Folhinha da Seicho-No-Ie: em sampa agora, uísque, só purinho...



Pergunte a Mme. Satan

[Suas dúvidas de volta em 3 dias ou seu dinheiro de volta nunca]


Cabe gostar?



Na dúvida, sempre recorremos a Mme. Satan. Eu ainda não me decidi quanto à música, mas o clipe vai para o trono imediatamente.


Habemus roteirom?

Eis que ontem fomos assistir à película Tropa de Elite 2 e ficamos impressionados. Com a estrutura narrativa, com a edição pouco dada a arroubos moderninhos, com o monstro que é o Wagner Moura (uma espécie de Selton Melo que não interpreta apenas Seltons Melos), com o product placement que não força a barra, enfim, com tudo. Achávamos que estávamos quase diante de um filme argentino... quando bateu aquela dúvida: é pra gostar ou não é pra gostar?

A quem recorrer se não a Madame Satan numa hora dessas?


reve(ri)ndo

o baxinho é um deus
(oquei, que nos acuda etc.)

mas deus e deus bem
(e que só deus caqadas...,) eu sei, eu sei meu bem)
mas como gostava de mulhé

sei o como, um lago só
(divorced, teen, pacient,) um democrata no assunto...,) kibon qui num era, né?)

- mas amor, como é bom o começo do 'manhatan' -

- e como ele acha mulher nova bonita,
- e cuida delas serem depois sempre bem tratadas.
custer-lhe o que custá

(é, mas e depois...[seu bo(no)bo]

- oquei (amur, u meidit) vem cá
(faz deconta queu sô un dos coen ou campana... - oquei)


Dúvidas? Dívidas? Tire-as ambas com Mme. Satan

Madame Satan (pronuncia-se "satin") é uma coisa assim (pronuncia-se "assã").

Graduada summa cum laudem nas melhores escolas de São Paulo nas ciências humanas e desumanas, com direito a uma pós na Europa, poderia muito bem encastelar-se na academia e fazer como muito intelectual orgânico por aí, que só deixa as catacumbas da universidade para topar um bico na GloboNews com a única incumbência de falar mal do Lula. Porém, não: preferiu ultrapassar as muralhas do saber acadêmico compartilhando, agora, com o grande público o seu imenso saber, ainda que se valendo a uma subcategoria negligenciada: as ciências ocultas.

Para falar bem ou mal do Lula, é a ela que recorremos quando carecemos de lustrar a ignorância (isto é, sempre) e precisamos de orientação sobrenatural para dizer alguma coisa acerca de algo: um livro, um filme, um objeto de arte, uma coluna do Pisa (NdaR: escusado consultá-la neste particular), um cônjuge que abandona ou foi abandonado e não retornou ao lar ao fim e ao cabo dos três dias regulamentares. Exibindo um repertório que varia da incorporação de um caboclo que suspeitamos ser a personificação do imperativo categórico de Kant ao ebó com sacrifício de animais, Mme. Satan estará neste espaço em seção fixa, dispondo aos consulentes o seu vasto conhecimento daqui, do além ou d'além-mar, não necessariamente nesta ordem. Bom proveito.

Pelo privilégio de apresentá-la ao distinto nanopúblico, cabe a mim a honra de externar a primeira dúvida, o que ora faço:

Mme. Satan, é pra gostar ou não daquela estação Butantã da linha 4, que surgiu agora depois que tiraram os tapumes e me pareceu, prima facie, um exaustor em proporções agigantadas?

Pela atenção, obrigado.


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