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31 Maio

Agonia e Glória (The Big Red One - 1980)

Quando espiei, há algumas semanas, a lista dos 10 melhores filmes de 2004 feita pelo Mestre Jonathan Rosenbaum, bateu um certo desânimo ao perceber que não vira 6 dos 10 filmes mencionados, mesmo que um deles fosse um relançamento de 1961, outro um documentário sobre Los Angeles e um outro ainda fosse de um diretor do Senegal. Por outro lado, joguei autoconfete quando vi que Million Dollar Baby (Menina de Ouro) aparecia na segunda posição e que Rosenbaum o considera o melhor Clint juntamente com White Hunter Black Heart (Coração de Caçador), opinião também deste que vos escreve - como dizia um amigo, "crítico bom é crítico que concorda com a gente". Além disso, as presenças, na lista, de Antes do Entardecer e de Colateral (este fora do grupo dos 10, mas em posição honrosa) terminaram de fazer o contentamento geral da cinefilia e contribuíram também para esquecer a escorregadela do Rosenbaum pela inclusão, em nono, da porcaria auto-indulgente do Jarmusch, Coffe and Cigarettes. Mas tudo isso só serve pra dizer que a maior surpresa de todas foi ver, em primeiro lugar na lista, o relançamento do filme The Big Red One (Agonia e Glória), do Samuel Fuller, em versão restaurada/reconstruída com 47 minutos a mais. Pensei então: "Putz, isso vai ser impossível de checar, porque essa versão não vai vir nunca pra cá". Ledo e ivo engano: está prometido pra amanhã, dia 01 de junho, o
lançamento em DVD, região 4
, do filme na versão restaurada, com extras, comentários de Richard Schickel (outro bom crítico), docs diversos e outros mimos. Um DVD duplo com um dos maiores filmes sobre a Segunda Guerra Mundial pela merreca de R$34,90! Comprem, senhoras e senhores, comprem!!
14:53:03 - Zeno - 6 comentários

Les oiseaux font leur nid

A nobre audiência zenística está sem fazer nada nesta aprazível tarde de terça? Sugestão batuta é visitar o site da TV5, na subseção de língua francesa, e participar do Ditado do Pivot, onde o conhecido apresentador lê um texto ditado e você escreve o que está ouvindo, com direito a correção on line e sistema de classificação do resultado... Disponível nas versões júnior e sênior, a brincadeira traz para a rede a mania francesa televisiva comandada pelo próprio Pivot, com a nação do "non" mobilizada em frente aos aparelhos de TV para descobrir se "excès" se escreve com acento agudo, grave, x, um s, dois ss, etc. Divertido também é o quadro classificatório dos erros, onde aprendemos quais são os semi-erros (acentos, tremas, etc) e os erros completos ("todos os outros erros que não sejam os semi-erros anteriormente citados"). Boa dica para estudantes do idioma da Eva Green e para todos aqueles que desejam maltratar o francês depois do plebiscito de domingo.
12:44:44 - Zeno - 5 comentários

Tarifas promocionais depois da meia-noite

-Sua mulher gosta de conversar depois da transa?
-Nem me fale. Ainda mais agora que eu dei a ela um celular.

(adaptada deste sítio francês bizarre)
07:30:00 - Zeno - 11 comentários

a vida é m/o assim e assado

o bicho humano -e porcocentrado e chovenistocentrico etc.- é sem vergonha m/o.
clama de jetleg o q. é um mísero e, assim deveria o ser, honesto jethead.
mas bacana é bacana.
morre teso mas ñ perde a pose.
é o q. as encanta, a pt. de nos querer matar, há pelo menos uns 4 millones de años.
só ñ o realizaram ainda pq., havaianas q. somos, nunca encontram nada mais barato e tão necessútil.
01:13:48 - John Self - 5 comentários

30 Maio

Agora vai!

E não é que a Veja desta semana traz ao conhecimento dos seus leitores o maravilhoso advento... dos blogues!?!

(Nessas umas de falta de senso de loção das coisas eu fico com os gloriosos editoriais do Estadão: "Conforme vínhamos advertindo a Casa Branca...")
14:08:34 - hubbell - 1 comentário

É pique! É pique! É pique!

brigadeiro e cajuzinho

Quem fez aniversário (23 velinhas) neste domingo, 29 de maio, foi a Ana Beatriz Barros, mas quem ganha o presente é você: http://anabb.free.fr/Menu.htm. E mais uma descoberta: a moça é de Itabira, Minas, terra do Drummond, que se referia à cidade natal como "noventa por cento de ferro nas calçadas/oitenta por cento de ferro nas almas". Se ele conhecesse a moça, mudava a percentagem.
10:43:06 - Zeno - 4 comentários

Sexo bizarro com Sue Johanson

Com um título assim, desnecessário escrever o texto correspondente, não é mesmo?
10:00:40 - Zeno - 4 comentários

Nem só de pão vive o homem

Na entrada, uma hostess (ai, ai, ai...) pergunta antes de qualquer coisa se você "já conhece a casa" como se isso fosse pré-requisito para estar ali, numa espécie de inquérito que em seguida é repetido pelos garçons. Assim é o Buttina, ali na João Moura quase com Cardeal, em Pinheiros: um bom restaurante que deixa de ser excelente por se arvorar mais do que isso. As paredes rabiscadas por Niemeyer e enfeitadas por gravuras de Aldemir Martins lhe emprestam essa falsa impressão, mas é só uma boa cantina moderna de ambiente agradável. O serviço é solícito, embora o freguês pareça ser antes "inspecionado" que atendido.

A cozinha mesmo é boa, ainda que demasiado sutil. Quis acabar com a sutileza excessiva da minha lasanha e pedi o moedor de pimenta. Chegou uma peça de acrílico que não funcionava —tanto estetismo merecia um moedor mais decente. Descontadas as idiossincrasias, porém, o resultado final, compensado pelo ambiente bacana, é longe do ruim.

Diz-se que, quando é época, as várias jabuticabeiras do quintal são a fonte de um sorvete caseiro, como o resto das sobremesas, que beira o divino. Até lá, o jeito é se contentar com um ótimo tiramisù e um pão-de-ló com calda de abóbora que só não estava perfeito porque a massa recendia pronunciadamente a ovo. Preços que cabem no bolso sem ofensas, carta de vinhos decente, antepasto idem, um lugar a visitar com freqüência.

Nota: 8,0 miojos.

(E assim nasce mais uma seção neste blogue, destinada a desbravar as fronteiras infinitas da gastronomia paulistana e de alhures, para que o público não julgue que a equipe editorial aqui é apenas pinguça. Não, de todo. Somos também gulosos e perdulários.)
10:00:00 - Pinto - 14 comentários

29 Maio

Todos os anos na Paulista

parada dura

Nosso indômito Zeno (terceiro à direita a partir da faixa; o de boné de strass com debruns dourados) confere in loco a Parada do Orgulho GLBT e promete a cobertura completa do evento tão logo recobre suas forças após jornada tão estafante.

(Da série: Eu estava 'fora de si' quando me dispus a isso)
23:30:33 - Pinto - 2 comentários

27 Maio

Coisas do Brasil

"Tudo aqui nada, voa ou trepa. Dizem que sobretudo trepa..."

— Antonio Brasileiro, Maestro Soberano, sobre a exuberante fauna deste país, neste livro.
14:11:58 - Pinto - 2 comentários

Etilíricas

bar de ninfetas (versão II)

eu sukita

ela só aqui, tá?
13:09:51 - Zeno - 11 comentários

25 Maio

Peet stop

Amanda Peet

Amanda Peet. Tanta coisa desimportante merecendo relevância aqui e a gente se esquecendo do principal.
10:00:00 - Pinto - 4 comentários

Só dá aqui

Respeitável público, apresento-lhes a improvável Neísa, a Jabuticaba.

(crdt ela, sempre ela)
00:26:13 - Pinto - 2 comentários

24 Maio

Etilíricas

bar de ninfetas

eu dexter gordon

ela dexter's lab
12:12:13 - Zeno - 14 comentários

Purrê patê lebur juá

John Self, o Mestre Yoda aqui do HZ, descobriu esse sítio argentino (!) e eu particularmente acho que seria muito fominha de nossa parte não compartilhar com a seleta audiência.
11:56:00 - Pinto - 2 comentários

Trompe-l'oeil

Entreouvido na Boca do Lixo, região alternadamente povoada por mulheres-de-vida-fácil e mulheres-de-tromba, aonde aportou a equipe deste blogue madrugada dessas em incursão sócio-etílico-educativa:

— Aquilo ali é uma mulher.

— Claro que não é!

— É sim!

— Não é! E aqui é o seguinte: em 90% dos casos é melhor não olhar o rosto. E em 100% dos casos é melhor não olhar a cintura.
10:00:00 - hubbell - 8 comentários

23 Maio

Etilíricas

bar ganha

eu duro

ela dada
11:57:00 - Pinto - Comentar

Platibanda

Na Vila Madalena, onde mais? Ali pouco antes da Mourato Coelho morrer e virar Purpurina (quem diria, hein, dr. Mourato!?). O sonoro nome do bar evoca aquelas bordaduras de fachadas que decoravam casas antigas, mas isso não tem a menor importância a menos que você seja arquiteto/decorador, carnavalesco ou makeup artist/personal stylist, o que a rigor dá no mesmo. Barzão decentérrimo, de mesas duras de madeira e cadeiras idem, e expositores de vidro no balcão. Bebidas honestíssimas e petiscos idem. Frita na hora, foi a melhor coxinha de frango que já comi na vida, e me considero especialista no assunto. Fiquei de voltar prum almoção de domingo e provar a rabada, que não é coisa que se coma depois das 18h, a menos que... deixa pra lá. A caipiroska de frutas de tão boa dispensava o açúcar. Um bom pop/rock alternado com uma MPB digna faziam a perfeita trilha de fundo. A freqüência bicho-grílica não ajuda a embelezar o ambiente, mas fazer o que ali na vizinhança? Pareceu confuso o detalhe das paredes decoradas com mapas de metrópoles. Minha mesa estava defronte ao de Paris, e depois da saideira me levantei com ganas de tomar o rumo de St.Germain-des-Prés, mas foi o jeito seguir para a Bela Vista mesmo.

Nota: 8,5 graals.
11:00:00 - Pinto - 3 comentários

Frases chistosas a R$1,99

"Acompanho palmo a palmo a carreira de ... (complete com a atriz de sua preferência)"

(crdt: mestre miyagi self)
07:48:00 - Zeno - Comentar

22 Maio

Puta que o país!*

"Olha a minha cara e vê se eu estou preocupado com CPI."
— Lula, metáfora de presidente.

* Frase de autoria do John Self e foto dedicada ao Sorel.
17:59:42 - Pinto - Comentar

20 Maio

Almas em fúria (The Furies – 1950) - Parte 2

Mais uma pérola do faroestão do Mann. O janota futuro dono do saloon mencionado no post abaixo bate boca com o patriarca sangüíneo vivido pelo Walter Huston e arremata:

"Quero fazer um acordo. Você pára de dizer mentiras a meu respeito e eu paro de contar a verdade sobre você".
16:59:06 - Zeno - Comentar

Almas em fúria (The Furies – 1950)

No tiroteio psicanalítico de idéias e planos inesquecíveis em p/b que é o western de Anthony Mann, o destaque vai prum diálogo entre a corista mezzo assanhada, recém-contratada, e a amiga do dono do saloon espelunquento, vivida pela Barbara Stanwyck:

-Nós ainda não nos conhecemos. Meu nome é Dallas Hart. Sou nova na cidade.

-Querida, você não seria nova em lugar algum ("Honey, you wouldn't be new any place").
16:46:44 - Zeno - 2 comentários

Diversidade, enfim

Concorrência

A idílica Cabaceiras, decantada em prosa e verso aqui, aqui, aqui, aqui e aqui, finalmente vê quebrado o monopólio da Boate Azul e ganha nova casa de diversão. E aí, Zeno, já comprou a passagem?

(crdt lelê)
11:00:00 - hubbell - 4 comentários

Frases chistosas a R$1,99

"Não sei nada sobre vários assuntos".

Gostou? Saiba como comprá-la aqui.

(da série "Ué, mas este blog é confessional?")
10:54:07 - Zeno - Comentar

A atração de sempre

A Record, espécie de house-organ da Igreja Universal, anuncia para este sábado a exibição do filme "Hitler — A Trajetória do Demônio".

Pelo subtítulo, vale assistir e conferir se o Führer não aparece vestido de pai-de-santo —ou "pai-de-encosto", que é o termo prescrito no manual de redação da emissora.

Aliás, bom de ver também é o programa "Mistérios", apresentado por um pastor enfezado, em que as agruras que afligem a classe média —do atraso na mensalidade do consórcio à bebedeira do marido— são desvendadas, sempre, como subproduto de "trabalhos" feitos para "encostos" variegados.

Curioso notar que o programa ensina o passo-a-passo da preparação dos trabalhos, já que são supostamente 100% eficazes. Mas o melhor é ouvir o pastor entrevistar "ex-pais e ex-mães-de-encosto" conversos para confirmar a veracidade da coisa:

— É ou não é verdade, ex-pai? É ou não é, ex-mãe?
10:00:00 - hubbell - 2 comentários

modem jazz, epi-theme

depois de anos de honesta, batalhada e, principal/, cordial convivencia c/ nuestras contradicciones encontramos, finally, uma precisa definição prum certo mal-estar q. nos acometia. [Leia mais!]
02:27:50 - John Self - 1 comentário

19 Maio

Grandes personagens da desumanidade

Darth Vader

Darth Vader (1915-2005). Tardou a quebrar, como sói aos vasos ruins, mas parece que agora vai. Longa vida ao tio Pinocho nos Quintos dos Infernos são nossos votos.
15:47:41 - hubbell - 2 comentários

com'um carar varamigor do peitor

transleitor

transleitor

essa eu queria tê feitor

13:10:39 - John Self - 2 comentários

Maçaroca

Deu na Fôia: o palanque que atormenta a já difícil vida da Avenida Paulista desde antes do evento de 1º de Maio será utilizado também para a Marcha da Família com Jesus e pela Parada Gay.

Lôco, né?
10:30:00 - hubbell - 3 comentários

Heinz

Salsichas rubras, brancas e suculentas, mulheres e homens suarentos em busca da Diversão Última, espalhados por mesas a céu aberto cobertas de hectolitros de chope cremoso que vaza pelos cantos das bocas, mostardas claras, escuras e em semi-tons brueghelianos, repolhos entumescidos nos pratos e em restos espalhados pelas calçadas - não, não é o curta-metragem feito por Rainer Werner Fassbinder como trabalho de conclusão de curso na Academia Cinematográfica de Munique, onde foi aluno de Douglas Sirk. É o Heinz, bar santista respeitabilíssimo que há anos justifica excursões etílicas BIP (como dizia o Jaguar) de moradores do planalto em busca de seus acepipes alemães e do chope irrepreensível. Embora mista, a fauna que o freqüenta costumava ser conspurcada por professores de arquitetura condenados ao exílio por mau comportamento em bares paulistanos - mas esse tempo já passou. Qual Sócrates forçado a escolher entre o ostracismo ou a cicuta (vulgo água mineral), um deles resumiu bem as dificuldades da distância SP-Santos: "Duro mesmo era subir mamado a Imigrantes - Anchieta nem pensar, curvas demais!! -, na última faixa à direita, pianinho, pianinho, a 30 por hora".

Nota: 9 graals + grana pro pedágio.

(crdt a. puntoni, que me apresentou ao bar)
07:18:43 - Zeno - 3 comentários

18 Maio

Verde que te quero verde

Green

Eva Greennnnnnnnnnnnnnnnnnnhphffffffffffffhhhhhhhhhhhhaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... ploft!
21:30:05 - hubbell - 8 comentários

17 Maio

Fábula de isopor

Todo esse auê em torno do dito "mercado do luxo" em São Paulo —a megaloja fascistóide erguida na fedentina do Pinheiros, as madames emplastradas gastando o dinheiro que não ganham em coisas que não precisam para dar satisfação a quem não devem, a Veja finalmente se assumindo como catálogo de compras— e eu me lembrei da seguinte historinha, que ilustra muito bem a desimportância das coisas relevantes e o conseqüente crédito que merecem os detalhes banais. [Leia mais!]
11:49:59 - Pinto - 7 comentários

serviço de santidade pública

lembram da eldorado do tempo de espera no dentista?
qdo o jazz era tão bom q. até o barulhinho da broquinha entrava na harmonia?
poizé, inda tem.
os anúncios são locais, mas o som ñ.
de dia dá umas embregadas meio 50onas -ninguém é perfeito-, mas de noitão fica craque.
velha senhora essas ci//, sempre portal dessa escola de meninos aqui do planalto.
e ainda dá eccellenti entrebares fora de temporada.
00:11:03 - John Self - 4 comentários

16 Maio

Etilíricas

bar italia

eu roma

ela amor

(crdt azeitona)
14:40:56 - hubbell - Comentar

Um poema para Cam Seslaf

No Cume
(Laurindo Rabelo)

No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira

Quando vem a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem

Quando vem a chuva grossa
A água do cume desce
O barro do cume escorre
O mato no cume cresce

Então quando cessa a chuva
No cume volta a alegria
Pois torna a brilhar de novo
O sol que no cume ardia.

(crdt pela autoria: ale)
13:36:37 - Pinto - 10 comentários

Etilíricas

bar tok

ele bela

ela idem
10:00:00 - hubbell - 1 comentário

13 Maio

Etilíricas

bar sorvete (versão B)

eu (tiro uma) casquinha

ela (me dá) cobertura

(crdt azeitona)
16:15:10 - hubbell - 4 comentários

Etilíricas

bar sorvete

ela lambe

eu derreto

(crdt matthieu r., que já faz trocadilhos em língua portuguesa)
14:15:21 - Sorel - Comentar

Etilíricas

bar sorvete

eu lambo

ela derrete

(crdt matthieu r., que já faz trocadilhos em língua portuguesa - estamos perdidos...)
11:31:24 - Zeno - 6 comentários

A persistência da memória (2)

Eu me recordo também que, ali pelas longínquas tardes dos sábados de 1980 e bolinha, rendia sucessivas homenagens à silhueta prateada de Dee Dee Jackson ("Automatic Lover", "Meteor Man" e outras pérolas), enquanto Chacrinha perguntava aos berros se o que eu não queria mesmo era bacalhau.
10:05:00 - hubbell - 2 comentários

A persistência da memória (1)

Eu me lembro de Lídia Brondi. Eu não me esqueço de Lídia Brondi.

(Perdão, leitores, por ilustrar com uma foto que mais parece do Sr. Spock, mas era do que dispúnhamos para o momento. Pagamos bem pela Playboy respectiva. Contatos na administração do blogue, por favor.)
10:00:00 - hubbell - 11 comentários

12 Maio

Etilíricas

nham!

bar nigella

ela fazendo a comida

eu querendo comê-la

(perdão, leitores! sr. editor, dá pra fazer uma híbrida com a seção iluminuras?)
15:44:57 - hubbell - 1 comentário

Etilíricas

bar mandela

eu negroni

ela white russian
10:00:00 - Pinto - 1 comentário

pregões

'coichões para casais
coichão p/ solteiro''
dizia o pregoeiro dos tais
em suas kombi
e suas maravilhosa
e paulinsana concordâncias
03:15:44 - John Self - 1 comentário

onq'otô, pronq'ovô, quemq'ossô

plantamos girassóis no quintal.
qdo vi eram uns 300, ela* disse q. era só algunzinhos, só p/ alegrar um pouquinho, sá?.
estão crescendo e minha filha reparou. [Leia mais!]
02:55:44 - John Self - 4 comentários

etilíricas

bar na lapa

eu vala

ela dares
02:32:37 - John Self - 3 comentários

samba pa ti (s

comam, bebam, fumem, dancem santana

com suas gatinhas, como (comam? s'elas bobfossem
a última da festa, a gatinha síntesemcasa
a página-fim do google da noóssinhorsbusca:
o colo @

felizes, relaxes
e curvilígneos ambos
enfins
01:38:07 - John Self - Comentar

11 Maio

Pequeno guia de uso de novas acepções do português

"Tu achou?"

Proferida com assertividade, expressão que sinaliza (ou pelo menos deveria) o fim de conversas inconvenientes e ajuda a interromper o raciocínio (?) daquele interlocutor sem noção, do tipo que esbarra em você e logo faz algum juízo assim: "Ihhh, roupinha de viado essa tua, hein?". Um "Tu achou?" dito olhando no olho serve não só para encerrar o papo como também devolver a bola ao pseudo-íntimo. Uma variação menos contundente é o sucinto "Né?": "Cabelinho de baitola esse teu aí, hein?". "Né?", e estamos conversados. Se o(a) sujeito(a) insistir, pode-se recorrer às similares "Te excita?" e "Te frustra?", que, aliadas a um certo desdém, resolveriam a parada. Ou então o melhor é calar mesmo.
14:00:00 - hubbell - 2 comentários

Posologia

One post a day keeps the doctor away.

(crdt meu terapeuta imaginário)
10:20:00 - hubbell - 5 comentários

E vice-versa

"Si tú me miras, yo me vuelvo hermosa".

Gabriela Mistral

(crdt wikipedia, verbete schönheit)
07:52:00 - Zeno - 1 comentário

Etilíricas

joão sebastião bar

eu pavano

ela partita
07:02:00 - Zeno - 6 comentários

10 Maio

Aftas ardem

"Escrever é um ócio muito trabalhoso."

— Goethe, patrono dessa birosquinha aqui, que coçava o saco em alemão.
15:00:00 - hubbell - 1 comentário

O corte do diretor

Director's Cut (Drama). Sinopse: "Diretor", alcunha de Sebastião Antônio da Silva, açougueiro de boa cepa, tenta garantir a todo custo o faturamento no fim do mês, mas perde o fio da meada e decide ajuntar pelancas, ossos e cortes de terceira às peças que vende. A freguesia até que se aporrinha, mas aceita resignada e não deixa de freqüentar o estabelecimento, ou por comodismo, ou por esperança de que isso um dia mude, ou porque todos somos carnívoros e preferimos ser ludibriados a morrer de fome. Final alternativo: surge um muçulmano fanático que lhe passa a lâmina da cimitarra no pescoço e põe fim à sangria desatada.

(Dedicado a Ridley Scott e sua última Cruzada. Não, não vi não senhor, mas precisa? Aliás, um filme desses é tudo que Alá mais podia desejar nessa hora.)
09:00:00 - Pinto - 5 comentários

09 Maio

Etilíricas

bar afunda

eu levanto a voz

ela rebola a bunda
22:11:42 - hubbell - 4 comentários

Etilíricas

bar roco

ela só enfeita

eu só rebusco
18:49:57 - Pinto - 3 comentários

07 Maio

Por que "por quê?", se são tantos os porquês?

Pedro Doria é um cara que a gente lê, respeita e admira. É o melhor da raça da nova safra e, de certa maneira, padrinho do Hipopíntamo, Inc., empresa resultante da fusão do O&O com isso aqui, pois foi numa nota do seu Weblog que a gente se conheceu e acabou namorando pra casar.

Hoje, num artigo como sempre muito bem arrazoado, Pedro demonstra uma certa solidão e pergunta, meio mal-humorado, cadê os blogues informativos num universo em que imperam as "conversas de bar".

De nossa parte, ou pelo menos da minha, eu arriscaria as seguintes hipóteses:
1. Quem lê tanta notícia?
2. Produzir notícia, como bem sabe o Pedro, só regiamente pago, e o staff aqui é diletante e ainda espera o aporte inicial de anunciantes.
3. Implica dizer a verdade, e se formos contar tudo o que sabemos não arrumamos mais emprego em redação nenhuma no país. Nem fora delas; quiçá nem fora dele. Chega de sincericídios!
4. A rigor, não existe a menor diferença entre o que se diz numa redação e numa mesa de bar — dependendo, claro, da redação e do bar.
5. Achamos que todo mundo já é suficientemente bem informado lendo a Veja e admirando o Bonner trocar olhares com a Fátima na sala de estar.
6. As pessoas preferem sujar os dedos lendo o jornal, muito útil para forrar o banheiro do totó em seguida, mesmo que nem tenha sido lido.
7. "Notícia" é um conceito tão vasto quanto algo em via de extinção.
8. Ninguém faz isso voluntariamente, com juízo perfeito e em sã consciência.
9. De verdade? Não temos estômago nem saco pra mexer com isso.
10. Só dá você, Pedrinho.

Uma delas, ou todas, há de conter a resposta.
11:17:19 - Pinto - 5 comentários

Diga bundinha, com a Globo diga

Bundinha

Caldeirão do Hucku, digo, Huck. Todo sábado, o espetáculo mais abundante da TV brasileira, a começar pelo formoso rosto do apresentador. E, sim, este blogue aqui já teve melhor nível, sim.
06:30:00 - hubbell - 3 comentários

06 Maio

Resenha de cinco palavras

A queda! — As Últimas Horas de Hitler (2004)

Pra que essa exclamação aí?
14:12:46 - Pinto - 1 comentário

Resenha de Quatro Palavras


Kinsey (2004)

Vibrador não faz estatística.

(crdt cam seslaf, link ao lado)
09:00:53 - Zeno - 2 comentários

05 Maio

Livro é cultura

lombada encadernada

(Rio de Janeiro - AP, Reuters e HZ) Fontes próximas a João Ubaldo Ribeiro confirmam os rumores da semana passada: segue firme o alvoroço nas sessões vespertinas de chá para garantir a indicação de Ana Beatriz Barros à Academia Brasileira de Letras.
19:56:26 - hubbell - 5 comentários

Momento de reflexão

"O quincúncio formado entre Vênus em Touro e Plutão em Sagitário, o ângulo de 150º entre estes planetas, indica ser tempo de revermos o sentido e a validade de nossas afeições e afinidades. Há algo aqui que contém um equívoco e hoje é um dia apropriado para consertar a situação. Aliás, se não a consertarmos por querer, acabaremos acuados a fazê-lo de qualquer modo. Como tal conserto é de pequena monta, talvez não custe tanto assim “arrumar a casa” das afeições e das afinidades que vivemos no momento. O semi-sextil minguante da Lua com o Sol indica estarmos na etapa de preparação de novas situações. E arrumar a casa é uma forma de preparação".

(crdt horóscopo do estadão on line; grifos do quincúncio)
18:36:41 - Zeno - 1 comentário

Etiíricas

bar junguiano (versão 2.0)

eu intertrepo

ela interpreta
17:44:31 - hubbell - 3 comentários

Etilíricas

bar junguiano

eu sonho

ela valsa
17:05:19 - hubbell - Comentar

Etilíricas

bar freudiano

eu falo

ela falô

(crdt afn)
16:27:30 - hubbell - 4 comentários

Nós não estamos sós (contatos imediatos de Goiânia)

— Os últimos posts foram requentamentos de coisas de gavetas. Nada de novo anda me ocorrendo.

— Nem à humanidade, não se preocupe.
15:30:00 - Pinto - Comentar

Frases para emoldurar e pôr na parede

"Antigamente, o artista de vanguarda chocava a classe média; hoje, a classe média choca o artista de vanguarda."

"As multinacionais não podiam enfeitar seus 'halls-Bauhaus' com retratos de palhaços tristes e casinhas de campo. Por isso, o abstracionismo foi inventado."

"Estamos tentando romper com as normas é, hoje, o slogan do anúncio do McDonald's."

Brad Holland, citado aqui.
15:00:00 - hubbell - Comentar

04 Maio

Etíliricas

bar reichiano

eu pancadão

ela gosta

(resposta ao etilíricas do hubbell, abaixo)
20:11:38 - Zeno - 1 comentário

Filhos da labuta

Maria Rita. João Marcelo Bôscoli. Pedro Camargo Mariano. Preta Gil. Claudio Lins. Wilson Simoninha. Max de Castro. Jair Oliveira. Luciana Mello. Mart'nália. Ed Motta. Davi Moraes. Bebel Gilberto. Tantos outros menos votados*.

Bem que papai e mamãe fazem gosto, mas, inapelavelmente, a segunda geração da MPB degenera aos seus. Exceção honrosamente feita, claro, a Sandy & Júnior.

Aliás, parêntese: sabe quanto tu tem que morrer se quiser ouvir a srta. cabecinha "dar uma guinada na carreira", "abrir sua fase adulta" e para tanto assassinar "Chovendo na Roseira", malandro? 150 pratas! Nasce ou não nasce um otário a cada segundo? Fecha parêntese.

* Moreno Veloso foi deliberadamente omitido porque ninguém é perfeito, muito menos quem redigiu esta tese.
16:15:00 - hubbell - 7 comentários

Roteiros

Exposição "Herança dos Czares", na Faap. Para entender por que, lá pelos idos de 1916, o lúmpen pensou em tomar uma providência de fato contra os Romanov. Olha, já vi luxo, poder e glória juntos, mas naquela ostentação ali nem em Brasília.

Na saída, se quiser se sentir um soberano russo, o cidadão pode cruzar a rua e pedir uma borscht no Cecília, um dos melhores restaurantes da cidade, tudo computado. Não sei se eram os eflúvios do Pessach, mas a dona Cecília Judkovitch, que tem as mãos de fada, agora inventou um tal rodízio de comida judaica que nem Adonai, Lui même, faria melhor.
14:07:01 - Pinto - 3 comentários

Etilíricas

bar lacaniano

eu comment tu t'appelles?

ela se levanta
07:29:27 - hubbell - 3 comentários

03 Maio

Cherchez la femme, follow the money, o buraco é mais embaixo

É compreensível a mídia voltar seus holofotes para Severino, o tragicômico bufão que ascendeu ao picadeiro político nacional para rivalizar com Lula como protagonista de uma pauta saborosa: leiaute dantesco, comportamento espalhafatoso, sotaque carregado, falar boquirroto, estupidez nas idéias. Um desastre de tal nível que nem parece autêntico. Mas é.

Aliás, é esse o problema. Sinceridade de sobra, inteligência pouca. De atores com esse perfil não se esperem grandes arroubos dramáticos. Merecem atenção, mas serão sempres variações do mesmo ramerrão, assustador, chocante, mas um bocado previsível e, portanto, potencialmente menos prejudicial.

E aí enquanto todo mundo admira os gatos ninguém vigia o peixe. O pastelão de Severino e os discursos sem nexo de Lula desviam os olhos do público e convêm para que personagens mais furtivas, sofisticadas —um tanto mais perniciosas— façam a festa. Escusado declinar nomes, é só buscá-los por exclusão nas manchetes. Os resultados é já que serão dados a conhecer.
13:35:55 - Pinto - 10 comentários

Microrresenha

O Pântano (Argentina, 2001).

Filminho atolado.
10:42:09 - Pinto - 1 comentário

Cântico dos cânticos, 4:5

Naturgabe

(Vaticano - EFE, Reuters e HZ) Fontes próximas ao Sumo Bento confirmam os rumores da semana passada: seguem firmes os estudos para a canonização de Ana Beatriz Barros.
10:07:31 - hubbell - 10 comentários

02 Maio

Livers of all lands, unite!

Recebemos nova correspondência e-mailística reclamando da ausência de novas resenhas de bar em nossa seção A Busca do Graal. Pra compensar, seguem quatro resenhas curtas de bares freqüentados na última semana:

ALL OF JAZZ
Como uma ilha de sensatez num mar de cretinices (o bar fica no Itaim), o All of Jazz pertence ao restritíssimo circuito de bares em SP onde há música ao vivo todos os dias (confira a programação das atrações no site). Há muitos tigrões e tigronas, mas os de lá têm a vantagem de estarem curtidos em álcool há mais de três décadas, uma espécie de Discovery Channel com tecla SAP escocesa. Recomendamos ir em grupos pequenos, senão o barulho da sua mesa fará concorrência aos músicos (principalmente ao pobre baterista, obrigado a enfrentar o vozerio com aquelas vassourinhas tchi tchi tchi) e você terá de ouvir vários psiu psiu psiu ao longo da noite. A garrafa de uísque 8 custa 100 pratas, o filé aperitivo é muito bom e tem uma lodjinha de CD's no primeiro andar com seleção capaz de surpreender até jazzófilos franceses empedernidos (do tipo "Conheço um barzinho de jazz no Troisième muito melhor que esta espelunca aqui!", "Já vi o Maceo Parker tocar ao vivo...", etc).
NOTA: 7,5 graals.

APARTAMENTO DO PINTO
Lugar excelente, o melhor bar visitado nos últimos meses. O uísque, um Royal Salute liquidado a tiros, sucedido por um Chivas 12 que mal sobreviveu, é de graça. A comida também é, um honestíssimo rigatoni ao molho ragù que não falou mal de ninguém. Não provamos a pièce de resistance da casa, tal de risoto de camarões, mas acreditamos nos relatos ouvidos. O proprietário da birosca não prima pela simpatia, mas a hostess nipo-carioca é sensacional. Só não pergunte se ela will seat you, que o dono não é chegado a essas libertinagens francesas.
NOTA: 10 graals. [Leia mais!]
18:27:17 - Zeno - 5 comentários

A cantora Teflon

Marina Lima

Pecha nenhuma pega nela. Na época em que achava que o mundo fazia charme, tinha aquele cabelo "ruim", alisou e lhe caiu bem, natural (ao contrário da Ana Paula Padrão, que atravessou o mesmo processo exibindo as madeixas tensas das surras que levam). Depois acrescentou o Lima ao nome e ninguém sequer lhe acusou de pirotecnia numerológica. Assumiu o lado bi (?) sem fugir da raia nem precisar recorrer a estereótipos como coçar o saco no palco, viu, Ana Carolina? Viu, Zélia Duncan? Aprendeu, Calcanhoto? Posou pelada, mostrou que é muito da gostosa, e nem por isso passou a cantar com a bunda ou prosseguir carreira na Sexy. Trocou estádios por teatros de bolso mantendo a mesma dignidade artística. Não bastasse ser inteligente por si, ainda é irmã do Antônio Cícero. Não ficou menor por nada disso. E segue isolada a melhor cantora do pop nacional, sobretudo depois que a Cássia partiu (e na sempre presente ausência da Elis, é claro). Eu abro os braços e faço um país com Marina Lima.
17:40:50 - Pinto - 7 comentários

Melhor que a encomenda

— Estou indo pra Fortaleza.

— ...

— Quer alguma coisa de lá?

— Distância!

(crdt pela lembrança: lira neto, a mulher barbada, agora também careca)
10:30:00 - hubbell - Comentar

40 anos, duas constatações

1. A Globo encampou o plebiscito pelo desarmamento.

2. A Globo perdeu de vez os pruridos e passou a tratar o telejornalismo como os demais espetáculos que exibe, à maneira dos gringos, para quem tudo é show.
08:52:59 - hubbell - 6 comentários

01 Maio

Relojoaria

"Assim como, por hábito, olhamos para um relógio quebrado como se ele ainda funcionasse, do mesmo modo também olhamos o rosto de uma bela mulher como se ela ainda nos amasse".

Goethe, que sabia das coisas (entidades sutilmente metafísicas), nas Máximas e Reflexões.
16:51:49 - Zeno - 12 comentários

Welles II – Pedro e o lobo de Marte

"Uns três anos depois do programa marciano", conta Orson, "eu estava lendo um poema de Whitman num programa patriótico de domingo, quando alguém entrou no estúdio e gritou que haviam atacado Pearl Harbor. Ninguém deu atenção. Apenas sacudiram os ombros e disseram: 'Lá vem ele de novo'".

(crdt Kenneth Tynan, A vida como performance)
16:44:24 - Zeno - 1 comentário

Welles I - Dois dedos de prosa

"[Orson Welles] responde polidamente ao grupo que se reúne ao seu redor no bar; talvez com polidez exagerada, fazendo-me desejar que desperdiçasse menos energia numa forma tão perecível como a conversa. Tennessee Williams, um dos membros do círculo, extrai de sua boca uma piteira cheia de cristais repelentes de câncer e murmura para mim que jamais se deve atacar Orson – 'um homem tão vulnerável e de tal magnitude'. Quem é, ao mesmo tempo, talentoso e gregário, é sempre vulnerável. Orson tem plena consciência de que, para ele, tal como para os grandes conversadores, a conversa é o que Cyril Connolly chamou certa vez de 'uma cerimônia de desperdício de si mesmo'".

(crdt Kenneth Tynan, A vida como performance)
16:43:30 - Zeno - 2 comentários

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