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30 Julho

educalção p/ todos

28 Julho

E agora um assunto mais leve

Tenho lido sobre os eventos em Oslo direto da fonte, que eu falo aquele javanês deles. E topei com essa pequena pérola no site da NRK, TV pública da Noruega, que tem controle social e todas essas firulas que apavoram a grande, isenta equilibrada e não menos combativa míjia brasileira. A tradução é minha mesmo, o original se encontra neste endereço e há muito mais coisa bacana ali. Pena que nem o eco seja visto por estas plagas. Dê uma lidinha e, se possível, envie cópia para Ovário de Cavalo®, Renaldo Azeveja e outros menos votados. Não esqueça de lavar bem mãos e teclado depois disso.

Rosendal
Mais de 200 mil pessoas manifestam-se contra a violência em Oslo, há três dias. A Polícia orientou moradores a ficar em casa, pois não havia mais espaço nas ruas. Numa capital com menos de 1 milhão de habitantes, não é uma marchinha de gente diferenciada, não (NdoT).

Blogues de direita fazem autocrítica após os atentados

Temendo inspirar potenciais terroristas extremistas, o moderador Ole Jørgen Anfindsen promete atenuar críticas mais duras a uma Noruega multicultural.

– Depõe contra todo o "movimento" o fato de um louco como Anders Behring Breivik ter feito o que fez, diz o responsável pelo site honestthinking.no.

"Todos" condenam as ações de Breivik. Mas o assassino compartilha com eles muitas opiniões no que tange o Islã e a imigração.

– Para justificar sua terrível conduta ele usou um argumento que contém alguns dos elementos que eu e muitos usamos, diz Anfindsen a NRK.no.

No livro "Paradigma do suicídio" Anfindsen escreve que a imigração e a miscigenação irão destruir a civilização ocidental. Numa carta, ano passado, ao jornal Vårt Land (Nossa Terra) ele afirma:

Há razões para esperar que a contínua imigração em massa de pessoas oriundas de países muçulmanos faça com que a Europa cada vez mais se alinhe às regiões do norte da África e ao Oriente Médio, o que é uma ameaça à cultura da Noruega e de outros países europeus.

De agora em diante, Anfindsen promete atenuar a retórica. Diz que irá revisar tudo o que escreveu para garantir que nada seja usado para incitar a violência.

Não irá, contudo, se afastar de "Fjordman" (Homem do Fiorde), o blogueiro anônimo citado constantemente nos escritos de Breivik.

– Seria covardia da minha parte.

Fjordman escreveu um apêndice intitulado "Traição" no livro de Anfindsen, no qual reitera que a elite ocidental tolera a imigração em massa para dar forma a uma nova ordem mundial.

– Eu acho que Fjordman é um comentarista extremamente ilustrado e um observador lúcido, afirma Anfindsen a NRK.no.

Porém, segundo o jornalista Øyvind Strømmen, autor do livro "Eurofacismo", Anfindsen professa uma ideologia mortal, segundo a qual os muçulmanos irão tomar de assalto a Europa. E a elite que permite que isso ocorra é portanto culpada pela descaracterização da nação.

– Há pessoas que volta e meia creem nisso, e não é surpresa que redunde em mais violência, afirma Strømmen.

A retórica volta-se contra si mesma. Blogueiros islamófobos na Noruega e no resto do mundo viram-se sob grande pressão da mídia depois que Breivik citou vários deles no seu manifesto.

Muitos temem ser associados ao assassino em massa.

– Eles sustentam que o Islã como religião conduz à violência e, portanto, os jihadistas levam isso a cabo literalmente. Agora esse tipo de retórica volta-se contra eles mesmos, diz a pesquisadora Randi Gressgård, da Universidade de Bergen.

Um deles é o norte-americano Robert Spencer.

O homem por trás do site Jihad Watch não mostra nenhum arrependimento, no entanto. No seu site ele parte para o ataque contra os críticos.

– Estou chocado e com raiva por conta dessa tragédia, um assassinato em massa de jovens, ter sido usado para tentar moderar críticas contra uma ideologia radical e opressiva, disse ele numa entrevista à BBC.

Spencer, como muitos islamófobos de destaque, sustenta que o Islã é uma ideologia totalitária –não uma religião. E culpa inteiramente o Islã quando indivíduos ou grupos levam a cabo ações terroristas.

Mas agora a situação se inverteu, e Spencer e seus correligionários experimentam o outro lado: estão sendo corresponsabilizados por um atentado terrorista do qual não participaram.

Øyvind Strømmen diz que é razoável que os ditos contrajihadistas agora se justifiquem.

– Eles responsabilizaram coletivamente os muçulmanos pelas ações de alguns grupos. Agora recebem as mesmas críticas pelo mesmo fenômeno, e de repente descobrem que o terror é apenas algo que ocorre independentemente da sua vontade.

Ole Jørgen Anfindsen diz que compreende as críticas que recebeu.

– É necessário que todos reflitam sobre seus motivos e atitudes e prestem muita atenção como irão se comportar no futuro, diz.
11:03:46 - Pinto - 7 comentários

Que floresçam mil flores




E pros lacaios do imperialismo americano, que não vão dormir sem ouvir um caquinho do repertório entreguista, um disquinho da Rosemary Clooney (tia-avó do queridinho das portadoras de cromossomos XX) cantando as letras do Johnny Mercer.
Vão por mim: eu não voltei das férias pra aplicar nos caros ouvintes. [Leia mais!]
00:07:44 - DJ Mandacaru - Comentar

27 Julho

Buessa Nueva

E tem mais: no meu merecido recesso fui cobrado - agressivamente - por não ter dado pitaco sobre os oitenta do João Gilberto. Pombas, eu não sou DJ de efemérides.
Só pra chatear, tô botando aqui um show comemorando os 40 anos da bossa nova: João e Caetano. Na Argentina.

Dias 19 e 20 de março de 1999, Teatro Gran Rex, na Corrientes, uma espécie de Palace com história. Os dois shows lotaram os 3.300 lugares do muquifo. As primeiras nove, João faz. Chama Caetano, diz que a mão tá doendo, canta Coração Vagabundo com Caetano, que se encarrega de cantar sozinho até Luz do Sol. Daí voltam os dois até o final. Caê sabiamente evita por a mão no violão.
Abram um Malbec e façam de conta que estavam lá. [Leia mais!]

O eterno retorno


É difícil, viu? Cidadão sai pra aproveitar período sabático (sem prejuízo de vencimentos, que o HZ é melhor que o Senado) e quando volta tá essa terra arrasada. Kassab bota pra esquerda ou pra direita? Era dona Nina escravocrata? O futebol é o crack do povo? Época é revista séria?
Não me entendam mal, todas são questões magnas. O que eu me pergunto é: quêde a fuleragem? A joie de vivre? A manteiga do último tango?
Só falta vocês começarem a se levar a sério. Oras!

Prum rehab rápido (dá tempo, Amy?), vai um negocinho no leia mais. Excursão bancada pelo governo prá divulgar a música brasilera "lá fora". Grupo formado majoritariamente por cearenses e adjacentes: Trio Irakitan, Sivuca, Pernambuco do Pandeiro e o nunca assaz louvado Abel Ferreira. Em 1958, que pra mim foi outro dia.

Se não estou muito enganado, a postagem original foi do Loronix, o blog mais bacana de música brasileira que frequentei, precocemente falecido. [Leia mais!]
21:20:02 - DJ Mandacaru - Comentar

23 Julho

descanse em paz, casa do vinho

ela recuperou o r&b.
2o. uma fonte local.
21:47:36 - George Smiley - Comentar

21 Julho

Madame Surtaud

Deu na Folha de hoje, mais um capítulo da sanha das sinhás contra as cunhãs:

NINA HORTA

Empregadas, mais um capítulo

Leitores, por favor, ajudem a responder: Por que se foram as boas empregadas dos bons patrões?


Como todos se lembram da fase em que existiam empregadas! Acordei leitores de todas as idades e lugares. Claro que estou me lembrando só das doçuras de um tempo em que éramos empregados, mas também tínhamos empregadas, o que possibilitava coisas na vida que não seriam possíveis nos dias de hoje.
Dona Marta, por exemplo. A passadeira ficou conosco uns 30 anos. Na menopausa virou cleptomaníaca. Com o dinheiro que roubava, comprava coisas para meus próprios filhos que ficavam furibundos, pois a mesada deles ia toda embora em pijaminhas de calça curta.
Tinha um ciúme do emprego que não dava para acreditar. Uma vez teve que ser mandada embora. Uma americana veio morar um ano conosco. Ela se recusou a lavar a roupa dela. Não lavo e não lavo. Foi um constrangimento, teve que sair. Dona Marta iria nos fazer falta. Afinal, lavava e passava com perfeição, e era uma inglesa, só conversava sobre tempo e flores. Pois, foi embora.
Quando eu chegava, sentia certo ambiente diferente, uma risadinha aqui e outra ali, mas não descobria a causa. A arrumadeira nunca se queixou do trabalho extra e era quem tinha mais sorrisos amarrados na boca. Adivinharam. Dona Marta nunca foi embora. Chegava depois de mim e saía antes, não recebia salário. Fingiu que nada havia acontecido e continuou tudo como dantes no quartel de Abrantes.
Daí chegou a época em que só se arranjava as piores empregadas. Ninguém mais sabia cozinhar, ler, escrever, atender telefone, espanar.
A última, vinda do sertão, custei a perceber, falava outra língua. Substantivos que eu usava ela não sabia o que queriam dizer. E vice-versa. Então, calava. As palavras mais básicas, como pires, manteigueira, lichia (ah, aquela jaquinha?), água com gás, maionese, páprica, purê, ela armazenava para o esclarecimento final, no dia em que eu juntasse o objeto à palavra. Não nego que era inteligentíssima, vá você trabalhar na casa de um japonês que não fala português.
Aumentaram-se os ordenados. E vieram aquelas com as quais eu menos conseguia conviver. As novas ricas, que tomavam emprestado o status das patroas. Sabiam nomes de políticos, celebridades, peruas. Todas as receitas delas levavam leite condensado e nozes.
Ficavam arrepiadas ao ter de passar uma camisola de cambraia velha, tão fresquinha, já puída, um pijama de flanela xadrez de estimação da patroa nova. Faltavam-lhes referências para qualificar pessoas e por pouca informação classificavam as visitas pelos carros.
As esnobes sem causa. Falta falar na empregada perfeita, melhor que você em tudo, a tenho-saudade-da-Bahia, a estudante-de-direito, e outras. É de chorar.
Aprendemos inclusive a mudar o jeito de comer. Picadinho passou a ser pitéu de festa de casamento. Quem chega do trabalho e faz arroz, feijão, carne, farofa, banana frita, verdura e salada? Da próxima vez, com ajuda dos leitores, descobriremos o que aconteceu com aquelas moças tão prendadas. Por que se foram? Não vale falar da patroa ruim e da empregada ruim também. Por que se foram as boas empregadas dos bons patrões, é a pergunta.
11:33:32 - Pinto - 10 comentários

09 Julho

Pesquisa



Coincidência ou alguém mais arruma assim na cueca?
14:19:15 - Pinto - 1 comentário

04 Julho

Vá estudar, minha filha!

Acabei de escutar a locutora da Rádio Eldorado entrevistando um professor de Relações Internacionais da USP sobre a doença do Chavez e o futuro da Venezuela:

– Mas, professor, e o que a oposição pode fazer para que a Venezuela não seja mais uma ditadura? Ela tem o apoio político, econômico e sobretudo dos militares para tirar o Chavez do poder?

Loco, né?
14:37:57 - Pinto - 3 comentários

02 Julho

rip, seu presidente

juiz de fora tem das miór comida de buteco que existe.
são uns artista nisso ali.
23:36:50 - George Smiley - Comentar

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