Mesmo para os padrões relaxados da década de 70, a
Betty Davis escandalizava, é só dar uma espiada nas letras do seu LP de estréia, lançado em 1973, embora ela não fosse exatamente uma noviça no vício. Em 1967, antes de completar 20 anos, a moça já havia emplacado um sucesso na voz dos Chambers Brothers. Aos 23 estava casada com um tal de Miles Davis, que tinha o dobro de sua idade, e a quem apresentou Jimi Hendrix, Sly Stone, o rock psicodélico e um guarda-roupa novo. Um ano depois estavam separados. Na sua biografia o trumpetista sukita reconhece que a Betty era "too young and wild" pro caminhãozinho dele.
No seu disco de estréia, Betty Davis se cercou do que havia de melhor na praça: a cozinha era formada por Larry Graham (baixo) e Greg Errico (bateria), ambos da Sly & Family Stone. Os guitarristas Neal Schon e Michael Carabello davam expediente na banda do Santana. Os backing vocals foram providenciados pelas Pointer Sisters.
O disco, claro, foi boicotado pelos carolas de praxe -- manifestos em igrejas, protestos nas rádios, essas coisas. D. Davis ainda tentou, por duas vezes, seguir a carreira, até jogar a toalha e decidir cuidar da vida em Londres. Seus três discos são venerados pelo povo que gosta de funk. Vou botar o
primeirão. Se vocês gostarem, boto os outros dois.
Betty Davis (1973)
Faixas
1 If I'm in Luck I Might Get Picked Up
2 Walkin Up the Road
3 Anti Love Song
4 Your Man My Man
5 Ooh Yeah
6 Steppin in Her I. Miller Shoes
7 Game Is My Middle Name
8 In the Meantime
Eu gostei. Vem mais?