Folhinha da Seicho-No-Ie: em sampa agora, uísque, só purinho...



Gastrolíricas

[restaurante + mulher + homem + clima]


a ilha prometida

de 1986, anka muhlstein, uma que só existe lá fora, francesa e fã condicional de noviorque, cia. das letras.
ou melhor no original, 'manhatan, la fabuleuse histoire de new york'.
comprem, leiam, reflitam.
depois assistam os madmen.
e vão entender, muito melhor, pq que um dry martini é bom.

precisou de muita gente exisitindo
muita liberdade de ser-se
e fazendo muito bem feito o que sabia
prum troço desse
e tudo isso que nele se encerra
poder aparecer.


martini
, dizia o francis por suas fontes bêbadas, era um barman que criou a coisa.

e um fato bastante elucidativo sobre um frequente seilaoque na grandim-prensa brazuca atual, é que nenhum dos pretendentes ao trono de paulofrancis mudernu num guenta nem 1/2 taça de kir royal...


falhando nilson, segue a dimensão filosófico-política dessa merda toda



(crdt. p.g.)
tem legenda em espanhol (mais uma palhinha, aqui).


por la union¹ en latinoamérica

uma suculenta contribuição daquele impávido quinto² da editoria:

arriba y adelante
(crdt. pky, directo de costa rica)

¹ homoafectiva
² dos infernos


rango nihon

como é sabido por tod@s que aqui se servem, a editoria da bodega tem uma iguaçu por coisas japa, ampla o suficiente p/abraçar de saprina sato, dani suzuki, ken watanalbe, et allii., ao poste mais defronte do mais recôndito buteco da liberdade.

em assim sendo, segue um docu duca sobre comida e cultura local de lá mesmo, jp:



samba pa ti

num fazia mal o que pegava então,
desde que desse p/ ouvir

agente sempre levantava depois


diálogos botuinsanos

- ajuda aqui c/ esse macarrão aliólio
- e só, sem carnenhuma?
- é, quer um osso proce roer?


alimentação p/ o trabalhador

falhando em alergia de pobre, no nassif, agorinha, rola um papo que pegou meu fogão no contrapé.
e tem uma indicação de alemão ali, o zurletzteninstanz, onde só é permitida a frequencia de quem consegue falar o nome, rapidinho, depois do 8o. chope&schnaps.


a la lama: cafeína tb. tem suas merda

conforme relato fidedigno de um boteco emque/onque um dia, inspirados, a gente chega lá:

e a editora é beeeem + interessante

tem mais coisa que vive no café além de jornalista/intelectual orgânico/editores etcs. do tipo


pinto, sempre pode piorar

Os três inimigos do homem
Ronco, barriga de chope e disfunção erétil andam juntos. [Leia mais!]


achei o pobrema dos amigo

é o novo tratamento preventivo que anda deixando eles meio assim.


Cru e marinado

Email bem intencionado:

"Meu caro,

tu lembra um salmão que vc fez na casa do Zeno, ainda casado, cru, marinado, que a gente cortava em finas fatias e tava uma delícia? tu tem a receita?"


Resposta nem tanto:

"Quem tava casado, cru e marinado? O Zeno?

Se for o salmão, é assim:

1. Pega um bom filé de salmão e empana ele com uma mistura de açúcar mascavo, sal grosso, pimenta preta e aneto (dill).

2. Vê aí a proporção de sal senão fica salgado demais. Os demais ingredientes pode castigar. Eu não sei precisar quanto, use seu bom senso.

3. Aí embrulha num plástico-filme e rega com umas colheres (cálices?) de vodca (ou akvavit, se tiver). Embrulha direitinho e põe num prato sob uma grelha com um peso em cima (um outro prato está ótimo), pra escorrer o líquido. A ideia nao e deixar o troço de molho, apenas bem embebido.

4. Põe na geladeira por 48h, no máximo 72h. Vai virando de lado a cada 8-12h.

5. Se tiver ficado muito sal, dá aquela boa raspada antes de servir. O ideal é que a quantidade não tenha sido absurda pq senão os outros ingredientes vão embora. Uma vez eu pus muito sal e ficou incomível.

6. Serve tipicamente com pão preto, creme fresco batido (com limão e sal) e ovo mexido.

Fui claro?

Se for o Zeno, só troque "umas colheres de vodca" por uma garrafa de red que fica bom igual."


jabat avec rapadurre

ó, vcs. que são bom de boca, vão lá, confere e descreve aqui.
eu só sei que esse lugar me deixa feliz.
o lugar é bonito e gostoso (...), a comida é um tezão, o tratamento gentil sem frescura, o cardápio é o mais bonito que já vi (aqui, jabat local).
e o bar, cuerto y grueso, tem até cuarenta y tres.
próximo à igreja da cruz torta, já saiu por aí, vcs. que lêem tudo já devem ter visto.
por enquanto, aos pouquinhos, almoço todo dia, jantar de 5a a sábado, ou algo assim.

e é isso aí


Ataque preventivo

Eu sei que estamos na Era Obama, mas velhos costumes não são fáceis de perder: o ovo estava perfeito e a rabada parecia uma bananada, no doce, cor e textura. O resto podem acreditar nele.


cada um no seu quadrado

ontem comi espuma de limao, azeite solido de manjericao, "ovas" de shoyo, pure de franboesa e outros num menu degustação acompanhado por 7 vinhos diferentes. foi foda. o cara é um filhote do adria. nem entro em detalhes. só coloquei pra me exibir e passar raiva no zeno e no pinto. (ah... pernóstico é a mae).


Que sorte a dele

pra casar

Estava eu navegando procurando uma boa receita de pesto à moda de Gênova quando conheci a rapariga. Seu nome é Ana Elisa e o epípeto auto declarado de "nonna em treinamento" é matador. Designer, ilustradora, cozinheira, não necessariamente nessa ordem. A amiga cozinheira que nunca tive e sempre quis ter. Sabe tudo. Meninos, juízo que a moça é linda, mas casada. No mais, divirtam-se com as receitas e as dicas.

La Cucinetta


apellation controlée

achei donde veio toda aquela gourmandize dum dos editorsinchief aqui do buteco. [Leia mais!]


mino c'é mai, carta é emeio

táí umas das descrições de receita mais pândegas q'eu já vi.
poesia alegrando neurônios antevendo a bocada a animar papilas gustativas qual uma mangueira entrando na avenida.
numa cortecolada honesta:

...Esclareço: sardenaira é sardenaira, não é pizza. A pizza de Nápoles, comida lá, é, a seu modo, imbatível, por causa da quantidade de muçarela (sic, n.e.), de leite de vaca, dos tomates e do manjericão. Refiro-me, obviamente, à Margherita. Eu não gosto de queijo derretido, mas a receita é esta, não há o que fazer. Em Nápoles, consegui até consumi-la com um sorriso nos lábios. [Leia mais!]


Gastrolíricas

restaurante le vin da alameda tietê/sp

ela tartar

ele canard


1/2 ambiental ali, 1/2 da semqueimá aqui

final/e, depois de anos de apuradas pesquisas ecológicas, succeso.
uma carqueja, nativa, ordinária e do entulho.
porém altiva/e abstrato-conceitual:



abraça gentil, e protetora/ vovó, um pé de lima-da-pérsia, ainda teen, portanto impublicável.
assim q. esta cunhã debutar, cairá nos braços da doce vida das musas caipirescas, lírica qual uma jovem daquelas do balzaque.
e os figados da canaglia estarão, à estatura estética condizente,
sãos & salvos.
pelo menas aqui no quintal.


Gastrolíricas

restaurante anos 70

ela à cubana

eu à grega

(cf. piadinha greco-italiana abaixo)

(crdt afn)


Gastrolíricas

lanchonete na sauna

eu xisbeicon

ela forméin


Gastrolíricas

feijoada

eu lingüiçinha

ela eparema


Gastrolíricas

padaria

ela sonho

eu caracu


gastrolírica pós-richardgere

porção mulher:
pornaboca
ecomela
sedeleitar


gastrolírica do corretor de imóveis e suas chacrinhas

ele cansado
de kibe na castelo
deliciou-se
nela
e suas empadinhas
na raposo


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