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31 Março

Pancada de amor dói?

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Eles eram uma espécie de Kurt & Courtney do samba-canção. Viveram juntos, subiram juntos na carreira, tiveram filhos e se separaram, tudo isso com uma porradaria geral de pano de fundo.
A separação foi uma das mais produtivas do ponto de vista exclusivo da música brasileira. Amigos de ambos se entricheiraram e dispararam pelo menos dezessete clássicos a favor de um e outro. Detalhes desta guerra foram contados numa biografia escrita pelo filho dos dois Pery Ribeiro ("Minhas Duas Estrelas").
Vaí daí que o homem das Valentinas resolveu fazer o serviço braçal. Quem tinha razão, Dalva ou Herivelto, você decide.
[Leia mais!]
16:20:27 - DJ Mandacaru - Comentar

Diálogos A Serem Evitados Em Primeiros Encontros

(Ele) — Querida, pedi duas taças de dry martini, uma normal e uma baby, menor, pra você. Mas cuidado, hein? É forte.
(Ela) — Ah, gim... Lembra tanto minha infância...
11:17:25 - Zeno - 6 comentários

CREA fisiológico

cobogó caralhal

Nossa rapidez continua a mesma: já faz algumas semanas que nos mandaram este link, o excelente Porra, Arquiteto!, que anda fazendo o barulho merecido com posts e fotos impagáveis, como a que ilustra a dica. Cliquem lá, cliquem.
10:28:00 - Zeno - 7 comentários

30 Março

Questão peçonhal

— Onde você mora?

— No Butantã.

— Bairro ou Instituto?
07:44:22 - Pinto - 2 comentários

29 Março

Glub, glub



Programinha de domingo: conhecer o Aquário de São Paulo com as crianças. Fiquei positivamente surpreso com o lugar. É pobrinho, sim, mas com muita dignidade. Pobrinho quando se pretende um minimuseu de história natural, ainda que o efeito dos bonecos toscos na criançada divirta e assuste. No mais das vezes assusta. Mas como aquário mesmo é um programão, ainda que tímido em relação a equipamentos semelhantes fora daqui. O projeto arquitetônico bem bolado deixa o visitante cara a cara com os animais, sejam tubarões, cobras, jacarés ou os simpáticos ratões-do-banhado (num tom bem mais branco que os da foto).

Destaque ainda para o submarino, que parece ser montado com pedaços verdadeiros de uma antiga embarcação, com arraias e tubarões nadando no teto, e para o imenso tanque amazônico com um peixe-boi, pacus e pirarucus, todos enormes. Estranho ver bichos como morcegos-gigantes, tucanos (embora imagine as razões) e outros que sabidamente não nadam —tucanos boiam—, mas tudo é festa. Todas as vitrines têm mensagens educativas e a trilha sonora ambiente convida à observação, meso porque não estava nada lotado neste domingo.

Uma coisa só não entendi: por que bem na saída, onde há um café, o visitante é saudado por uma música horrenda a todo volume, que contrasta com a filosofia e com as mensagens ecológicas do equipamento. Poluição também é sonora. Depois de mergulhar por alguns bons instantes naquele universo, ser surpreendido por Lady Gaga a toda altura me deu ganas de pedir de volta os 30 reais do ingresso, plenamente justificáveis até então.
09:25:19 - Pinto - 2 comentários

28 Março

Um espectro ronda a política de São Paulo

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21:05:41 - Pinto - 3 comentários

27 Março

Diploma Na Mão, Rumo Ao Futuro, ou Tudo Na Vida É Uma Questão De Escala

Relato de testemunha presente ao aniversário de 100 anos de Dona Maria Amélia, esposa do Sérgio Buarque de Holanda, em festa ocorrida no início do ano e que teve grande cobertura da imprensa. Dona Amélia chama o filho Chico e faz aquele pedido inconfundível das mães: “Chico, meu filho, aproveita que o Oscar [Niemeyer] tá aqui e conversa com ele, veja se ele consegue que você termine a faculdade, quem sabe ele não dá um jeito, aí finalmente você vai ter o diploma”. Chico, como bom filho, não contraria a centenária mãe e aproveita a chance prum papo com o arquiteto. Minutos depois, finda a conversa, Chico se levanta e Niemeyer observa à sua acompanhante: “Simpático, esse moço. Quem é?”.

(crdt: ogv)
11:58:56 - Zeno - 1 comentário

26 Março

E a puxação de saco não termina

Cartola é o cara

Numa semana que deve ter batido o recorde de homenagens e jabás aqui no botequim, demonstrando por a + b que o importante nessa vida é ter amigos qualificados e fazedores, segue mais um, ou melhor, O MELHOR JABÁ desta semana: tudo que você queria saber sobre Cartola mas não tinha amigo qualificado pra perguntar, por módicas 14 pratas na banca de jornal mais próxima. Negocião, se é que eu já vi um antes. A lamentar, apenas, a exclusão, na lista de músicas, de "Preciso me encontrar", assassinada pela chata da Marisa Montes e por isso mesmo digna de resgate na voz do Mestre.

(crdt da foto: mario luiz thompson)
19:19:48 - Zeno - 1 comentário

25 Março

Atendendo a pedidos

"Tá dando pra ouvir daí, George?"

Não se pode recusar um favor a um amigo que, de livre e espontânea vontade, resolveu se exilar na roça. Não se pode, ponto.
Indagorinha, ouvi o clamor do George, em pleno processo de terapia de regressão, por uma gravação da Nina Simone que impregnara sua jovem alma, portanto quase 40 anos atrás.
Do que entendi do panegírico do colega, que misturava cigarros Galaxy, agências de publicidade, o buraco da Sumaré e um irmã não identificada, ele dizia que nunca mais se esquecera da nêga cantando My Sweet Lord, do Harrison, que pegava um lado inteiro de um LP, "um troço que deus deve tá pedindo pra ela cantar todo dia lá no céu dela".

Se vocês quiserem saber mais coisas sobre o disco é só dar um pulinho aqui.

Se der lombriga em mais alguém pra ouvir é só dar um pulinho ou .
[Leia mais!]

uma no cravo outra na ferradura

já que vai rolar um pau, não largo amigo na pancada sózinho:
nem entro

voto de direita é coisa de véio

helen mirren, provando que o boteco é âptudeite até no meio do mato
e c/ a impagável legenda:
Great rack, and eyes that can cut a bombshell in half.

(a magrinha veio na carona)
12:50:13 - George Smiley - Comentar

Por uma vida mais controlada


Zeno GmbH apresenta seu lançamento mundial.
12:20:36 - Pinto - 12 comentários

Jabá Modernista

Ingresso grátis para quem acertar a grafia

(crdt mwh)
11:17:53 - Zeno - Comentar

23 Março

Agora eu entendi

"Não há idéia mais tola do que acreditar na conquista de uma mulher oferecendo-lhe o espetáculo da própria inteligência. (...) Quando muito, é possível conquistá-la do seguinte modo: quando a inteligência parece ser um instrumento para obter poder, riqueza, consideração - valores que a mulher que se deixa conquistar gozaria em conjunto. Mas a inteligência, como fantástica máquina movendo-se desinteressadamente, não faz sair da indiferença qualquer mulher que seja."

Do ex-blogueiro, atual twitteiro Cesare Pavese (num post de 31 de agosto de 1940, em seu blog Il Mestiere di Vivere), desanimando as esperanças de metade da redação. A outra metade, despreocupada, segue desfilando seus rostinhos bonitos.
08:53:01 - Zeno - 5 comentários

sede de saber

existe o estado e existe a mamãe

no instantâneo o momento em que colhemos, finalmente, as origens dos pobrema c/ nosso chinez do t.i..
consta que, supostamente, o dijei andou pedindo ajuda pruns backups e gravações suspeitas pro tal, iscrusive.
desde pequenino era assim, daí pro uísque e ahead and beyond.

22 Março

Calipígias

07:17:24 - Pinto - 4 comentários

21 Março

Retrato em Branco e Preto



Boa notícia para terminar uma semana e começar a outra: Chico Albuquerque em versão revista e ampliada.
21:24:13 - Pinto - Comentar

ô trem bão

vallandro desenha prachuchu
(crdt. revista brasileiros)

como o regionalismo crítico é um must no boteco, puxo a brasa pro meu torresminho aqui.
e de quebra instruo a nano na capitar, sobre algumas de suas raízes e eventuais galhos, aproveitando que estão na folga domingueira e o engarrafamento muda de autos p/ álgool bem melhor.

pois bem.
o vezo do ex-ofício acaba sempre me levando a algumas aventuras ainda, de sorte agora que sem aquele desagradável risco de acordar pesando algumas gramas de chumbo a mais.
acordo agora, qdo muito, pesando uns torresminhos extras, ouvindo maravilhosas violas, mergulhado no estudo de equipamentos de slow-lazer p/ slow-food. [Leia mais!]

20 Março

ex-fusca e ex-principe

no pau

dou c'uma
putapedra

a pedra pula e some

era um sapo
porr'indabem

uma besta dessa
beijava a vidraça
e virava fusca
e eu
em gracejo
de shakespeare

e num mízero
entreato
16:20:39 - George Smiley - Comentar

falando nilson de datas de funtos

ó, antes que deixem sair comemorando, considerem:
cous'dedoudosisso.
2o. minha azia, em grande parte culpa daquele terminal da gbobo.
16:10:16 - George Smiley - Comentar

18 Março

WWW.DELL.COM.BR

Vocês me desculpem, mas vou desvirtuar o uso de uma das editorias do blog. Lixo da internet, daqui pra frente, é o site da Dell.
Vocês vejam bem que, dois anos atrás, o mané aqui acreditou no lero-lero da Dell de que máquina cinza não era confiável, bom mesmo era contar com máquina toda bem planejada e montada como as dela mesmo, pois não?
Encomendei uma top model, 4GB de RAM, 500GB de HD, dois gravadores de DVD, mais um monte de coisa que o japa da informática mandou eu escrever aqui.
Semana passada a máquina morreu (a garantia vai até 2013...). A Dell achou que era a placa-filha-da-mãe e se propôs a trocá-la. Bacaninha, se o troço não tivesse que vir dos EUA (uma semana) e meu conserto "escalonado" (os analfabetos do marketing da pocilga devem achar a palavra o mássimo) para mais duas semanas. Noves fora, três semanas sem computador na melhor das hipóteses, sem botar música no blog.

Meu filho, quer se irritar? Compre Dell.

16 Março

Less is more or less

Agora que a poeira em alto mar do clássico Palmeiras e Dente de Leite já baixou, eu e o Umberto consideramos que o clima voltou a ser propício para uma homenagem ao maior jogador de futebol de mundo, sim, o santista e brasileiro Pelé, que, por sua vez, compôs uma homenagem inesquecível à arquitetura brasileira e universal na pessoa de uma arquiteta angola, vejam só, Teresa Myre Dores. Para uma versão com letra, é só clicar aqui. Para uma versão com a dedicatória declamada ao final pelo Rei Pelé, clique aqui.
16:33:59 - Zeno - 5 comentários

15 Março

Filmes, filmes e mais filmes

Já que o assunto é cinema, permito-me entrar na seara do Zeno Ewald Filho e sugerir os documentários, categoria em que o Oscar se permite algumas excentricidades. Num cine torrent perto de mim vi The Cove, o vencedor, e Food, Inc., um dos indicados. São dois filmaços que figuram na minha classificação de imperdíveis, e explico por quê.


O primeiro, sobre a matança de golfinhos no Japão, não tem a relevância global do segundo. Mas a maneira como foi filmado, a razão por trás da sua realização os truques utilizados pela produção para burlar a polícia japonesa (e neguinho acha que efeitos especiais são coisa de Avatar, tolinhos...) justificam o prêmio. Terminei o filme às lágrimas e, odeio dizer isso, recomendo com fervor de militante.



Convenientemente, Food, Inc. não levou: nao pegaria bem para a Academia premiar um filme que deixa em péssimos lençois empresas como Cargill, Monsanto, McDonald's e por aí vai. Ao contrário do primeiro, é mais quadradão na forma, mas não menos eficiente em disseminar uma mensagem fundamental. Um dos nomes que embasam o filme, Michael Pollan, é autor de dois livrinhos fundamentais para entender a industrialização dos alimentos: Em defesa da comida e O dilema do onívoro.

O curta de animação vencedor, o argentino Logorama, você assiste em duas partes no YouTube mesmo.
20:48:51 - Pinto - Comentar

Dez anos esta tarde

Dica para os cinéfilos que acompanham o blog (alô, Douglas! Abração, Gustavo!): saiu recentemente pela revista francesa Les Inrockuptibles a lista dos 100 melhores filmes da primeira década do século. Duas considerações: 1) dá pra discutir um monte de discordâncias e anuências, e a lista vale principalmente por nos lembrar do filme X ou Y; 2) putaquipariu, já se passaram dez anos?!?

(crdt do link: monsieur sylvain b., que reclamou da ausência de Redacted, do Brian de Palma, na lista. Não tem importância: Cloverfield, que é marromenos a mesma coisa só que muito melhor e sem a chatice do Iraque, tá lá.)
17:38:26 - Zeno - 5 comentários

De volta ao batente, nesta segunda-feira

Só a modéstia me impede de transcrever trechos da entrevista de Umberto Eco publicada no Estadão de sábado, na qual ele repete argumentos que venho derramando em mesas de bar há décadas sem me citar como fonte. Tudo bem. Eu e o Umberto (já posso chamá-lo assim) concordamos em muitas coisas, a começar pelo fato de que os resultados mais profícuos da internet dependem de um usuário formado em época anterior a ela, já que o fator filtragem tem papel decisivo aí. Eu e o Umberto criticamos o critério de arrumação de livros por ordem alfabética. Eu e o Umberto usamos o conhecimento adquirido para reordenar constantemente a biblioteca conforme as necessidades de pesquisa do momento.
Enfim, se você quiser saber as opiniões e pitacos do Umberto sobre o mundo, as coisas e as pessoas antes que ele mesmo as formule, visite o Hipopótamo regularmente. Quanto aos trechos da entrevista, seguem no Leia Mais, que a modéstia aqui anda mais por baixo que cu de cobra. [Leia mais!]
08:50:18 - Zeno - 9 comentários

14 Março

putaquipariu, ô glauco,,por'romeu, que merda e que dó, cacete

por que demonios umas coisas acontecem durantes outras, cacete.
pq., p. ex., o glauco morreu, caralho...?
pq., p. ex., o interrogação fica mais perto da exclamaão?
porquê os beach boys pararam o 'smileys'?
quantas coisas o mundo ainda mtem precisão...
eu sei esses porquês, puto aqui, indefeso.
ai, xeiquinbill, nos ajude, cunversa c'o kiktano, esse assunto é coisa de maluco, sei lá...
conta pa nóis, quiqui tá rolando...?
como eu tô puto...
tem toda uma época aí, tem toda, tem uma enorme vontade de moral, de uma ética, pelo desenho e tralal, i porra.
disculpem.
ele era um daqui.
quiraiva, mas quiraiva.

A Bahia é um estado de espírito rebolation

"Tem-se a certeza de que o cidadão está ruim da cabeça ou doente do pé quando, logo na esquina entre a segunda e a terceira linha, ele cita e (pior) concede razão à Vedete de Santo Amaro. Mas, realmente, não há como contestar Caetano: 'aqui tudo parece que ainda é construção e já é ruína', especialmente em se tratando do ludopédio.

Puta que pariu Dona Canô!

Pois muito bem. É provável que a referida matriarca, que já caduca há séculos, nem se lembre, mas vocês, estudiosos do pebolismo, sabem que em janeiro do ano passado foi (re) inaugurado com pompas e circunstâncias o Estádio Roberto Santos, conhecido na roda do crime como Pituacivisky, para não dar rima. Pois bem. O referido campo, senhoras e senhores, é o único na capital a sediar os jogos do Baianão/2010, já que a Fonte Nova não se livra da tragédia e o Barradão está passando por reformas.

Aí, vocês perguntam: e o que é que a ex-mulher de Paula Lavigne tem a ver com isso?
"

Quando eu crescer, quero escrever que nem esse sujeito.
11:15:23 - Zeno - 2 comentários

Jabá (literalmente)

Batendo na porta

Contracapa da Revista Aldeota #4. Gostaria de escrever nela.
10:00:00 - Pinto - 3 comentários

Uma no cravo, outra na Canela


A descoberta foi do meu amigo polímata Augusto César. Estava escrevendo um artigo sobre Estate - a cançoneta italiana dos anos 60 que foi tirada da vala comum por João Gilberto e alçada à condição de cult - e conhecera a cantora catalã Carme Canela. Tinha pouco material dela, me mandou o que achara pelaí. O artigo acabou sendo publicado na estreante Aldeota, a resposta do Ceará à Piauí. Estate será tema do próximo post do DJ, mas o tio encarregou um dos seus capangas, atualmente homiziado em Barcelona, de rapar a produção da moça. Acabaram de me chegar às mãos cinco bolachinhas da nêga, uma melhor do que a outra.

Pra vocês terem uma provinha da moça, separei o primeiro dela "Introducing Carme Canela & Trio", de 1996, com uma amostra do que está mais espalhado nos discos posteriores: standards de jazz, música folclórica catalã, música brasileira e música pop. Dona Carme brinca legal nas quatro.

Se o senhor é do alto comando da campanha de algum presidenciável, a doação está identificada. Se tu for da Bolsa-Família, meu filho, não há muito o que fazer por você. [Leia mais!]

13 Março

Minutos de sabedoria

"Essa foi a grande libertação do Big Brother para mim: mostrar que a gente não precisa se levar tão a sério e que é bom não se levar tão a sério. (...) Foi quando me despi da posição de jornalista e percebi que isso não necessariamente ia arranhar a minha imagem. Esse papo de credibilidade... quem quer isso é pastor, padre. Não vou fundar igreja, não quero que acreditem em mim. Os jornalistas em geral se levam muito a sério."

—Pedro Bial, muy fidedigno biógrafo de Roberto Marinho, na Rolling Stone (uma espécie de Revista Capricho para maiores de 18 anos, mas com idade mental de 10) deste mês.
23:10:41 - Pinto - 2 comentários

10 Março

Nada como um Dior atrás do outro



Poisé. Outro dia eu comentava com uma amêga minha, vocês não conhecem, não, que achava que esses meninos do Franz Ferdinand não me queriam como fã, porque conseguiam ser mais chatos que eu de TPM. Eis que hoje não apenas me agarrei com essa musiquinha, que por acaso é também um quase jinge para a Dior. Tá boua?

Sangue de Marion Cotillard tem é poder.
22:19:28 - Pinto - 6 comentários

Cuba libre

Eu sei, eu sei, oposicionista em Cuba sofre mais do que bagos na mão da AP, mas essa é a editoria do Pinto.
Se você gosta de música cubana, la tenda que vocês devem frequentar é essa aqui. De coisa antiga a coisa nova, uma variedade expressolhante, inclusive um belo documentário sobre Los Zafiros. Está tudo guardado no Megaupload. Se você pretende se divertir à socapa, recomendo comprar ingresso para um mês.
09:06:26 - DJ Mandacaru - Comentar

09 Março

Os intelectuais e a escravidão da mídia

É salutar, a nosso juízo, a aproximação da mídia aos ditos intelectuais, orgânicos ou inorgânicos, desse Brasilzão sem porteira. Eles cumprem a função de dar densidade analítica aos órgãos que os acolhem, coisa que os jornalistas abrigados nos mesmos órgãos em geral não logram fazer; quando logram, o patrão não lhes permite publicar, mas divago. Nesse processo acabam projetando a imagem da academia a que pertencem, numa simbiose que em tese interessaria ao País.

O problema disso tudo, a nosso juízo, é a restrita seleção de pensadores escalada para o papel de referendar uma ou outra, digo melhor, somente uma particular cosmovisão ao leitorado. São sempre os mesmos nomes, meia dúzia deles, e a julgar pelo expediente que têm dado nas redações (e pela resultante de seus pensamentos, por conseguinte) uma das hipóteses vem ocorrendo, ou todas: 1) demitiram-se da sua condição de "intelectuais", pela falta de tempo ou por incompatível com a experiência midiática; 2) diluem seu raciocínio de forma a compatibilizá-lo com, por exemplo, o dos jornalistas da página 2 da Folha (Eliane Cantanhêde, Clovis Rossi, Josias de Souza, Fernando Rodrigues etc.), e assim perdem a completa inteligibilidade; 3) avatares lhes tomaram o assento, porque quem raciocina mesmo não conceberia escrever aquilo lá.

Numa extensão natural desse fenômeno, quanto menos os nomes selecionados, mais eles aparecem elucubrando sobre uma miríade cada vez maior de assuntos, e assim a lusitana roda. São temas que vão do alfinete ao foguete, mas têm em comum o fato de irem ao encontro da linha editorial dos tais veículos. Exceção feita ao professor Francisco Oliveira, fundador do PT e hoje intrigado com o partido, porque nesse caso convém.

Tome-se como exemplo o geógrafo Demétrio Magnoli, que usou a referida Folha, hoje, para criticar seus jornalistas —"criminosos"— o samba do crioulo doido que o senador Demóstenes Torres compôs sobre o tráfico negreiro (note que Demétrio e Demóstenes começam com DEM, e isso há de querer dizer alguma coisa, mas novamente divago). Não apenas o juízo do intelectual parece obnubilado (pelos plantões que dá na Folha, no Estadão e nos veículos globais, isso para não citar o Instituto Millenium, que é a somatória desses veículos?), mas o tom escolhido é de quem acabou de retornar de uma temporada no pelourinho com o couro ainda morno das chicotadas. Uma raiva incontida que brota do texto e não se coaduna com o papel de intelectual, ou quando muito de escravo forro, o que parece ser o caso. Decerto está trabalhando demais, ou não lhe pagam o que vale: a hipótese de trabalho escravo deve ser considerada, ainda que hiperrealista.

Outro é o historiador Marco Antônio Villa, já referido aqui. Quem não associar o nome à pessoa que ligue na GloboNews. Mais lhano que Magnoli, Villa será um sujeito franzino na ponta da bancada, com um blazer alguns números maior, tecendo alguma, qualquer uma, consideração contrária ao governo federal. É ele. A seu lado poderemos encontrar Miriam Leitão ou Monica Waldvogel, facilmente identificáveis pelos seus penteados e por fazer as mesmas intervenções, mas com entonação de pergunta; estas porém são funcionárias da casa e, de resto, não são intelectuais e não têm a obrigação de estar ali necessariamente para produzir alguma reflexão, mas novamente divago.

Um terceiro exemplo seria o cineasta Arnaldo Jabor, que foi revelado pela Folha como intelectual-cronista. Versatilíssimo, é capaz de discorrer sobre qualquer assunto com desenvoltura ímpar e aquela fanfarronice apocalíptica no semblante, sempre invocando Nelson Rorigues, com quem costuma dialogar em sessões espíritas, no que periga ser mais um modismo da categoria.

(Um quarto exemplo seria o filósofo Paulo de São Paulo, mas este por alguma razão anda meio sumido e fica de fora deste arrazoado.)

Magnoli, Villa e Jabor são o tipo dos intelectuais que eu levaria para uma ilha deserta. E os deixaria lá.

Restam as saudades imorredouras das intervenções dos professores de porte de J.A. Giannotti, Antonio Candido, Marilena Chauí (sim, ela mesmo) e outros menos votados. Estes se dão o respeito. E talvez por isso andem aparecendo tão pouco.
22:29:31 - Pinto - 8 comentários

Roberto Carlos, parte I

Somos antenados. Aliás, somos do tempo em que se dizia “somos antenados”. A cidade, o país, o mundo comemoram os cinqüenta anos de carreira de Roberto Carlos. Nós também. A primeira idéia veio na reunião de pauta de ontem: postar a equipe do blog em frente à Oca, no Ibirapuera, onde foi inaugurada sábado passado uma exposição retrospectiva da trajetória do Moço de Cachoeiro, e vender cd’s piratas com a biografia proibida pelo Rei em versões pdf, doc e audiobook (com o Lama lendo). Sacola nos ombros, abordaríamos as velhinhas e os ônibus de excursão com sussurros: “Vai a biografia proibidona do Roberto? Só 10 real”. Depois neguim não entende que o que separa os visionários do restante da humanidade é a boa compreensão do momento justo, a hora certa e oportuna (kairós, em grego). Mas isso o Roberto sabe.
20:36:12 - Zeno - 2 comentários

08 Março

Brasil e Argentina

"Se os franceses têm repugnância às viagens tanto quanto os ingleses têm propensão para elas, é bem possível que eles tenham razão de parte a parte. Pode-se encontrar em todo lugar qualquer coisa melhor que a Inglaterra, ao passo que é extremamente difícil encontrar longe da França os encantos que esta apresenta".

(crdt balzac, honorina)
16:40:22 - Zeno - 23 comentários

Conexão Catolé do Rocha-Novosibirsk

Nesse aspecto, a literatura do Brasil [local, regional e patriótica, escrita por brasileiros autoconscientes dedicados a criar, ou a contestar, uma certa imagem do País] se assemelha à da Rússia. Ambos os colossais países fazem parte do mundo ocidental e ao mesmo tempo, de um modo importante, estão fora dele. Sempre usaram a literatura para cobrir as brechas aparentemente instransponíveis impostas por sua história e sua geografia. As regiões de ambos se espalham por enormes extensões; a vida de suas cidades modernas é frequentemente inimaginável em suas áreas rurais; suas classes sociais superiores não podem sequer imaginar, a não ser por meio da literatura, a vida das imensas classes destituídas. E suas elites, a despeito da preocupação com a "autenticidade" nacional, ficaram durante muito tempo sob a influência da França, o que deu a muito da sua literatura, mesmo à mais nacionalista, um sabor colonial, de segunda mão.

A nano gosta de Clarice? Precisa urgentemente ler Clarice, (lê-se "Clarice vírgula"), soberba biografia escrita por esse rapaz Benjamin Moser, um gringo com mais conhecimento de Brasil (e de literatura, frise-se) que muito Marco Antônio Villa e outros "intelectuais" desses que batem ponto na GloboNews. Livro tão delicioso como os que escreveu a personagem de cuja vida dá conta.
13:09:04 - Pinto - 1 comentário

Catadão do Oscar 2010

Não vi Avatar. Ainda. Mas o tal Hurt Locker, francamente, é só bacaninha. Bota inha nisso. A diretora, num sentido não exatamente cinematográfico, é melhor que o filme. Meu preferido era Distrito 9 (resenhado aqui), mas sabia que não havia chance alguma que se premiasse inteligência. Eu até topava o do Tarantino como vencedor, se fosse pelo menos para bater aquela chatice bem-intencionada do Up in the Air. Assim como o Pinto, também respirei aliviado quando A Fita Branca perdeu – uma boa punição ao Haneke por ter incorporado um jeitão Lars Von Trier de ser. Também não vi o argentino vencedor, mas vou, e já gostei de antemão (o candidato peruano a gente tinha resenhado aqui). Eu choro sempre em discursos emocionados, e chorei com os convidados comentando sobre as atrizes candidatas e com o discurso da Sandra Bullock. E o Jeff Bridges, quem é que não gosta dele?

Pra encerrar, sobre a cerimônia, a dupla de apresentadores não funcionou muito, mas teve a melhor piada da noite, a do Steve Martin, com um gesto largo, apontando para a presença de judeus na platéia (o que despertou uma resposta babaca do babaca do Ben Stiller, sobre o clima “nazi” na festa). O maior deslize, evidentemente, foi mostrar a Barbra Streisand às duas da manhã, sem aviso ou prescrição médica anterior.
11:41:03 - Zeno - 17 comentários

06 Março

The book is on the table

Diálogo entre dois cães, pai e filho:

(Cachorro Pai) - Você tem estudado muito?
(Cachorro Filho) - Tenho.
(Cachorro Pai) - Matemática?
(Cachorro Filho) - Não.
(Cachorro Pai) - Ciências?
(Cachorro Filho) - Não.
(Cachorro Pai) - Geografia ou filosofia ou história?
(Cachorro Filho) - Não.
(Cachorro Pai) - Afinal, que é que você tem estudado?
(Cachorro Filho) - Línguas estrangeiras.
(Cachorro Pai) - E o que é que você aprendeu em línguas estrangeiras?
(Cachorro Filho) - Miau.

(crdt clarice lispector, a descoberta do mundo)
08:28:37 - Zeno - 1 comentário

05 Março

Poesia feito imagem



Detenha-se 15 minutos e assista acima a "Câmara Viajante" (2007), um quase-documentário premiado de Joe Pimentel sobre os retratistas que perpetuam a imagem dos romeiros no Sertão do Ceará. Uma categoria de profissionais a caminho da extinção, cujo trabalho contrasta com a banalização das imagens dos dias de hoje e convida a uma série de reflexões. Não bastasse a beleza intrínseca do tema, o registro é lirismo em estado mais puro, com fotografia do grande Tiago Santana e pesquisa histórica de Valéria Laena.
09:34:02 - Pinto - Comentar

04 Março

O futuro, hoje

Quem, por infelicidade ou destino ou por não ser do sexo feminino, não priva da amizade calorosa do Lama, aqui do blog, não sabe a dor e a delícia de ser o que é e de ouvir em mesas de bar as diversas e surpreendentes previsões que nosso novo rapaz de TI solta entre um chiste e outro, uma espécie de NipoNostradamus sem o inconveniente dos incensos e demais artefatos falsamente premonitórios – um substituto à altura do sumido Sorel, que desde que se locupletou no governo e instalou um bina em casa não atende mais as nossas ligações. Lembro do Lama, ainda imberbe, profetizando que o mundo vivido (sim, ele também domina conceitos e mumunhas da Fenomenologia) iria se tornar um apêndice do Second Life, um lugar em que poderíamos exercitar “nossas fantasias mais loucas” (cito de memória) e criar “novas experiências sensóreas” (idem). Que o recente sucesso do filme Avatar esteja ancorado nesta visão é um mérito ainda não reconhecido de nosso amigo. Lembro ainda do seu vaticínio positivo sobre o Friendster, que iria conectar a humanidade inteira num único lugar através de fotos, torpedos, mensagens, fluxos de informações, comunidades de amigos, enfim, tudo aquilo que hoje o Google Wave e o Buzz tentam timidamente copiar. Só o despeito de gente desclassificada, como o pessoal da Onion, para tentar desmerecer este que talvez tenha sido o maior dos acertos de nosso simpático colega.

Mas ele não está sozinho como alvo de calúnias descalibradas. Dia desses, emocionado, vi pela primeira vez numa livraria a coleção completa dos livros do Alvin Toffler, pujante escritor de um best seller dos anos 70 sobre a nova onda, ou a cauda ondulosa da onda, não me lembro bem, dispostos e arrumados numa nova seção da livraria intitulada Futurologia. Estava ainda inebriado com tamanha chance de aquisição de informações e previsões quando ouço ao lado o comentário de um moleque barbudo e mal vestido, com cara de estudante universitário nutrido a bandejão do Crusp: “Putz, tucanaram a profissão de pilantra”. Olhei para ele com toda a indignação dos justos e sai da loja pisando firme, rumo ao futuro.
17:00:04 - Zeno - 5 comentários

gafanhoto

Achei estranho o convite de última hora pra jantar na casa do Zeno. Entendi depois quando ele mandou um torpedo pedindo uma garrafa de uísque para completar a amostra para uma desgustacao as cegas. Era um desafio. Zeno, esse menino que criei com tanto carinho, queria suplantar seu mestre. levei um swing. quatro copos, quatro uisques diferentes: red, gold, chivas e o meu swing. copos cheiose embaralhados. placar preparado na lousa que decora a cozinha. sou o primeiro. não gasto mais do que 4 min para decifrar a sequencia. acerto todos. É a vez do Zeno. Ele treme, afinal sua melhor marca seria o empate. Demora. toma agua. prova de novo. mais agua. outra prova. depois de longos 15 min declara a sequencia. acerta apenas um. fico triste. nao deu nem pra saida. o discipulo ainda não está preparado. ainda nao sabe caminhar no fino papel de arroz sem rasgá-lo. sua decepcao é visivel. arruma desculpas, prova de novo, inventa razoes. coitadinho.

PS1: comemos uma polenta com cogumelos e ragu que estavam de morrer.
PS2: na verdade o jantar era pra comemorar a entrega do mestrado da cozinheira. parabens duplos, né?
PS3: uma das moças presentes, que só de brincadeira, tentou fazer a degustacao as cegas. acertou 2, o dobro do zeno.
11:39:15 - Lama - 9 comentários

03 Março

Café Photo



Não é por causa da amizade de 35 anos. Também não pesa o cheque de seis dígitos (em pesos bolivianos, já depositados na conta CC5 da ilha de Marajó, depois mando o comprovante, viu, chefe?). Mas eu posso garantir a vocês que abre hoje - e vai até 2 de maio - uma das melhores exposições de 2010: João Luiz Musa - Fotografias. Se você já conhece o nome, não preciso explicar muita coisa. Se não, aproveite para ser apresentado a um dos maiores fotógrafos brasileiros. De quebra, serão lançados livros com as fotos da exposição.
Tá no Instituto Tomie Othake (no subsolo daquele prédio que parece um pacote de biscoito maizena enrolado com fitas de papel laminado), na Faria Lima, de quina com a FNAC de Pinheiros. Garanto que ninguém vai perder viagem.

02 Março

Só burro não toma Castaniodo

20:17:44 - Pinto - 1 comentário

Veja sempre o lado bom da vida

Sempre achei que o John Cleese ou o Michael Palin deveriam ser primeiros-ministros da Inglaterra. Não sei se nosso problema são duas doses a menos ou a inequívoca tendência à bipolaridade patológica permanente, mas a chatice impera, foi a marca de época do século XX e o XXI tá indo pelo mesmo caminho. Com raras exceções.

02:29:34 - Lama - 4 comentários

01 Março

Fica a dica

Caninos tucanos

Recomendamos aos marqueteiros, luas brancas, puxa-sacos e quetais evitar a qualquer custo associar a expressão "puro-sangue" ao nome de S.Exa. o sr. José Serra, governador de todos os paulistas.

Se possível, acrescentar a recomendação como norma do index prohibitorum das redações para aviar o processo. Nós aqui do blogue damos nossa contribuição espontânea (embora estejamos abertos a negociações para monetizá-la: pergunte-nos como) e não retornaremos ao tema. Pelo menos até a próxima parcial (põe parcial nisso!) do Datafolha.
22:14:13 - Pinto - 7 comentários

De pano

Prolegômeno: um literato amêgo e conterrâneo meu, vocês não conhecem, não, batizou suas duas filhas de Alice e Emília, por razões óbvias, e me confessou estar cansado de escutar comentários sem noção sobre esta última. Aí deu-se o seguinte diálogo imaginário, mas nem tanto:

— Emília?! Mas que nome! É homenagem à avó?

— Não, é homenagem ao teu pai que brincava de boneca.
20:20:57 - Pinto - 2 comentários

Kurosawa 100 anos

No próximo dia 23 de março o Japão, os cinéfilos espalhados pelo mundo e até mesmo sua sogra estarão comemorando o centenário de nascimento de Akira Kurosawa, que, se não é o maior cineasta japonês de todos tempos (Ozu, alguém disse? Mizoguchi?), é, sem dúvida, o principal responsável pela divulgação deste junto ao público ocidental, isso desde pelo menos a estréia e a consagração de Rashomon, em 1950. Não sou um sujeito conhecedor da obra do mestre (nas contas rápidas, vi uns 10 filmes, de um total de 32), mas meu palpite para melhor filme vai ou para Céu e Inferno, de 1963, ou para Kagemusha, no fim da carreira, em 1980. Gente que entende muito mais de cinema do que eu recomenda também O Homem Mau Dorme Bem (adoro este título), de 1960, e alguns policiais que ele fez na década de 40. A Criterion, sempre ela, lançou uma caixa de DVD's em homenagem ao centenário, com 25 filmes, sendo 4 inéditos em qualquer mídia anterior. A caixa é de babar, e faz você pensar que seu salário é uma merda, mesmo, porque do contrário você não ficaria baixando filme em resolução ruim feito besta quadrada, como este que vos fala.
19:36:50 - Zeno - Comentar

Mindlin

Apenas para não passar em branco, cito de memória a menção a José Mindlin no documentário "Cidadão Boilesen" (aliás, bom filme): como se não bastasse a atuação em prol da cultura, foi um dos poucos empresários brasileiros a não compactuar com o regime militar, seja na forma de apoio tácito, explícito nem muito menos financeiro.

O outro grande empresário mencionado no documentário como exceção à regra é Antônio Ermírio de Moraes. E só.
17:32:41 - Pinto - 2 comentários

170 milhões de celulares são uma poderosa arma social

Com o perdão por invadir a seara do Pinto, mas queria registrar minha emoção toda vez que é exibido aquele comercial da Vivo: a menina bonitinha e antenada se indigna com o corte iminente da árvore, manda uma mensagem com fotinho para os amigos e a natureza escapa de mais uma serra elétrica. Meu entusiasmo, maior ainda que minha emoção, me fez mandar um e-mail de congratulações para a agência responsável e sugerir mais um comercial para a exitosa campanha: a menina bonitinha e antenada descobre, graças ao bem-sucedido Salariômetro do governo do Estado de SP, o salário médio dos operadores de telemarketing. Escandalizada, convoca os mesmos amigos para uma manifestação em frente à sede da empresa de call center terceirizada da Vivo. Após negociações difíceis, mas iluminadas pela boa vontade comum aos homens, os salários são reajustados e todos as partes se juntam para comemorar na praça de alimentação mais próxima. Ainda não tive resposta da agência, mas confio que serei ouvido.
08:35:08 - Zeno - 4 comentários

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