado, três filhos, tem com o brasileiro. Melhor, com o homem comum brasileiro."

"(...) De volta à varanda, o presidente José Sarney fez sua cristalina afirmação: 'O poder não me subiu à cabeça'.
Acredito. Acredita a maciça maioria do povo brasileiro. E queremos continuar acreditando. Este país, para ser um país de verdade, só precisa de governantes em quem se possa acreditar".

(continua)
09:16:00 - Zeno - 16 comentários

22 Maio

Furo

Antecipamos aqui o mote da propaganda eleitoral do candidato José Serra em 2010, mercê de um dos seus seu house organs, a Folha de S. Paulo.

É o tipo de manchete concebida para render imagem de TV depois.

Com uma correção: o ministro não é "de Lula". É "de Sarney", que é amigo e colunista do jornal, aí complica.
10:01:03 - Pinto - 5 comentários

25 Abril

Mora na Geografia

Outro dia uma colega de trabalho da minha senhôra, profissional de saúde de uma universidade, graduada, perguntou se nosso bebê já estava na escolinha. Diante da negativa, preocupou-se em advertir: "Ah, mas você deixa com a babá o dia inteiro? Imagina, uma pessoa assim, assim... uma nordestina!".

O mais irônico: a babá nasceu no sul de Minas, não tem nem a desculpa do Vale do Jequitinhonha. Quem vai estragar o menino é mesmo o pai, fortalezense. Ou a mãe, que com os olhinhos puxados denuncia logo: é carioca da gema, nascida no Leblon.

Tudo isso para falar dessas derrapagens do preconceito geográfico que acometem qualquer um no geral, sudestinos umbigados em particular. Como Marcelo Tas, que há algumas décadas é festejado como a grande novidade da TV brasileira, uma espécie de Hebe Camargo sem laquê. Em seu blogue, ele começa um texto muito bem e deixa a lambança para o final. A pretexto de criticar acertada e virulentamente o ex-presidente Sarney (coisa que já fizemos aqui com mais estilo), associa suas más-práticas ao "nordeste", com n minúsculo mesmo.

Em São Paulo, por exemplo, não tem disso, não.
15:48:00 - Pinto - 15 comentários

19 Janeiro

Trívia

Em todas as decisões que tomei na vida pública, sempre procurei fazer o que era o melhor para a nação. Nunca fui de desistir.

Sem googlar, quem é o autor da blague?

( ) José Roberto Arruda

( ) Fernando Collor de Mello

( ) Paulo Maluf

( ) José Sarney

( ) Todas as respostas acima

( ) Nenhuma das respostas acima
00:49:53 - Pinto - 7 comentários

19 Junho

Pingos nos is de "InstItuIção"

Queríamos registrar nossa solidariedade ao senador Sarney neste momento difícil: depois de a repercussão do caso da parentada ter virado motivo de xoxota, como dizia um amigo do blog, parece-nos que um detalhe da argumentação do senador escapou à grande mídia: dizer que o problema não é dele, e sim da instituição, é semelhante ao caso do marido corno que, indignado porém justo, não condena a moça, mas sim a instituição do casamento. E não é que ele tem razão?
16:23:29 - Zeno - 6 comentários

31 Julho

Da vida nada se leva

Ando leve. E tem mta gente ajudando nisso. Frank capra é um deles, mas tem mais gente. na ultima semana almocei com amigos, troquei emails com gente que gosto e nao via ha tempos e se tudo dr certo amanha vou num almoço-aniversario de pai e filhop uqque adoro, mesmo morando na granja. acabaram de elogiar meu allstar apesar dos 44. aqnos, nao o peh que esse eh so 40. um bj pra anaconda e pra aretha. pro pinto e pro lula. pro sarney e pro tas. bj pra todos, pra bossa nova, pra camburi e pra essa gente bunita desse brazil.
22:49:09 - Lama - 2 comentários

24 Junho

Sorry, folks.

Eu ando irritado. e admitir isso é maius dificilk do que vcs imaginam. 2 posts abaixo fui deselwgante com um redator deste blog que se eu dissesse que adfimiro, respeito e tenho um carinhpo sincero seria eufemismo barato. mas ando irritado e isso não é bom. entao resolvi botar pra fora os motivos da minha IRRITAÇÃO. me irrita a greve n a usp. me irrita a inocencia, a tentativa que alguém acredite em motivios como aumentos salariaius, ensino a distancia ou eleições diretas para reitor (m,eu deus, isso tem 25 anos...). Anacronismo compreensível entre jovens de 20 anos que leem Klurtz e ainda acreditam na luta de classes mas desconcertante entre doutotres e pósdoutores de 45. sejamos claros: A briga é por quem vai gerir 2,8 bilhões de reais destinados anualmente pra USP e ponto. simples assim. como diria marlowe: folow the money. me irrita quem acha que o PIG existe. quem nao percebe que a idéia do pig é uma construção, uma contra-revolução organizada, construida e arquitetada, um contra-peso. chaves ataca a imprensa, ajhmaahed ataca a imprensa, wu fu mierda ataca a imprensa.peloamordedeus, vcs sao inteligentes. atacar a imprensa é modus operandi, sempre foui. vcs nao percebem? ´~e o 1o passo da não democracia..me irritam os petistas que ignoram o lula denfendendo o sarney. me irritam os tucanos qe leem o reinaldo azevedo e se pautam nisso. me irritaM AS MULHERES. DE 20, 30 E 40. as de 20 menos, mas ainda assim me irritam. me irrita a incapacidade de entender a ironia, o sacarsmo. me irrita o piza, e quem ainda acha que ele é assunto. senadores me irritam. mercadante, suplicy e azeredo. sarney é hour concurs. me irrita esse teclADPO q nao obedece. só nÕ ME IRRITa minha filha. essa jóia que se auto-lapida, que me dá o que vale meu dia, cabeça no travesseiro, cobertor no queixo, beijo de boa noite.
01:06:49 - Lama - 28 comentários

13 Julho

Cinema é a maior diversão

"Você por aqui, Gandalf?!"

Do cartaz de divulgação do filme "O dono do mar", baseado no livro homônimo do mesmo autor de "Marimbondos de fogo", citamos a foto acima e o texto abaixo:

"Poucos escritores criaram imagens com tanta cor."
Marcelo Rubens Paiva

"Obra monumental."
Claude Lévi-Strauss

"Estou perplexo."
Darcy Ribeiro


De nossa parte, fechamos com o Darcy.

Porque só é possível filosofar no Maranhão.
17:16:20 - Pinto - 1 comentário

18 Abril

Batem os tambores de Codó

Não sei por que, mas me lembrei da capa do diário O Estado do Maranhão, na fatídica vésperas das eleições de 2006 (procurei mas não consegui o link): na dobra superior uma manchete de fora a fora com direito foto triunfal em 6 ou 8 colunas ("Caravana de Roseana empolga no interior") e, na dobra de baixo, uma foto reduzida do restante dos candidatos acerca do debate promovido pela Globo. O título: "Nada de novo no debate".

Cito de memória, e vi o jornal porque passava em São Luís na data. Nada comparado, no entanto, ao que se viu no Amapá no mesmo período, quando o pai da atual governadora logrou censurar o UOL, entre outras peripécias.
16:06:13 - Pinto - Comentar

05 Agosto

Guardar ou acessar? (intervalo)

Antes de prosseguir com os trechos do perfil do senador Sarney, nova descoberta de papéis, desta vez um recorte de jornal de 26 de setembro de 1982 com um artigo do Raymond Aron comentando os massacres de Sabra e Chatila. Na verdade, o que interessa para a nossa série Guardar ou Acessar está na margem direita do artigo, um santinho de candidato a deputado federal, que reproduzimos a seguir:

"Para deputado federal / Sérgio Cardoso de Almeida / no.156 / PDS

Vote no Defensor da Livre-Empresa e da Agricultura
(segue a foto do candidato)
Inviabilizou o Imposto de Herança e doações
Modificou o Código de Mineração protegendo o Agricultor
Autor da Lei do Suco"

O grifo acima é, evidentemente, nosso. Lôco, né?
19:17:40 - Zeno - 14 comentários

28 Novembro

Ele voltou, ou quase

O maior jornal do planeta

"Jânio Quadros: Comunistas caíram porque não sabem beber"

"Paulo Francis manda invadir Cuba"

"Deputados comprados vieram com defeito"

"Povo quer seis anos de mandato de prisão para Sarney"

"Cruzeiro muda de nome e passa a se chamar Suely"

"Candidatos epiléticos se debatem na TV"

Estas e outras sensacionais notícias daquele curioso tempo em que os caras eram ridículos, mas pelo menos sabiam ser engraçados, além dos inesquecíveis escritos de Eleonora V. Vorsky ("A vingança do bastardo"e "Calor na bacurinha"), você reencontra aqui.
22:28:31 - Pinto - 8 comentários

03 Dezembro

The waste land, by José Sarney

Voltando à programação normal do blog, destaque para o anúncio de página dupla na revista da Net de dezembro, com fotos de Lorena Calábria e Laurent Suaudeau e o texto abaixo. As notas de pé de página são opcionais:

"O Banco Santos acaba de reinventar a relação cliente-banco (1). A partir de hoje, você tem uma equipe de profissionais (2) que usa inteligência (3) para atendê-lo ao telefone (4). Um Internet Bank (5) claro e objetivo. Um gerente (6) com um grupo seleto de clientes (7), para saber o que você realmente quer (8). E um programa de premiação (9) que leva em conta sua maneira de viver (10). Este é um banco que vai além do banco (11), para estar cada vez mais próximo de você (12). Bem-vindo ao Banco Santos. Seu estilo de vida (13)."

(1) Programa Xilindró de Adesão ao Calote (Proxaca).
(2) Advogados criminalistas.
(3) Dinheiro não-rastreável.
(4) Em horários determinados, na presença de um guarda e com vidro blindado.
(5) Código Morse, para conversar com os vizinhos de cela.
(6) Delegado Adamastor.
(7) Pessoal do Bloco C.
(8) Pacote de cigarros e uma lima escondida num bolo de pistache.
(9) Redução da pena por bom comportamento.
(10) Banho de sol das 9:00 às 10:00.
(11) Possível conversão evangélica.
(12) Túnel de fuga, projeto de Ruy Ohtake.
(13) Calça bege, sem camisa.
08:42:21 - Zeno - 2 comentários

08 Junho

Requentando marmita em louvor próprio

Cada vez que lemos mais uma nota nos jornais a respeito da prisão do injustiçado Edemar Cid Ferreira, lembramo-nos do premonitório texto publicado aqui no botequim em 3 de dezembro de 2004, logo após o anúncio das supostas falcatruas do mecenas:

The waste land, by José Sarney

Voltando à programação normal do blog, destaque para o anúncio de página dupla na revista da Net de dezembro, com fotos de Lorena Calábria e Laurent Suaudeau e o texto abaixo. As notas de pé de página são opcionais:

"O Banco Santos acaba de reinventar a relação cliente-banco (1). A partir de hoje, você tem uma equipe de profissionais (2) que usa inteligência (3) para atendê-lo ao telefone (4). Um Internet Bank (5) claro e objetivo. Um gerente (6) com um grupo seleto de clientes (7), para saber o que você realmente quer (8). E um programa de premiação (9) que leva em conta sua maneira de viver (10). Este é um banco que vai além do banco (11), para estar cada vez mais próximo de você (12). Bem-vindo ao Banco Santos. Seu estilo de vida (13)."

(1) Programa Xilindró de Adesão ao Calote (Proxaca).
(2) Advogados criminalistas.
(3) Dinheiro não-rastreável.
(4) Em horários determinados, na presença de um guarda e com vidro blindado.
(5) Código Morse, para conversar com os vizinhos de cela.
(6) Delegado Adamastor.
(7) Pessoal do Bloco C.
(8) Pacote de cigarros e uma lima escondida num bolo de pistache.
(9) Redução da pena por bom comportamento.
(10) Banho de sol das 9:00 às 10:00.
(11) Possível conversão evangélica.
(12) Túnel de fuga, projeto de Ruy Ohtake.
(13) Calça bege, sem camisa.
11:23:52 - Zeno - 12 comentários

23 Abril

Mais um ato-folho, digo, falho

É reveladora a cobertura sobre a Sabatella, digo, sabatina de Ciro Gomes na Folha, na análise da colega Lúcia Hipopótamo, digo, Hippolito, grifo nosso:

Da Redação

O deputado Ciro Gomes, do PSB do Ceará, declarou nesta terça, durante sabatina da Folha, que poderá ser candidato à presidência em 2010. O deputado agradeceu pelo fato de não ter sido eleito em 2002 e disse que aprendeu muito com seus erros.

Para a cientista política Lucia Hippolito, esses "erros" a que Gomes se refere são a destemperança e o "pavio curto", que comprometeram sua candidatura à presidência em 2002. Segundo a cientista política, apesar do reconhecimento desses erros ser positivo, Ciro Gomes mostra que melhorou "mas não muito". Em fevereiro, o deputado se envolveu em uma discussão com a atriz Leticia Sabatella, sobre a transposição do Rio São Francisco, e, em entrevistas recentes, Gomes tem feito críticas contra o governador de São Paulo, José Serra.


-----------------------------------------------------

Comentários cheios de dívidas, digo, dúvidas:

1) "Cientista político" é uma coisa toda jaboticaba. Mas imagina a cena: a referida Lúcia Hipócrita, digo, Hippolito, toda paramentada, num laboratório macabro, cheio daqueles frascos de nomes esquisitos, cada um contendo um Maluf, um Quércia, um Sarney, e ela fazendo experiências "mis" em meio a risadas histriônicas, tendo Serra como seu ajudante. Se fosse um filme seria certamente de terror e não precisaria nem de maquiador nem de defeitos, digo, efeitos, especiais.

2) Há quem muito agradeça a Deus pela não-eleição de Ciro além do próprio. Nosso futuro ardido, digo, adido-cultural em Darfur, por exemplo.

3) Berrar, digo, errar é humano. Criticar Serra é que é Frias, segundo seu house-organ. Dá margem a todo tipo de sarrafo depois, repara bem.
19:09:14 - Pinto - Comentar