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31 Julho
Dúvidas lítero-lupinas
Um Alain de Botton com testosterona? Uma enganação bem escrita (e bem traduzida, no caso da edição brasileira) ou um
livro extremamente original, o mais original desses últimos tempos? O chimpanzé é o lobo do homem? Ficção ou romance? Filosofia séria ou paulocoelhice? Estas e outras dúvidas que se nos assomam só serão dirimidas quando ele,
Zeno, a quem sempre recorremos nas ocasiões que desejamos saber se devemos ou não gostar de algo, emitir seu parecer.
Em tempo: sobre o
livro que
comprovou a viabilidade do mercado digital, exaltado pelo Matthew Shirts, Contardo Calligaris, Mario Vargas-Llosa e tantos outros leitores ludibriados, Zeno foi definitivo: "Uma bosta!".
30 Julho
distraidasso.....só.........mas num era disso.....uq'era mesmo?
Essa é pra anaconda e pro franciel
Zeno, lembrei de vc
28 Julho
A queda de preço do Viagra e suas consequências
Parece que música funcional emplacou de vez aqui no HZ. Com a entusiasmada aderência do nosso editor-em-chefe, que mesmo nessa friaca conseguiu a proeza de participar de uma rala-e-rola suarento, a "tendência veio para ficar", como observou o Pinto, nosso estilista-chefe.
Então, vão pegando aí o
Martini Time, do
Art Van Damme, a face civilizada da família. O disco é de 1953, mas tá fresquinho até hoje. Já o Art, papocou agora em fevereiro, com 80. Bom também, né?
P.S. O cabra da capa que está dando um trato na ruiva parece com o nosso editor, aquele cabelo partidinho, sabem? Não é, eu garanto.
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Digesan 10 mg
"Porque uma boa digestão é tudo na vida. É ela que dá inspiração ao artista, desejos amorosos aos jovens, idéias claras aos pensadores, alegria de viver a todo mundo, e permite comer bastante (o que é ainda o maior prazer). Um estômago doente leva ao ceticismo, à incredulidade, faz germinar os pensamentos obscuros e os desejos de morte."
Guy de Maupassant, Suicídios.
Hiperestupefaciência
Lê-se na coluna do Quiroga de hoje: "É de fundamental importância enriquecer o vocabulário, porque isso significa ter uma mente mais ampla também, para poder assimiliar situações que antes eram inimagináveis. As palavras têm utilidade".
Lôco, né?
(crdt do título: marcos n.)
Consultório Sentimental Jazzístico Hipopótamo Zeno
Então. Terça à noite. Você está numa pausa, no meio de um rala e rola animado e suarento com sua namorada, naquela conhecida troca de fluidos corporais feromônicos. Um silêncio aqui, um farol de carro que passa pela rua e se reflete na persiana acolá, você vira para ela e diz, pra puxar papo: “E o Dexter Gordon, hein?”.
Daí a clássica bifurcação: ou ela responde “Hein/Quem/Hã?”, e é melhor você trocar rapidim de namorada porque essa aí, francamente, é de quinta, ou então ela sussurra, meiga, “Maravilhoso/Adoro/Noooossa!”, e aí, meu amigo, o céu é o limite cromático dessa
relaçã.
Pois bem. Pra impressionar esta segunda namorada, sugerimos a seguinte gravação de
But Not For Me (manja? “They’re writing songs of love, but not for me”), feita pelo Dexter no dia 20 de julho de 1967, em Copenhagen. Como eu não sou nenhum DJ Mandacaru, apenas fantasio o contexto da bagaça: turnê pela Escandinávia, pra pagar o aluguel e as biritas injetáveis, acompanhamento de músicos “locais” (a clássica cozinha de bateria, baixo e piano em versão lars, sven ou nils), platéia receptiva naquele mar de cabeças loiras tentando acompanhar os compassos. Nosso herói expõe logo de cara o tema em míseros 30 segundos, daí destroça tudo pelos próximos cinco minutos e descansa no sexto, à espera do Criador. Continua a descansar no sétimo, no oitavo, no nono e no décimo, e só se digna a voltar no décimo primeiro minuto depois que o baixista terminou aquela petulância que ele chama de solo. Aí a festa vira carnaval da Sapucaí, com direito a arroubos do batera (que atravessa um bocadinho lá pelos 13 minutos e tanto), retomada do tema principal e um arremate que é um primor de sutileza – dá até pra imaginar os caras se olhando durante os últimos compassos pra acertar o petit finale.
Não, não, não precisa agradecer pela dica. Mande um e-mail pra gente contando detalhes picantes da sua noite amorosa. Nosso Redator Chefe Pinto vai escolher os melhores e encaminhá-los para a saborosa seção Fórum da Ele & Ela.
(este post é dedicado a Renato K. e Franciel C., casal jazzístico que não ousa dizer seu nome)
25 Julho
Diálogos Quincunciais da Redação
-- Minha mulher pediu que eu fosse mais compreensivo e paciente, por conta do inferno astral dela.
-- A minha também. O problema é que ela acredita em horóscopo chinês.
Diálogos Cinéfilos da Redação
-- Ô, George, cê viu quem foi o escolhido para fazer o seu papel na nova versão do "Espião Que Sabia Demais"? O
Gary Oldman!
-- Esse aí não tem nem o rôle nem o physique.
24 Julho
Parem as máquinas!
Furo exclusivo do HZ: São Paulo demite Ricardo Gomes e anuncia a contratação de Dengoso.
23 Julho
Explicando melhor a Bernadette Peters
21 Julho
Era uma vez
Se eu fosse vocês, já iria separando um dinheirinho: dia 20 de agosto estreia
Era uma vez, versão brasileira do musical
Into the woods. A garantia de uma boa história é a seguinte: músicas e letras de
Stephen Sondheim. A garantia de que a bagaça vai ser bem tropicalizada são duas: Felipe Senna e Armando Bravi Filho, dois craques na área.
Enquanto a hora não chega,
vão se divertindo com a gravação do
original cast de Noviorque, onde o musical estreiou em 1987 e se segurou em cartaz por 764 apresentações. Eu só tenho pena da atriz que vai fazer o papel que foi
de Bernadette Peters. Pedreira, viu?
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19 Julho
Um dia escrevo quinem esse cara
Interrompo momentaneamente minhas merecidas férias para trazer à nanoaudiência qualificada deste blog um trechinho do livro que andei lendo nestes dias de sol e chuva. Ganha um doce, ou um beijo de língua do Pinto, quem adivinhar o autor:
“O conjunto residencial Rossmore Arms era uma pilha melancólica de tijolos de um tom vermelho-escuro, construída ao redor de um imenso pátio. Tinha um saguão revestido de veludo, contendo apenas silêncio, plantas crescendo em vasos grandes, um canário entediado dentro de uma gaiola do tamanho de uma casinha de cachorro, um cheiro de poeira de tapete velho e a fragrância enjoativa de gardênias murchas há dias”.
(do nosso enviado especial ao litoral, a 9600 kbps)
16 Julho
rango
poesia é um átimo.
e a atma era ótima.
e é um istmo entre a hora e o que vem
pela eterna frente
que nunca mais veremos depois.
é o ponto do tempero, fácil de perder, uma coisica a mais
e já era, perdeu-se o prato.
e viva a julia child, do 'julie e julia', delícia de filme,
que sabe tudo de vida e comida.
e nos tem feito engordar feliz.
e viva meu sogro, pinto, que enveiéce digníssimo
e cada vez que nos visita aqui,
me amadurece uns 10 séculos.
que sorte conhecer gente assim.
s'eu fosse o balzac
[sabe...?
aquele
gordinho de bigodinho..., meio mal vestido, bocudo metido, decadente, realista (político), eterno (artístico: escreveu um troço chamado 'comédia humana', 90 e tantos livros que adiantaram tudo que vc. vê hoje - prezado e 'tinindo de novo' leitor - inda lá pelos 1850's; e que qdo li caía na risada de ver tanta conhecidencia c/ tudo qu'eu andava vendo naquelas hora - 1980's - e depois)]
foi uns dos 1o. cara a me dizê c/ clareza prá prestábem atenção praonde o jornalista tá apontando e daí, intão, olhar pro lado certo (sacumé?).
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15 Julho
Segunda feira negra
Essa aí que passou. Aqui, foi-se o Paulo Moura. Dele estão dando conta o
Abracadabra (som) e o
Passarela (informação e tubos). Mas lá em Miami, também finou-se a
Olga Guillot, aos 87. O noticiário foi discreto para uma cantora tida como a Rainha do Bolero a partir da década de 50. Cubana, resolveu se mandar quando o pessoal desceu da serra. Deixou mais de 60 discos gravados, dos quais fiz uma
coletânea enxutíssima. Deve ser ouvida longe de objetos perfurocortantes, vidrinho aberto de prozac à mão.
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14 Julho
L'audace, toujours l'audace

O rapaz foi ressucitado numa mesa de desocupados, que tenazmente se dedicavam a liquidar um pernil de porco de se comer de joelhos, de responsabilidade do nosso monge tibetano Lama, que apesar de vegetariano agasalha bem seus amigos carnívoros, no simpático mosteiro de Dameanna, encravado no vale Maddalehna, primeiro à direita de quem entra na Cordilheira do Himalaia saindo do Paquistão, e eu não sei mais como terminar essa frase.
A bem da precisão, a lembrança foi de um gaulês (ou normando, fica difícil diferenciar depois de alguns copos de leite de iaque):
Michel Polnareff era a trilha sonora de sua adolescência. Como os infantes da mesa fizeram cara de paisagem, fomos obrigados, ele e eu, a um rápido French Idole, interpretando Love
me, please love me. Duvido que tenha dado certo. Vai
aí com o original.
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12 Julho
Jabá do bom: Linkania - Uma teoria de redes
Poderia justificar esse jabá dizendo que ele é um dos fundadores dessa bagaça, que foi por causa dele que eu abri esse blogue e puxei a fieira dos desocupados que aqui escrevem, ou que seu livro anterior (Marketing Hacker) explicou com uns 5 anos de antecedência boa parte do que hoje conhecemos como web 2.0 e redes sociais, ou dos seus artigos no Le Monde Diplomatique Brasil, ou dos seus bloques, do Metareciclagem e que a capa do livro é um quadro que ele mesmo que pintou e depois mandou escanear, ou que eu escrevi a orelha com a Drica e recebi uma pequena fortuna pelo trabalho (pronto, agora a Drica vai querer a parte dela), ou que ele tem uma qualidade comum às pessoas geniais (um mau humor atávico) ou que, por mais incrível que pareça neste mundo onde pululam idéias novas, as dele são realmente novas. Mas não. Prefiro um argumento fundamental: a mãe dele, Dna Ada, já confirmou sua presença.
PS: a terceira pessoa que no lançamento me procurar e dizer que viu o convite aqui no blogue, ganha um livro, autografado e sem pegar fila.
dos pesos e dos medidas
e não era o dunga, era a era:
...
e, p/ quem não sacou a clicada nos 3pontin, segue um esclare-cimento no
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10 Julho
prudencia e água benta nunca é demais
zeno mgbh, no interesse dos criente, é membro ativo do conselho dos melhores
fundos de pensão.
6 pensão uq^.? a coisa é séria aqui.
08 Julho
gato e sapato
eu me lembro de qdo ganhava roupa, que legal...
quase sempre de algum irmão, filho, parente, maior sempre, 'que é p/ usar até qdo vc. crescer'.
e assim, desmilingüido, vivi menor do que era mesmo...
e que qdo vinha sapato então, tinha que botar algodão na ponta, p/ não dobrar o bico.
e toca os dedão ficar tudo drobado.
mas me vinguei um dia, c/ uns 'de festa', lá pelas tanta, todo mundo já de pileque, me mandei de fininho e fui c/a turma pro rolemã, todo elegante.
foi um espetáculo a volta, c/ a sola e os calcanhar tudo aparente, tomei um putesporro mas dormi feliz.
e bem me lembro qdo fui, lenta e firmemente, passando o tamanho das roupas, até que as de hoje 'é p/ qdo vc. diminuir'.
e até os terno então, que toda vez que ponho um, é 5 minutos e já fica q'nem de detetive americano saindo de briga no beco.
06 Julho
Genérico do Chaco
Pros carpideiros
da Larissa, deixo
aqui uma substituta, também paraguaia, com mais roupa, nem por isso menos encantadora.
O patrocínio é do
excelente Bau de LongPlaying, onde vocês vão se esbaldar, tenho certeza.
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05 Julho
ciao nureto, piva
catzo,
mais um do tempo que ego,
pelo menos,
inda competia de igual pra igual c/ a obra.
ó só*.
*assim, picadinho, q'nem o manda anda mandando.
02 Julho
saibam todos os que esta virem que
perdê uma copa
aqui
é uma coisa disgraçada
Da Espanha pra Itália é um pulinho
Ele pode até refugar, mas quem me deu o toque foi o o Pinto. Fã modelo rasgando-as-prega de filme brasileiro, ele me chamou a atenção da musguinha que tocava
no final de "Saneamento Basico - O Filme", Dentro Al Cinema, do GianMaria Trovesi.
Acionei a sucursal cangaceira di Roma e, seis meses depois (cês vão aperrear italiano?), chegaram as cinco bolachinhas do carcamano. Delas, separei
uma - "Da Questa Parte del Mare", de 2006.
No meu modesto entender, vale o esforço pra baixar.
01 Julho
A Guerra do Paraguai não acabou
Eu acho que sei o que levou o Jorjão a se esvair em lágrimas hoje à tarde:
um videozinho no Tubo de Vocês com a Berta tocando um dos movimentos do Concerto de Aranjuez com a Amadeus Orchestra. Eu não costumo andar nessas paradas aí, não, até porque o som é precário mesmo pra quem começou ouvir música em rádio AM no interior do Ceará. Mas tá valendo. Tem
mais Berta tocando La Catedral, mais
um choro improvisado com o Hamilton de Holanda, mais uma cacetada
de coisas se tu tem paciência de ouvir música por um tubo de lata.
Meu negócio aqui é outro. O Concerto de Aranjuez é uma das peças musicais que mais me toca e eu não quero nem saber por que. Uma das gravações que mora na edícula do meu coração é a
do crioulo marrento. E eu não vou entrar em detalhes porque o HopiHari francês tá botando pra fudeau com esse negócio de carregar arquivo que não pode. Ouçam
aí e me digam se não é motivo pra sair correndo até a Americanas mais próxima pra comprar o Esboços da Espanha.
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Plantão HZ informa: quem não conseguiu baixar no local indicado pode tentar aqui:
http://www.megaupload.com/?d=BS7ZR79N
diálogos botuinsanos
- vi sua foto de recém-formado na carteirinha...
- ...?!
- te achavam bonitinho na época...?
- quem?
- elas, oras...
- não, 'magina, só depois de muuita explicação...
A outra paraguaia tocando o paraguaio

O editor-em-chefe que me perdoe, mas se eu precisar de um só motivo para torcer pelo Paraguai a
Berta Rojas é suficiente (e eu não estou falando de mastectomia). Se vocês tiverem interesse na vida da moça, os links dão conta. Na bolachinha em anexo, Dona Berta esmerilha a obra do conterrâneo
Agustín Pío Barrios, uma das interpretações mais bacanas que já vi aí nessa área. Só procês compararem, botei La Catedral com o David Russel (
10MB), o atual queridinho do violão clássico na cena mundial, com o John Williams (
17MB) e com o dono da música, em uma gravação histórica (
11MB). Me digam se a Berta num peita.
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