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Som e fúria
Ontem foi um dia estranho, que começou com a morte do pai de um grande amigo e foi aos trancos até o final da tarde, com o celular que não parava, com amigos querendo notícias de outros amigos que estavam em Porto Alegre e que voltariam para São Paulo, talvez ontem mesmo, talvez num vôo hoje, eu pensava na ironia de ter embarcado em Congonhas exatamente 24 horas antes do acidente, depois de ter decidido adiar e depois antecipar minha viagem, que poderia ter acontecido na terça, no meio do furacão, e que poderia ter sido pela TAM (cheguei a comparar preços com a Gol), e que as estatísticas de segurança de avião são aquelas reconfortantes mas as minhas pessoais são bem menos, já que a cada sete dias da semana eu passo dois em Congonhas, no mesmo horário do acidente de ontem. Hoje de manhã, como que a dar o recado mais antigo, belo e verdadeiro no mural trivial desta nossa vidinha, recebo a notícia de que o filho do Pinto, aqui do blog, finalmente resolveu, depois de semanas ensaiando, conhecer a luz de um mundo estranho, injusto, e que é constantemente melhorado a cada nascimento. No meio do turbilhão das últimas horas, pelo menos uma esperança permanece: que o menino pareça com a mãe.
Comentários
Parabéns Pinto!
Um beijo grande em vocês três.
Muita saúde para o Pintinho! Abs, l.
Quando o pai parar de chorar (curioso: o moleque é quietinho e quem abre o berreiro é o pai; discutir isso com o analista) promete escrever algo aqui, mas nada tão inspirado quanto este post.
tim-tim!
E a quantidade de cabelo do menino? Já nasceu com "corte" moderninho. ;D
Seu post fez meus olhos marejarem, tio Zeno.
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