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27 Julho

O importante é competir

Créu!

O instantâneo registra a materialização da máxima do Barão de Coubertin durante Ceará ("Vovô") 1 X 0 Fortaleza ("Leão"), este domingo.
21:04:50 - Pinto - 5 comentários

25 Julho

Postando a pedidos: Lalo, Egle y Astor

"Lalo, te pido la mano de Egle".

Eduardo Palacios, o Lalo, era administrador de fazendas em Corrientes, marido de Egle Martin, atriz e cantora portenha. O pedinte (que pela cara de pau poderia perfeitamente fazer parte da redação do HZ) era Astor Piazzolla, então com 45 anos e recém-separado de sua primeira mulher.

Como se não bastasse, o pedido foi acompanhado por uma exposição de motivos: "Porque ella es la música, ella es música, ella necesita estar con la música, que soy yo. Porque vos no le podés dar lo que yo le puedo dar".

A partir daí, as versões divergem. Os coleguinhas abutres disseram que Lalo, revólver à mão, arrastou Egle à casa da fazenda em Corrientes, onde ela ficou presa atrás de grades. Os coleguinhas DJs tocavam diariamente nas rádios "Graciela Oscura" ("la canción 'de ellos'"). A versão de Egle é mais simples: diante do pedido, olhou para Lalo "y yo le dije, en un arranque de ser humano, señora, ama de casa, mujer, madre de hijos, le dije: 'Me voy con vos'".

O fato é que o rolo de Piazzolla com Egle vinha de quatro anos antes. Então com 24 anos, convencera o maestro a fazer uma música para um poema de Ulyses Petit de Murat, que seria usada no filme de Daniel Tinayre "Extraña Ternura", em que ela atuava. Em 1967, eles gravaram um compacto duplo (EP para você que tem menos de 30), com a música "Graciela Oscura", que acabou fazendo mais sucesso do que o filme.

Na época do insólito pedido, Egle e Astor estavam trabalhando na opereta María de Buenos Aires, idéia dela, música dele e libreto de Horacio Ferrer.

O principal papel, destinado a Egle, ficou vago, até o dia em que o pianista Osvaldo Tarantino chamou os dois para ouvir uma jovem cantora folclórica, em início de carreira - ela mesma, Amelita Baltar, já saudada aqui no botequim. Mas essa é outra história.

Vamos voltar ao compacto de 1967. Lançado pela Philips em outubro, trazia quatro músicas: "Las Rosas Golondrinas" e a já mencionada "Graciela Oscura", ambas cantadas por Egle, e "Retrato de Mi Mesmo" (posteriormente batizada de "Retrato de Milton", o Nascimento mesmo) e "Verano Porteño", só com o quinteto. O disco sumiu e nunca foi relançado em CD.

Até agora, quando você, querido leitor do HZ, pode ouvir as quatro faixas e ficar espiando pra capinha com o retrato da Egle, pensando se o maestro era doido mesmo ou muito esperto. Clique aqui para baixar.
18:40:25 - Pinto - 3 comentários

Nesta data querida



Ao completar 30 anos, hoje, Louise Brown, o primeiro bebê de proveta, não caberia num barril.
18:35:00 - Pinto - 2 comentários

Robin des Bois 2, a missão

Bistrozim demi simpático, demi sem personalidade inaugurado há seis meses, na rua Capote Valente, em Pinheiros, conforme você leu aqui. E, ao contrário do que você leu aqui, deu pra avaliar a cozinha. Se não brilha pelas qualidades, também não se destaca pela exorbitância dos preços, num fair trade exemplar nesse mundo pós-Rodada de Doha. Algo que, em se tratando de São Paulo, é um feito e tanto. Disseram-me, e eu conferi, que é uma espécie de sucursal do local homônimo, em Nova York, esta cidade-gêmea (uma mórbida semelhança) da paulicéia. Um coisa assim... "Ao Pintassilgo da Mata". Espere só até o pessoal da InVejinha saber disso...

Não se come mal, portanto, mas fica aquela certa impressão incômoda de franquia ou, pior, local "temático". Uma dica ao pessoal da casa: deve haver patos menos obesos no mercado, ou então aquele magret que me serviram era de porco, talvez hipopótamo. Agradou ao paladar, mas como canibalismo aqui esta fora de cogitação, preferia meu magret mais magro (NdaR: ruim, essa). Parabéns ao chef pela polenta, realmente digna de nota. E, de fato, mexilhões são bichos esquisitos, admito, mas em todo caso devem ser descartados aqueles mais cabeças-duras (NdaR: boa figura de linguagem), que insistem em não se abrir com o bafo da panela. Já é prova suficiente de que não estão a fim de serem devorados. O dublê de garçom/maître/host/dirigente do fã-clube da Madonna, se não pôde ser mais simpático nem falar menos mole, poderia ao menos economizar nos esgares, e estaríamos conversados. A gente nem repararia no ambiente poshy-querendo-não-ser. Robin, né? Sei... Agora chama o Batman.

Nota: 8 miojos (os Graals ficam para a próxima, porque o espumante profissa a preço não-obsceno me causou magnésia, digo, Polinésia, digo... aquele troço lá que não consigo lembrar o nome)
06:32:00 - Pinto - Comentar

Robin des Bois

Bistrozim demi simpático, demi sem personalidade inaugurado há seis meses, na rua Capote Valente, em Pinheiros. Não deu pra avaliar a cozinha, porque nossa equipe só encheu a cara de vinho (várias garrafas de um bordeauxzim honesto a 60 pratas) e de acepipes. Uma vista pelo cardápio apontou combinações inusitadas, mas não no bom sentido da palavra, e fica a promessa de novas incursões para que a injustiça seja desfeita. Na verdade, interessa menos resenhar o restaurante do que lembrar, graças ao endereço, que ali por perto ficava o Bomboa, tradicional casa de espetáculos paulistana ("Mas que espetáculo aquela morena, hein?") cujas atividades foram triste e recentemente encerradas por conta da Lei Zero de Consumo Alcoólico e Carnal, vulgo O Que Normalmente Acontece Lá Em Casa de Segunda a Sexta.

Nota: 7 Graals (os Miojos ficam pra próxima).

(Ah, sim, faltou mencionar o diálogo que antecedeu a ida ao lugar:
- Vamos àquele bistrozinho que abriu em Pinheiros?
- Bistrozinho? Qual?
- Hã, num lembro, Três Mosqueteiros, acho.
- Cê quer dizer o Robin de Bois?
- Robin Hood, Mosqueteiros, é tudo a mesma merda.)
06:31:00 - Zeno - 1 comentário

24 Julho

Bons tempos aqueles

Saudades de quando elas nos prendiam pelo estômago.

(crdt : o priápico dj mandaca)
16:08:28 - Pinto - 3 comentários

Saia Rodada de Doha

Antes essa que a saia justa do Amorim.
13:59:45 - Pinto - 2 comentários

Você merece um Zabo em Verona

Puxadinho chic

É com orgulho que anunciamos mais um empreendimento do grupo Zeno GmbH, desta vez no mercado imobiliário: com vocês, a Basílica de San Zeno Maggiore, em Verona, nossa contribuição ao boom do crédito imobiliário e à crescente demanda por habitações populares, mas com estilo. Na torre à esquerda é possível abrigar 13 famílias em apartamentos standard com conforto e insolação garantida, na da direita, ainda em fase de acabamento, 19 lofts com pé direito duplo, e no corpo central a reunião de todas aquelas atividades com nome americano que tanto sucesso fazem nos recentes lançamentos imobiliários: fitness center, garage band space, mother's room, grandpa's room (com fraldário), lounge, beauty facilities, home cinema e uma lan house onde se pode jogar Grand Theft Auto IV diretamente com o Divino.
12:00:49 - Zeno - 4 comentários

Operação Solta-e-Agarra

Apesar da boa sacada do título (NdaR: não achamos), não me ocorreu conteúdo para o texto deste post (NdaR: então por que postou?).
11:52:37 - Pinto - 1 comentário

Sob o patrocínio de Carmine e Nunzio

Ele andava sumido do blog, mas não de nossos corações. Um dos padroeiros da casa, em 1943, mandando brasa na poeira estelar. Destaques para a vinheta do Lucky Strike, pro balançar marítimo do coral e pro fato de que daquele moleque mirradinho pudesse sair um universo. Big Bang é isso aí, meus caros.

(crdt sil)
10:31:05 - Zeno - 3 comentários

21 Julho

Não Doha, papai!

Celso Amorzim

Ele, sempre ele...
15:14:15 - Pinto - Comentar

19 Julho

Eu me lembro, mas talvez preferisse nem lembrar

Eu estava aqui me lembrando de uma charge do Caruso, não sei dos quais, à época dos escândalos do governo Fernando Collor, o probo. Infelizmente não guardei cópia, mas tento reproduzi-la de memória. Retratava a jornalista Belisa Ribeiro, assessora do então presidente em tempos de mar revolto, enrolada apenas numa folha de jornal, denunciando algo assim: "O rei está nu! Ele foi por ali".

Me lembro porque ousei imaginar se os escândalos da época sequer teriam a magnitude dos de agora. Achava que aquilo era o máximo de promiscuidade imprensa-poder, para agora ser flagrado imaginando se a canalhice da míjia de hoje seria comparavelmente tão grande, ou mesmo se Collor teria caído mais pela corrupção alheia do que pela própria. Se não teria apenas exagerado (ou aloprado, como se diz no momento). Basicamente: se o mérito de Folha, Veja e Globo, então manipulando os cara-pintadas, era de fato por ter Zé Dirceu a seu lado, e não do lado oposto.

Enfim, hoje sabemos um bocado mais dessa e de outras histórias. Mas como piorou o caráter nacional...

Elucubrações que me vieram à cabeça depois de ler o Idelber, que resumiu meu sentimento.
12:26:31 - Pinto - 1 comentário

Campanha pela redução dos subsídios agrícolas na França

Talento para negociações

As discussões sobre a Rodada de Doha estão chegando ao fim, e a moça acima, a cantora e dançarina Alizée, é peça-chave nos acordos franco-brasileiros que envolvem commodities.

(crdt: i am evil, que a classificou como a musa do verão passado e também de muitos marmanjos que a verão em qualquer estação)
10:10:25 - Zeno - 25 comentários

Bateram na porta, eu fui atender

Adoraríamos criar uma seção de Começos Inesquecíveis na Literatura, se a idéia já não tivesse sido feita com mais competência pelo Sérgio Rodrigues em seu Todoprosa, leitura freqüente aqui da casa desde os tempos do NoMínimo. De qualquer modo, segue o início do conto "Que fizeste, Caim?" ("His Brother's Keeper"), de W.W. Jacobs, o mesmo do sensacional e sempre antologizado "A pata do macaco" (The Monkey's Paw"):

"Anthony Keller, pálido e estonteado, entrou cambaleando no pequeno hall e, sem fazer barulho, fechou a porta. Apenas meia hora antes havia entrado no estúdio com Henry Martle. E agora Martle nunca mais sairia dali, a menos que o tirassem."
06:39:00 - Zeno - Comentar

18 Julho

filhas porque quilhas, criá-las porque te-lhas

filha chega de longe.
pai saudoso aguarda.
pega aeroporto correndo.
leva p/ almoço na ex-radio-patroa.
mulher atual 'compreendendo'.
filha pede, no caminho, surpresa namorado.
pega namorado.
papo c/ pai acaba.
pai pensa.
pq. ñ comprei aquele kit-bond?
agora apertava botão e inimigo sumia.

À guisa de editorial

Imprensa responsável é assim: corrompe a cobra e mostra o pau.
No intuito de bem servir a seus leitores --e definir de uma vez por todas de onde vem o parará dos metais-- o HZ traz para a apreciação do distinto público a música que amoleceu o coração de um dos seus mais empedernidos redatores, quando ele deslizava por entre as curvas da estrada de Santos. Desafiado em seus domínios, nada mais restou ao DJ que vos fala do que berrar: "Com sua estupidez, não vou ficar".
Tudo em 128kbps e mais não direi senão Sua Majestade manda botar fogo neste blog.

Ah, se alguém preferir pode pegar o pacotinho.

Alternativa ou ameaça?

Deu na Inbox:

"Concurso Cultural Padre Marcelo Rossi

Quer assistir à missa do Padre Marcelo Rossi, em São Paulo, ou ganhar o CD 'Paz Sim Violência Não' autografado?

É só escrever para a gente, completando a frase 'Assistir à missa do Padre Marcelo Rossi será dez porque...'

As 5 melhores frases poderão conferir, ao vivo, com direito a acompanhante, a missa do Padre Marcelo Rossi, no Santuário da Mãe de Deus, em São Paulo, subir ao altar e ainda tirar uma foto com ele no dia 9 de agosto de 2008. A sexta leitora premiada vai receber em casa o 'CD Paz Sim Violência Não' autografado.

Confira o regulamento completo, use a imaginação e participe!"

Lôco, né?
11:13:54 - Zeno - 3 comentários

Dezembro está logo aí

coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?

Para ouvir, basta um clique. Para acompanhar com a inacreditável letra, é só dar um pulo no Leia Mais.

(crdt DJ Mandaca, safadinho nos grifos) [Leia mais!]
07:58:26 - Zeno - 4 comentários

Curvas

Se você pretende saber quem eu sou
Eu posso lhe dizer
Entre no meu carro na estrada de santos
E você vai me conhecer

Você vai pensar que eu não gosto nem mesmo de mim
E que na minha idade só a velocidade
Anda junto a mim

Só ando sozinho
E no meu caminho o tempo é cada vez menor
Preciso de ajuda
Por favor me acuda
Eu vivo muito só

Se acaso numa curva eu me lembro do meu mundo
Eu piso mais fundo
Corrijo num segundo
Não posso parar

Eu prefiro as curvas da estrada de santos
Onde eu tento esquecer
Um amor que eu tive
E vi pelo espelho na distância se perder

Mas se o amor que eu perdi eu novamente encontrar
As curvas se acabam
E na estrada de santos não vou mais passar
Não, não vou mais passar

====================================================

Eu sei, ando meio esquisito, mas quem não leu no ritmo e com as pausas que o Roberto faz ou não ouviu o naipe de metais antes do "Você vai pensar..." que atire a primeira pedra.
00:29:27 - Sorel - 8 comentários

17 Julho

Hipo-condríaco

O Dantas está solto, o Nahas está solto, o Cacciola não usa algemas e eu mesmo não ando me sentindo muito bem.
22:49:33 - Sorel - 3 comentários

Fale corretamente com seu médico. Ele fala

1001 utilidades

Não sei da competência técnica. Mas que o dr. Motowa escreve melhor que seus colegas daqui, isso escreve.

(crdt : dj mandaca, que não sabe postar uma imagem)
10:22:21 - Pinto - 2 comentários

Boa notícia

Ô tempo bão, sô!

Ticiana Villas Boas apresenta o Jornal da Band noturno. A foto em nada faz jus à beleza, ao carisma, à simpatia e ao sotaque delicioso da moça, uma espécie de Renata Vasconcelos sem os sinais exteriores de burrice.

Nota da Redação: por determinação pudicícia do nosso Conselho Editorial, depois que um de nossos redatores entrou para a Cientologia, fotos de Iluminuras doravante só neste feitio aí acima. Nesse aqui, jamais.
10:00:00 - Pinto - 8 comentários

O pensamento deve ser livre

O Ministério da Justiça adverte: é proibido pôr algemas no Cacciola na cachola.
09:00:00 - Pinto - Comentar

16 Julho

Deu na revista Times

Falta de senso e simplicidade

Conforme prometido, o recibo da jequice.
14:28:42 - Pinto - 5 comentários

Como diria Mussum: nesse País ninguém é Sanctis!

Adesg informa: alteração no dístico do blogue.

Sai: Eu sei que jamais estarei em uma posição digna de suborno.

Entra: Eu sei que jamais estarei em uma posição digna de suborno. Mas, se estiver, não vou admitir algemas e exijo o Gilmar Amendments julgando meu habeas corpus, que eu tenho um trânsito ferrado lá no STF.
12:46:32 - Pinto - Comentar

Tiozinho não! Sugar Daddy, por gentileza

– Ontem vi um programa sobre tigrões na TV, sugar daddies em inglês, velhões que namoram pitchulas. A lista é impressionante: Flavio Briatore, Mick Jagger, Rod Stewart, James Woods, Bruce Willis, Billy Joel, Larry King, Hugh Heffner, etc, todos com namoradinhas trinta, quarenta anos a menos do que eles.

– Eu me contento com vinte anos de diferença, mesmo porque é o máximo legal, no meu caso.

– Vinte? Vixe, tem que fazer um fundo de previdência em separado pro Viagra.

– Nada, é uma espécie de reeducação alimentar, a gente aprende a comer de novo. O hardware é o mesmo que você lembrava, mas elas vêm com software novo, tipo web 2.0, maior interatividade, produção colaborativa, sabe como é. E isso carece realmente de um aprendizado.
12:01:27 - Zeno - Comentar

reunião de pauta II

"Propina, eu?"

No instantâneo, cortesia da vigilância da Polícia Federal, blogueiro envolvido no desenrolar dos acontecimentos recentes é flagrado com a boca na botija.
10:59:06 - Zeno - Comentar

Our kind of guy

"Nas estantes, entre livros, microfilmes de toda a correspondência dos representantes diplomáticos americanos no Brasil de 1809 a 1906. Sobre uma mesa, um visor grande de microfilmes. Esparramados entre os livros - como num bric-à-brac -, vidros de colírio Moura Brasil, envelopes de Engov, lápis, adesivos, cinzeiros, um vidro de Agarol, Sonrisal, fósforos, latas de leite em pó, garrafas de uísque, remédios para dormir e outros para o manter acordado."

Jorge Andrade, descrevendo o escritório de Sérgio Buarque de Holanda, numa matéria para a revista Realidade em 1972 (citado por Robert Wegner em Sérgio Buarque de Holanda - Perspectivas, catatau de ensaios sobre o pai do Chico, recém-editado e nossa recomendação de leitura para as férias julinas).
10:49:30 - Zeno - 1 comentário

Tappo Trattoria

Eis aí um lugar em que as virtudes tornam-se vício. O que era para ser uma aconchegante casa estilo "vagão", no miolo nobre da Consolação, resulta incômoda pela inobservância de regras básicas que estão na página dois de qualquer bom manual de arquitetura. Uma delas diz respeito à relação de altura assento X mesa. A menos que o cidadão meça mais de 2m de altura será desconfortável comer lá. Outra diz respeito ao isolamento térmico: em SP às vezes (cada vez menos) faz frio, e uma porta que dá para a calçada num lugar de 20 e tantos metros quadrados resfria o ambiente a cada abertura —para não mencionar o odor dos charuteiros que vão fumar lá fora e deixam o lugar parecido com uma câmara de gás. Paradoxalmente, a acústica é ótima, a trilha sonora é adequada... mas afinal não se trata de uma casa de shows, e sim de pasto.

À comida que de fato interessa, então: entre regular e boa, mas impressionante como não anima. Em vez da personalidade de um restaurante pequeno, estilo bistrô, um local que não se fixa à memória gustativa de ninguém. Nenhum dos comensais importou-se nem de elogiar nem de maldizer os pratos. (Uma amêga minha —vocês não conhecem, não— queixa-se de não sentir emoção também no Ici Bistrô, a outra casa do mesmo proprietário. Eu preciso ler mais a respeito, mas o local bem que podia mudar o pré-histórico menu do almoço, mas digressiono). Serviço moroso, o que para um local de pouco mais de dez mesas configura-se: 1) um problema administrativo para o dono, pelo giro baixo; 2) uma demora incompreensível, quase irritante, para a clientela. E olhe lá que a relação custo X benefício do menu pende mais para o lado do custo. O exército de motoboys do lado de fora deixa em quem entra a desconfortável sensação, não sei se verdadeira, de um esquema de entrega em domicílio. Notável mesmo era o café Nespresso, incomum em restaurantes, mas desse é possível também ter em casa sem sequer recorrer ao delivery.

Nota: 6,5 miojos.
00:34:02 - Pinto - 4 comentários

reunião de pauta

ì, ìàí
(crdt. ss.)

no instantâneo a redação (compreta, iscrusive comentador@s assídu@s) aguarda atônica e o desenrolar dos acontecimentos.
e o garção, c/ as novidades.

15 Julho

Oropa, França e Bahia

Infelizmente não consegui a peça para exibir aqui, mas faço o registro. A Philips, aquela cujo presidente, um poço de gafes, tornou-se mais notório que a empresa, publica hoje anúncio exaltando uma de suas inovações, que teria sido campeã de um ranking da revista "Times".

Anúncio bacanudo, por ocasião do comunicado de lucro —inferior ao do ano passado—, de responsabilidade da África, agência bacanuda.

É o tipo do detalhe que revela mais que o todo. A jequice, a mente colonializada, o porquê de Ivete Sangalo como garota-propaganda (ou "embaixadora da marca", como se usa agora), a quintessência do finado movimento Cansei, os demais comerciais da marca falados em inglês macarrônico, tudo. Um mísero detalhe que resume a história econômica brasileira e, para mim, explica até o Daniel Dantas.

A não ser, claro, que o anúncio esteja fazendo menção ao "New York Time" e eu que não tenha captado direito a mensagem.
15:15:14 - Pinto - 1 comentário

Exageros

Dizem que Collor não caiu porque roubava, mas porque roubava demais. E só pra ele. Seu grupo foi amador. É só lembrar da Operação Uruguai. Quis monopolizar, num ambiente acostumado a dividir pra dominar. Ou seja, exagerou.

Dantas é profissional, mas não inventou as offshores, nem a escuta telefônica, não fundou a Kroll, nem a troca de favores entre políticos e empresários, muito menos o uso da imprensa para benefício próprio ou da contratação de advogados com, como direi, bom trânsito no governo. Nahas não inventou a manipulação da bolsa, o tráfico de influência e muito menos a lavagem de dinheiro, da mesma maneira como Pitta não inaugurou o uso de doleiros para internalizar dinheiro de origem público-privada. Eles, simplesmente, exageraram.
11:43:20 - Sorel - 2 comentários

À maneira do Tutty

O trânsito de São Paulo é mais ferrado que o de Daniel Dantas no STF.

Essas coisas a oposição não vê.
09:49:35 - Pinto - Comentar

14 Julho

Mudando de assunto

Eis que um pai de família fresco, preocupado com o que seu filho de 1 ano anda assistindo, resolve trocar Discovery Kids e congenêres pela TV Cultura, que tem uma programação tanto melhor e ainda exibe uns bons desenhos da própria grade dos canais por assinatura.

"Assim", pensei eu, "o menino se livra da lavagem cerebral e ainda assiste à ótima versão da Vila Sésamo, que é exclusiva da Cultura".

Ledo e Ivo engano. Os comerciais abundam e conseguem superar em freqüência e em conteúdo o que se mostra na TV infantil paga. Que pai vai dormir tranqüilo expondo seu filho várias vezes por dia a isso aqui, ainda que intercalado com a Vila Sésamo? O resultado dessa soma é zero.
10:38:00 - Pinto - 1 comentário

Da série: no governo FHC não tinha disso

Manchetes dos jornalinhos de hoje:

- Folha: PF acusa Opportunity de driblar fiscalização

- Globo: Relação de Daniel Dantas com governo preocupa Lula

- Estadão: Dantas faz lobby para negócios ilícitos no Planalto, afirma PF

- Correio: PF investiga lobby de Dantas no Congresso

- Gazeta Mercantil: A teia de aranha societária de Dantas

- Jornal do Commercio: Daniel Dantas volta a depor na quarta
09:36:48 - Pinto - 1 comentário

A importância de ser Veríssimo

09:19:42 - Pinto - Comentar

13 Julho

Público e privado

pirâmide privada

Depois de três dias tentando reduzir (seria expandir?) minhas opiniões sobre os últimos acontecimentos ao tamanho de um post, leio o editorial da FSP de hoje e me vem a tranquilidade dos imprestáveis: sou incapaz de qualquer novidade. Tá tudo ali. Em exatos dez parágrafos ou um post longo, desses que a gente tem que clicar no leia mais.

Ou quase.

A ausência esperada é o relevante papel da mídia em desinformar. Apenas expressa no "Cria-se, desse modo, um sistema fechado em si, opaco à vigilância e à intervenção dos cidadãos." uma tímida, porém certeira, aceitação da incapacidade da imprensa em vigiar o poder.

Sobre o histriônico emaranhado de colunistas blogueiros, de um lado e outro, é bom que se diga: não sabem nada além do que lhes é conveniente contar.
15:00:15 - Sorel - 8 comentários

Gilmar amendments

A mesma medida, dois pesos:

- Na Época desta semana (chega aqui de graça, eu leio, fazer o quê?), um perfil requentado e lacunoso de Dantas a partir da matéria anterior da piauí. Revela-se que ele "antecipou" os movimentos do mercado e concluiu que haveria um confisco da poupança, multiplicando os ganhos do banco Pactual.

- Na CartaCapital, o mesmo assunto é descrito de outra forma: Dantas, à época homem-forte da economia do partido Capitães Hereditários, Senhores de Engenho, UDN, Arena, PDS PFL DEM havia sido convidado para o ministério de Collor. Recusou, mas teria sido um dos cérebros por trás do confisco.

A Veja não me dei o trabalho de ler.

Em tempo: não deixa de ser estranho a forma intempestiva como as semanais, fora a Carta, e os jornalões "descobriram" a figura de Dantas, eles que há tanto tempo alertam para a corrupção que grassa no governo federal pós-El-Rey FHC, é claro.
11:34:42 - Pinto - 2 comentários

12 Julho

voce sabia...

...que cabeças desprotegidas podem estar correndo sérios riscos? [Leia mais!]

11 Julho

Aparências, nada mais

Separados no nascimento?

Há uma notável semelhança —física, apenas— entre o competente advogado de Daniel Dantas, Nélio Machado, e o ilustre parlamentar Afanásio Jazadji.
23:00:00 - Pinto - Comentar

Dalmo Dallari falou, Dalmo Dallari avisou...

Transcrito da Folha de S.Paulo de 8 de maio de 2002, tempos da bem-aventurança do segundo mandato d'El-Rey FHC, que só legou ao Brasil coisas boas:

TENDÊNCIAS/DEBATES

SUBSTITUIÇÃO NO STF

Degradação do Judiciário

DALMO DE ABREU DALLARI

Nenhum Estado moderno pode ser considerado democrático e civilizado se não tiver um Poder Judiciário independente e imparcial, que tome por parâmetro máximo a Constituição e que tenha condições efetivas para impedir arbitrariedades e corrupção, assegurando, desse modo, os direitos consagrados nos dispositivos constitucionais.

Sem o respeito aos direitos e aos órgãos e instituições encarregados de protegê-los, o que resta é a lei do mais forte, do mais atrevido, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética. [Leia mais!]
21:27:00 - Pinto - 4 comentários

Saudades do Floriano

"Quem concederá habeas corpus aos juízes?"

Em tempo: uma aula de como tergiversar, fugir do tema, escamotear —desta vez sem a menor sombra da indignação cívica tão costumeira— encontra-se aqui.
21:01:21 - Pinto - Comentar

Alívio

Pensando bem, a gente vê um ex-prefeito de São Paulo nessa situação tão vexatória que chega a se constranger. Mas aí fica feliz por perceber que os atuais tempos são outros: ainda bem que a prefeitura de agora não tem nada a ver com Celso Pitta.
15:46:00 - Pinto - 3 comentários

O valente Daniel Dantas, homem de múltiplas faces

O mundo dos negócios é um palco
11:54:58 - Pinto - Comentar

10 Julho

Esquisita, eu?

Esquisita ficava sua avó

Um prova de como não se pode confiar nos noticiários sobre o caso Gilmar Dantas é a cobertura espetacularizada dessa imprensa que insiste em cavoucar "coisas do passado" e não enxerga o óbvio: é tudo culpa desse analfabeto desse Lula. Um elemento que não aprende nunca, em especial, é o tal do Bob Fernandes, no Terra Magazine. A alturas tantas ele relata no seu inconfundível estilo o seguinte bate-cabeça:

Frases soltas no ar.

Miriam Leitão, a comentarista econômica, também está no ar. Na rádio CBN, Miriam conversa com Carlos Alberto Sardenberg.

Meio dia e quarenta. Miriam diz não ter entendido direito porque Daniel Dantas foi preso. Afinal, constata, as acusações são inconsistentes, "coisas do passado", e é preciso que a Polícia Federal explique melhor por que fez essa operação "com tamanho estardalhaço..."

Miriam se vai. Sardenberg chama os comerciais, não percebe que o microfone está aberto, e deixa escapar:

-...ela tá esquisita, não?

Frases soltas no ar.


Esquisita?! Tem lá cabimento isso?
23:17:26 - Pinto - 3 comentários

Varões de Protógenes

176-617, 176-671, 176-761
22:19:19 - Pinto - 1 comentário

Receita para usar a mulher como laranja

Supremo Screwdriver

Parta-a em duas metades, esprema até sair todo o sumo e restar só um centavo na conta da sua mulher. Reserve num fundo offshore. Numa coqueteleira, misture com uma dose de vodca de boa procedência, anexe IV colheres de açúcar ou adoçante a gosto, complete com gelo e agite discretamente, de modo a não levantar suspeitas. Sirva em copo alto, decorado com umas folhas verdinhas (na falta de hortelã use dólar).

*** SE FOR SUBORNAR NÃO DIRIJA ***
21:42:22 - Pinto - 1 comentário

Salvador

Aprendi que uisque sem gelo aqui é "seco". E que tem pub em que ninguém fala inglês, nem o gringo no banco ao lado que tentava algo que até agora não sei o que era. Lembrei que não gosto mesmo de axé, mas posso gostar se pedirem com jeitinho. E que o pelourinho, o elevador, e outros tantos dependem da globo, dos artistas e de alguma boa vontade.
01:07:24 - Sorel - 3 comentários

09 Julho

Grandes melodias populares brasileiras atualizadas

"Satiagraha com outro eu te mato, te mando algumas flores e depois escapo."
22:05:20 - Pinto - 1 comentário

Grandes ditos populares brasileiros atualizados

"Se gritar 'Pega Ladrantas!', não fica um, suas antas!"
12:11:33 - Pinto - 1 comentário

08 Julho

"o inferno de dantas" não tem preço

prestem'ção que agora é daquelas prova de 2ª época em pleno vestibular.
e traz o whisky e os petisco que a briga é de cachorro grande.
17:57:01 - George Smiley - Comentar

Em campanha



O Doria levantou a lebre, mas o pessoal do Nova Corja matou os coelhos.
11:36:14 - Pinto - Comentar

07 Julho

Anamórfico e duradouro

[casal vendo fotos de viagem na tela da tv]

– Ficaram boas as fotos, né?

– Não gostei, tô muito gorda.

– Imagina, a culpa é da TV, que tá em modo widescreen.

(crdt paulinha breitbild)
08:25:01 - Zeno - Comentar

03 Julho

Tudo sobre nossa mãe

Lado B
17:59:13 - Pinto - 3 comentários

Inveja mata.

11:06:48 - Sorel - 2 comentários

02 Julho

Aceita cheque?

Há algumas semanas vimos acompanhando o notável desempenho de Sonia Sacy à frente da coluna que assina no Estadão e reparamos que a foto de abertura do espaço tem, em geral, sido dedicada a uma peça comercial —em outras palavras: um anúncio— ora em produção: um perfume, uma grife, um sei lá o que, mas tudo coisa fina. Foto grande, três colunas pelo menos.

Depois vêm aquelas promotoras proibindo entrevistas com candidatos por se tratar de propaganda e neguinho estranha. O MP está bem é avançado no quesito, uma vez que a gente mesmo já não consegue distinguir o que é notícia e o que é jabá mesmo.
11:50:02 - Pinto - 1 comentário

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