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O avatar do segredo dos seus olhos na ilha do medo

Nosso Redator-Chefe Pinto me pede, encarecidamente, que resolva uma pendência matrimonial: a mulher dele gostou d’A Ilha do Medo, ele, não. Como estou em dívida com outras resenhas de filmes, e como sempre falta tempo, o precioso, para dar conta delas, limito-me a escrever uma série de negações: já que ninguém quer ler mais um, o ducentésimo, comentário sobre Avatar, não vou dizer que está todo mundo equivocado por não perceber que não se trata de um filme, mas de um passeio numa atração de parque de diversão, donde as costumeiras categorias de crítica perderem, por estapafúrdias, sua razão de ser. Não vou dizer que adorei, e que ver o filme no Imax 3D é a única possibilidade de uma avaliação justa (ver, por exemplo, nos 3D xexelas que estão por aí, ou mesmo ver o filme num arquivo digital, seja avi, seja dvd, seja blu-ray, me parece uma perda de tempo infinita). Não vou dizer que o que o Avatar tem de ruim é muuuito ruim (complete a lista à vontade: as cenas “tribais”, o roteiro, a voz “negona” da líder espiritual, as “antecipações” em cenas aparentemente sem sentido que retornam depois à trama e despertam no espectador de shopping um “Ahh, é por isso que ele...”), e o que tem de bom é muuuito bom (costumo empregar, para uso caseiro – e minha namorada sofre com isso, a coitada – um critério muito simples de enaltecimento de filmes: “Eu nunca vi isso antes”; com o Avatar, o bordão perde até o sentido: quase tudo ali, desde a náusea física que senti com as cenas iniciais sem gravidade, até o deslumbramento das texturas e dos espaços, era inédito). Enfim, não vou escrever mais nada até que tenha mais tempo e possa me ocupar do filme argentino, queridinho do Pinto, e do filme-cizânia do casamento. E mais não digo.

posted at 20:43:36 on 05-04-2010 by Zeno - Category: Filmes esquisitos


Comentários

Pinto wrote:

Porra, mas se o que o filme tem de bom são as qualidades de parque de diversões, não era melhor o cidadão morrer com essa grana no Playcenter, não?
05-04-2010 20:51:08

Zeno wrote:

A questã é o mau uso de categorias fílmicas para avaliar algo que nos proporciona uma, hã, "experiência sinestésica". A Shirley, por exemplo (11/8167-xxxx), também fornece experiências sinestésicas a domicílio, mas cobra 300 pratas a visita.
06-04-2010 07:36:32

DJ Arsene Lupin wrote:

Eu paguei quatro pratas no Avatar, lá em Barequeçaba. Mais barato que a Shirley.
06-04-2010 08:33:13

Zeno wrote:

Vide minha restrição acima quanto a ver o filme em casa. Shirley rules.
06-04-2010 08:37:53


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