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30 Novembro

Mario Monicelli *1915 +2010

28 Novembro

Nesta data querida

Eis que no apagar das luzes deste dia registramos mais uma primavera dele, o DJ Mandacaru, que ultrapassa hoje a barreira dos trint'anos com elegância inaudita: de longe, parece ter só 29. A ele, as nossas homenagens na pessoa da Marilyn (bom, pelo menos foi a única que arrumamos que topou fazer a homenagem):

23:12:45 - Pinto - 2 comentários

Entreouvidos

No chá-de-bebê de um casal amigo:

– Essa florzinha aqui tem o nome da minha mãe.

– Maria-sem-vergonha?

No tal do show do Paul:

– Chuuuuuupa, Mick Jagger!
21:48:24 - Pinto - Comentar

Avesso do avesso

Avesso do avesso

E nós outros vivemos entre as eleições e a cólera. Mesmo às vezes às avessas, o Haiti sempre é tão aqui.
12:10:19 - Pinto - Comentar

23 Novembro

Pra não dizer que a gente não falou do Paul McCartney

Leio nas redes sociais o entusiasmo de uma garotada de vinte e poucos anos que, como eu, ama os Beatles, os Rolling Stones e o show do Macca no Morumbi. Lembrei dos meus vinte e poucos e da minha fase insana de beatlemaníaco, insana a ponto de comprar todos os discos solo dos quatro rapazes a cada lançamento (incluindo o triplo do Harrison, All Things Must Pass, e o triplo ao vivo do Paul, Wings Over America), com o considerável e respectivo rombo na minha minguada mesada de então. Tudo isso pra dizer que há tanta pérola perdida nessa fase solo do Paul, principalmente nos primeiros discos dos setenta, que sentimos o dever cívico de alertar a garotada para baixá-los assim que possível, com o "Band On The Run", de 1974, e o "Ram", de 1971, puxando a fila dos torrents. Duas demonstrações da tese, mais uma de brinde: "We're Open Tonight", de um disco marromenos do Paul, "Back to the Egg", de 1979, e "Oo You", do caseiro e sensacional "McCartney", de 1970, o primeiro disco solo dele, que traz ainda a mais conhecida "Maybe I'm Amazed", em nossa modesta opinião a melhor composição do rapaz nesses 40 anos solamente bem vividos.
12:52:51 - Zeno - 8 comentários

Sanguepazzo (2008)

Passa na TV a cabo. É dirigido por Marco Tulio Giordana, o mesmo de "Pasolini - Um Delito Italiano" e "Os Cem Passos". Tem a Monica Bellucci. Estas são as três razões iniciais para se ver o filme, mas há outras. Trata do mesmo período do "Vincere", resenhado abaixo (tem até as mesmas cenas de arquivo usadas no outro filme), mas é infinitamente melhor - o que soa como heresia, já que o Giordana é tido como "diretor de TV", enquanto o Bellocchio é monumento tombado do cinema italiano. Tem lá seus problemas, um escorregão aqui e acolá em clichês, mas a quantidade de momentos em que a gente exclama "Que idéia boa!" faz com que o transatlântico (i.e., filme caro, produção complicada, etc) desfile suave pelas longas duas horas e quarenta de duração. E se a Bellucci não está muito boa no papel (real) de diva do cinema italiano da década de trinta, seu partner, tal de Luca Zingaretti, faz qualquer cena em que ele esteja presente digna de atenção. Ouça o conselho do Hipopótamo Zeno e troque "Vincere" por "Sanguepazzo": é o negocião italiano da temporada.
10:58:40 - Zeno - Comentar

22 Novembro

Pela volta dos Bulhões da CPMF

Acho a Nota Fiscal Paulista uma baita iniciativa. De verdade. Para os não iniciados, consiste no seguinte: o governo de SP abre mão de ⅓ do ICMS recolhido e o devolve direto ao contribuinte, duas vezes ao ano, na forma de créditos ou mesmo de dinheiro em conta. Faça as contas: ao abrir mão de um terço da receita e ainda assim o programa ter se mostrado um sucesso de público e crítica o governo faz uma admissão tácita de que a sonegação deve ultrapassar 50% da base arrecadatória. Minhas noções de economia dão o suficiente para esta conclusão e mais esta outra: um programa do tipo só é viável –como de resto muitas outras coisas– em São Paulo, mesmo porque neste País o ICMS é inacreditavelmente cobrado na origem, e não no destino. Eis uma das razões do gigantismo paulista, mas isso fica para outra hora porque questão aqui é outra.

Pois bem. Aí hoje tivemos a condenação definitiva de Tânia Bilhões Bulhões, mais uma sonegadora confessa que saqueou os cofres públicos em somas de grande monta vendendo bugigangas de luxo e, em vez de cadeia, irá morrer com alguns mil reis e posar de boa samaritana. Sim, você já viu esse filme.

Não consigo deixar de associar as duas coisas à grita pela volta da cobrança de CPMF, imposto ao qual este redator é francamente favorável, em que pese a oposição do patronato aqui do Zeno GmbH. Por duas razões: a colateral, que é o financiamento direto à saúde necessitada, porque viu essa receita evaporar no cochilo do governo no Congresso há alguns anos; e porque é um dos poucos tributos, talvez o único, que você, dona Tânia e eu pagamos sem apelação. Atinge diretamente uma enorme base (exceto os que não possuem conta corrente, claro) e deixa um rastro perene que tanto incomoda os profissionais da muamba e de outras mumunhas mais. Dona Tânia pode nunca precisar do SUS, mas cada vez que quitar a mensalidade do seu plano de saúde privado VIP ajudará a custear os cofres públicos provavelmente como nunca o fez.
21:40:56 - Pinto - 1 comentário

Mais Itália

Viu como é fácil?
(crdt: tm)
17:29:33 - Zeno - 2 comentários

21 Novembro

Quem tiver ouvidos para escutar que ouça

"Os mercados querem dinheiro para cocaína e prostitutas. Sério. A maioria das pessoas não percebe que 'os mercados' são na realidade recém-formados em administração de 22 a 27 anos, que inventam furiosamente estratégias de compra e venda em planilhas Excel, se reportam a chefes cinco anos mais velhos e, geralmente, têm a mentalidade de ginasianos. Um plano orçamentário de quatro anos não vai deixá-los satisfeitos. Daqui a quatro anos estarão fora do negócio ou promovidos a uma posição na qual a Irlanda não lhes importará mais. Em vez de um orçamento apropriado, o que o país pode fazer é subornar as agências de classificação de risco. Pão e circo para as massas, cocaína e prostitutas para o mercado. Por que não explorar o fato de que sistema é caótico e aético para fazer algum bem ao país em vez de levá-lo à falência num esforço para comprar BMWs novos para solteiros de 25 anos?"

Resposta de leitor à pergunta "O que os mercados querem?" feita pelo economista irlandês Kevin O'Rourke em seu blogue, segundo a CartaCapitola desta semana.

Achei meigo.
22:19:47 - Pinto - 1 comentário

20 Novembro

eu não conhecia esse sujeito, o alfredo manevy.
por isso mesmo, nunca tinha lido isso, dele falando num seminario sobre cultura e cidade, em curitiba.
li e fiquei besta.
toda vez que li ou ouvi coisa assim, foi de cara muito, mas bota muito e mesmo nisso, batuta.
pra se ter uma medida, um assim foi o vilanova artigas, chegando p/ dar aula na fau, saindo da cassação.
foi ouvir o cara então e entender o quê queu tava fazendo ali afinal.
23:27:59 - George Smiley - Comentar

Quem tiver olhos para ler que repare

Quando a raiva aumenta com a renda

Leonardo Pinto


(Publicado na @revistaaldeota da 2ª quinzena de novembro, temporariamente disponível aqui.)

Preconceito é uma janela numa janela dentro de outra janela até o infinito, numa metáfora delicada para um tema nem tanto. O que se vê no Brasil pós-eleições, especialmente na internet e especificamente contra os “nordestinos”, são essas janelas se entreabrindo.

“Nordestinos” vai entre aspas pela impropriedade. Nada mais diverso que Piauí e Bahia, por exemplo. Por extensão, raras vezes se esbarra na expressão “sudestino”: o que poderia haver de comum entre a realidade paulista e carioca, e entre eles a cearense, exceto em maior ou menor grau a concentração de renda? [Leia mais!]
14:57:20 - Pinto - 2 comentários

Cenas de um dia de trânsito cão em Sampa

1) Na traseira de um SUV (claro), na Vila Madalena, um adesivo caseiro com direito a foto de (perdão, leitores) Reinaldo Azeveja e uma citação de sua autoria: "Não creio em religiões mais novas do que o uísque que eu bebo".

2) Uma BMW invade a faixa exclusiva de ônibus da Rebouças e arranca, fugindo do engarrafamento onde estão os demais veículos. Um carro da CET sequer tem tempo de anotar a placa. Não faz diferença: pra quem compra uma BMW de 200 mil reais o dinheiro da multa é caixinha.

3) Na 9 de Julho congestionada um cidadão de cabelos meticulosamente pintados e penteados para trás invade a faixa de pedestres com seu VW Jetta em meio às tragadas do seu cigarro (cigarrilha?). O sinal fecha, mas é só a fila de carros andar que ele avança por cima dos pedestres que cruzavam a via.

4) Duas horas engarrafado da Vila Madalena à Vila Mariana. Lá, uma dupla de zelosos policiais à sombra numa esquina exercitava o bloquinho, enquanto o trânsito seguia caótico.

Sexta-feira tem dessas coisas.
11:44:07 - Pinto - Comentar

19 Novembro

Pizza com bala




Falar em criminoso italiano, ouçam aqui uma coletânea de trilhas sonoras de filmes policiais lá do pedaço da década de 70. Duas provinhas e the real thing.
[Leia mais!]

Vincere (2009)

Já tinha visto e ouvido muita gente boa por aí elogiar o filme. Mas é mais um daqueles casos que despertam simpatia por conta da história, né não? Acompanhamos com interesse as duas horas e tanto de exibição porque queremos saber mais da vida política italiana das décadas de vinte e trinta - mas um filme não pode ter seu mérito pela nobreza do tema que aborda. Aí topo com uma entrevista do Bellocchio, naquele volume de cinema italiano da Cosac, dizendo que ele privilegia a forma sobre o conteúdo, mesmo no caso do cinema político mais engajado. Bom, mas não é o que se vê no Vincere, e nem no anterior Buongiorno Notte, sobre o caso Aldo Moro, do mesmo diretor. Sei não, mas "a gente boa" mencionada no início anda com excesso de bons sentimentos (quem não se irmanaria na tragédia da mulher esquecida do Mussolini?) e escassez de preocupações formais - menos o Jorjão, o contínuo aqui da redação, que andou dizendo pelos corredores que "o Duce é que tinha razão em sumir com a louca vagabunda".
08:51:09 - Zeno - 1 comentário

18 Novembro

Yes, nós temos topete



Fica sendo a nossa resposta à recente onda homofóbica se abateu por aí. É um dos clipes mais divertidos que vi nos últimos tempos, e a musiquinha boba gruda como chiclete.
19:07:09 - Pinto - 3 comentários

17 Novembro

Hip, hip, hurra! Viva o protetor solar!

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Já que ninguém na redação se manifesta, toca a mim fazer o registro de mais uma primavera (chuvosa e fria, mas não menos florida) do nosso mantenedor Zeno Cosini.

Se eu já puxava o saco do chefe antes de conhecer a residência praiana dele na Côte d'Or (o que finalmente logrei fazer neste feriado), vocês não imaginam agora. Dentro de uma reserva florestal, condomínio "exclusivo", encerrava todo tipo de sofisticação urbana dentro de uma mata semivirgem de fauna variegada. Dizem que tinha até preguiça, que eu só vi mesmo quando olhei no espelho, mas ainda assim um programão.

Quando é o próximo feriadão mesmo, chefinho?
22:05:38 - Pinto - 7 comentários

O álcool é o pior inimigo do homem

Aproveitando o gancho musical, ontem foi aniversário de um francês canalha (redundância), amigo da casa, e a Redação deixa aqui os cumprimentos atrasados de sempre com a lembrança de um outro francês batuta, Boris Vian: "eu bebo sistematicamente para esquecer os amigos de minha mulher". Para ouvir a música, clique aqui. Para a letra, aqui.
09:56:12 - Zeno - 4 comentários

16 Novembro

O Bola de todas as vezes



O post aqui é só para garantir o jeton do mês.

Se eu fosse vocês ia rapidinho aqui.
Uma discografia do Bola Sete, um violonista brasileiro da maior categoria, que fez a maior parte de sua carreira profissional nos Estados Unidos. Os discos variam de raros a raríssimos.
Depois de baixarem tudo, sugiro uma volta completa pelo site. Tem coisas do arco.
23:04:20 - DJ Mandacaru - Comentar

12 Novembro

Mais miséria

Voltamos à nossa programação normal para constatar que, mais que as falhas do Enem, o que atesta a falência da educação neste País é a produção acadêmica deste tipo (publicado na Folha de S.Paulo de hoje):

Em defesa da estudante Mayara


JANAINA CONCEIÇÃO PASCHOAL


Não parece justo que Mayara seja demonizada como paulista racista, quando o mote da campanha eleitoral foi o da oposição entre as regiões
Sou neta de nordestinos, que vieram para São Paulo e trabalharam muito para que, hoje, eu e outros familiares da mesma geração sejamos profissionais felizes com sua vida neste grande Estado brasileiro.
É muito triste ler a frase da estudante de direito Mayara Petruso, supostamente convocando paulistas a afogar nordestinos.
Também é bastante triste constatar a reação de alguns nordestinos, que generalizam a frase de Mayara a todos os paulistas.
Igualmente triste a rejeição sofrida pelo candidato da oposição à Presidência da República, muito em função de ele ser paulista. Todos ouvimos manifestações no sentido de que, tivesse sido Aécio Neves o candidato, Dilma teria tido mais trabalho para se eleger.
Independentemente da tristeza que as manifestações ofensivas suscitam, e mais do que tentar verificar se a frase da jovem se "enquadraria" em qualquer crime, parece ser urgente denunciar que Mayara é um resultado da política separatista há anos incentivada pelo governo federal.
É o nosso presidente quem faz questão de separar o Brasil em Norte e Sul. É ele quem faz questão de cindir o povo brasileiro em pobres e ricos. Infelizmente, é o líder máximo da nação que continua utilizando o factoide elite, devendo-se destacar que faz parte da estigmatizada elite apenas quem está contra o governo.
Ultrapassado o processo eleitoral, que, infelizmente, aceitou todo tipo de promessas, muitas das quais, pelo que já se anuncia, não serão cumpridas, é hora de chamar o Brasil para uma reflexão.
Talvez o caso Mayara seja o catalisador para tanto.
O Brasil sempre foi exemplo de união. Apesar das dimensões continentais, falamos a mesma língua.
Por mais popular que seja um líder político, não é possível permitir que essa união, que a União, seja maculada sob o pretexto de se criarem falsos inimigos, falsas elites, pretensos descontentes com as benesses conferidas aos pobres e aos necessitados.
São Paulo, é fato, é fonte de grande parte dos benefícios distribuídos no restante do país. São Paulo, é fato, revela-se o Estado mais nordestino da Federação.
Nós, brasileiros, não podemos permitir que a desunião impere. Tal desunião finda por fomentar o populismo, tão deletério às instituições no país.
Não há que se falar em governo para pobres ou para ricos. Pouco após a eleição, a futura presidente já anunciou o antes negado retorno da CPMF e adiou o prometido aumento no salário mínimo. Não é exagero lembrar que Getulio Vargas era conhecido como pai dos pobres e mãe dos ricos.
Não precisamos de pais ou mães. Não precisamos de mais vitimização. Precisamos apenas de governantes com responsabilidade.
Se, para garantir a permanência no poder, foi necessário fomentar a cisão, é preciso ter a decência de governar pela e para a União.
Quanto a Mayara, entendo que errou, mas não parece justo que seja demonizada como paulista racista, quando o mote dado na campanha eleitoral foi justamente o da oposição entre as regiões.
Se não dermos um basta a esse estratagema para manutenção no poder, várias Mayaras surgirão, em São Paulo, em Pernambuco, por todo o Brasil, e corremos o risco de perder o que temos de mais característico, a tolerância. Em nome de meu saudoso avô pernambucano, peço aos brasileiros que se mantenham unidos e fortes!
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JANAINA CONCEIÇÃO PASCHOAL, advogada, é professora associada de direito penal na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
19:56:48 - Pinto - 12 comentários

tem coisa que corta o coração

eu me lembro dumas das 1a. vez que fui , levado por um amigo corintiano -pra ver só como era legal- ver um clássico num templo de verdade. [Leia mais!]
00:17:05 - George Smiley - Comentar

08 Novembro

esse pegol na veia

observe a preparação do cara p/ o chute, numa das sequencias:
este soube o que faria.








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