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30 Junho

Eu me lembro

Eu me lembro de terem perguntado ao economista Francisco Gros, à época no Morgan Stanley, o que ele sugeriria como aplicação de maior ou menor risco para quem tivesse US$ 100 mil disponíveis. Resposta: "São os primeiros cem mil ou os últimos cem mil?".
21:47:00 - Zeno - 5 comentários

A televisão é o ópio do povo

Hipopótamo Zeno em mais um momento de utilidade pública: para os interneteiros que não receberam por e-mail o singelo vídeo japonês com trechos de um programa de auditório estilo Clube dos Mulheres, em que participantes fogosas tiram joquempô (segundo más línguas araçatubenses, “joão qué pô”) para ver quem desfruta carnalmente dos rapazes no palco, podem clicar aqui:TV Japan (vedado, não recomendado e proibido para nossa audiência com menos de 18 anos - contém cenas de sexo explícito).
20:11:38 - Zeno - 6 comentários

Filosofia da alcova

Quem viu "Pal Joey" ("Meus dois carinhos"), dirigido por George Sidney em 1957, deve se lembrar como foi difícil para o Sinatra (o Joey do título) decidir-se entre a Kim Novak, no papel de dançarina tímida de boate, e a Rita Hayworth, como stripper aposentada pós-golpe do baú, ainda por cima porque os três passam o filme cantando aqueles standards matadores da dupla Rodgers/Hart ("The Lady is a tramp", "I could write a book", "Bewitchted", etc). Com sua sabedoria de anos de nudez e prostituição, a Rita faz também o melhor (e mais breve) comentário sobre a filosofia schopenhaueriana que se tem notícia na música de entretenimento: "I was reading Schopenhauer last night / And I think that Schopenhauer was right". Para ouvi-la em meio a um baixar de zíper e outro, clique aqui.
19:59:45 - Zeno - Comentar

Quequiéisso?

Deu no Estadão: "A catadora de papel Selma Morgana Sarti encontrou no lixo, no bairro do Butantã, em São Paulo, documentos originais e fotos da escritora, jornalista e agitadora cultural Patrícia Galvão, a Pagu (1910-1962), musa do modernismo brasileiro e que foi companheira de Oswald de Andrade (...) O material foi doado pela catadora de papel para o Arquivo Edgard Leuenroth, da Unicamp. Segundo o Jornal da Unicamp, Selma, apesar de só ter cursado até o 4.º ano primário, reconheceu a importância do material e procurou uma amiga, aluna do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, para saber o que fazer com os documentos. Ela considerou o achado 'emocionante' e declarou: 'A ignorância deixa a gente passar um monte de coisas importantes. Você já imaginou quantos catadores existem e quantas coisas foram destruídas?'".

Catadora? Doação para o Arquivo Edgard Leuenroth? Amiga aluna do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp? A ignorância deixa a gente passar um monte de coisas importantes?

Lôco, né?
13:20:10 - Sorel - 5 comentários

29 Junho

Pequena contribuição para o Aclaramento de Novas Expressões da Língua Portuguesa

"É show"

Locução polissêmica conhecida por nunca designar ao mesmo tempo o mesmo objeto para o falante e o ouvinte. Aplicada indistintamente a bens, pessoas e situações, perdeu com isso o contato com suas origens referenciais que garantiam univocidade de significado, a saber, quando alguém perguntava, por exemplo, se o tumulto na rua era causado por manifestação política ou show artístico, tinha como resposta: "É show". Hoje, serve para designar aquele sofá horroroso que vem encartado no jornal de domingo, aquele bar descolado que serve caipirinha com grãos de pimenta rosa e aquele projeto de armário embutido que você encomendou a um marceneiro que usa pulseiras – plural, claro – douradas.
16:57:46 - Zeno - 6 comentários

Eu me lembro

Eu me lembro de uma mania musical nos anos setenta que eram as músicas com barulho de festa ao fundo, pessoas conversando, risadas, copos, brindes, etc. A pioneira delas, se não estou enganado, foi uma versão "remixada" (mas acho que à época não se falava assim) de Do you wanna go party, do K.C. and The Sunshine Band, que ficou conhecida aqui pelo refrão aportuguesado "parê".

(da série Domingueiras Pimponas)
15:56:57 - Zeno - Comentar

25 Junho

Definição de documentário

"É um filme sem mulheres; se houver uma única mulher nele, então é um semi-documentário".

Harry Cohn, chefão da Columbia Pictures

(crdt fred zinnemann, an autobiography)
18:32:38 - Zeno - 6 comentários

Momento gastro-confessional

Passei uns bons anos à procura de uma nutricionista para me casar. Imaginava um idílio matrimonial composto por uma dieta balanceada, uma boa alimentação, cuidados variados com leguminosas e frutas exóticas, etc. Até o dia em que vi uma delas num programa de TV anunciando as vantagens nutricionais de um pudim de casca de banana. Meu mundo, minha ficha e minha ereção caíram de um só golpe e me vi à deriva alimentar por outros bons anos. Agora, depois de comer um cheese cake de laranja num restaurantchi metido a besta em Buenos Aires, e com as domésticas vênias cabidas (beleza de cacófato), brado para a autora da sobremesa: Pamela! Donde estás tu, para alegrar os poucos anos que me restam com as rútilas e opíparas jóias da pâtisserie portenha e internacional?

(do nosso enviado especial e postre-maníaco a Buenos Aires)
15:58:11 - Zeno - 4 comentários

Diálogos portenhos

-¿Usted es escritor?
-Bueno, err, sí. De weblogs.
-Perdón, no hubiera imaginado. Mis condolencias.

(do nosso enviado especial e rabiscador a Buenos Aires)
09:30:00 - Zeno - 3 comentários

Gororoba da boa

"La cuisine, c'est quand les choses ont le goût de ce qu'elles sont"

Curnonsky (quem? Google gastronômico nele)

Tirado daqui, ó: Aphorismes culinaires!
09:08:00 - hubbell - Comentar

Diálogos portenhos

-Você torce pra que time, no Brasil?
-Pro Palmeiras, que anda mal das pernas nos últimos tempos.
-Ah, o Palmeiras: o maior jogador brasileiro que eu vi jogar ao vivo se chamava Ademir da Guia. Un asombro. Un maestro.

(do nosso enviado especial e futbolista a Buenos Aires)
07:37:00 - Zeno - Comentar

24 Junho

Ecstasy maternal

Deu no Frankfurter Allgemeine: "Amor entre mãe e filho é um processo químico". Segundo pesquisas feitas por um Instituto italiano de Neurobiologia, publicadas no volume 304 da revista Science, a ligação afetiva entre mães e filhos pode ter origem química. Experiências feitas com ratos mostram que os bebês sem os chamados receptores cerebrais opísticos (não sei se é assim que traduz) não demonstram qualquer afeto ou carência pelos pais. Quando estimulados quimicamente através de uma intervenção externa, passam a se aproximar deles e aparentam conforto e tranqüilidade.

Lôco, né? Vem aí uma pílula filial de farmácia, para as mães mais sôfregas ou carentes?

(crdt afn)
16:19:47 - Zeno - 2 comentários

Já está virando rotina

E mais uma vez o Hipopótamo Zeno fura a concorrência, desta vez internacional: O Wall Street Journal, versão para as Américas, deu em sua edição de hoje uma matéria sobre a dívida argentina vista através da tira de quadrinhos La Nelly, comentada aqui no blog. "Elogio em boca própria é vitupério", gostava de dizer o Monteiro Lobato, mas registremos apenas que o texto de Michael Casey comete algumas imprecisões e deixa de lado informações relevantes sobre a dívida e sobre a tira. Ainda assim, como deve ser rapaz novo, desejamos a ele um futuro auspicioso na profissão. De nossa parte, temos outras e maiores ambições: hoje, o Wall Street Journal; amanhã, o Diário do Vale do Paraíba. Dito de outra forma, leia hoje no Zeno o que estará no folheto do seu condomínio amanhã.
13:14:25 - hubbell - Comentar

O sentido da vida em três palavras

Trecho de um sketch dos Luthiers em que eles apresentam ao público o Reverendo Warren Sanchéz, personagem líder de uma seita caça-níqueis em Buenos Aires:

Lo que pasa hermanos es que vivimos desorientados, pero por suerte tenemos el libro "Warren tiene todas las respuestas" que ustedes pueden adquirir en el puesto instalado en el hall del teatro, que en otro de sus párrafos dice: "Habiéndosele presentado un pobre hombre presa de la confusión, y habiéndole preguntado a Warren 'Hermano, ¿Cuál es el verdadero sentido de la vida?', Warren respondióle: '¿El sentido de la vida? Te lo diré en tres palabras: YO QUE SÉ'". ¿Qué nos quiso decir Warren con ésto? Cuando le preguntan por el sentido de la vida Warren contesta "YO QUE SÉ". Analicemos la frase. La palabra "yo", ego, parece indicar egoísmo, soberbia, lo que pasa es que aquí Warren la utiliza por oposición, para indicarnos justamente lo contrario, o sea, la humildad. O sea que queda bien claro que aquí, cuando Warren está diciendo "yo" está diciendo "humildad". Pero Warren dice algo más, Warren dice "YO QUE SÉ", o sea, "yo que SÍ sé". En resumen hermanos, Warren conoce el sentido de la vida, pero por humildad no lo quiere decir.

(para ver o sketch completo, clique aqui)

(do nosso enviado especial e epistêmico a Buenos Aires)

(da série Campanha pela Divulgação Tardia do Inexistente Fã-Clube Les Luthiers no Brasil)
07:47:00 - Zeno - Comentar

La Nelly

Um dos melhores quadrinhos argentinos é a tira La Nelly, escrita por Rubén Mira e horrivelmente desenhada por Langer, que conta as aventuras de um certo Klaus, alemão dos cafundós da Bavária que compra, graças a uma hipnose coletiva promovida pelo ex-ministro Cavallo em seu vilarejo, títulos da dívida pública argentina (os bonos) na esperança de fazer um bom negócio na hora de resgatá-los. Vem a crise de 2001/2, e nosso herói, agora um bravo bonista estrangeiro, decide ir a Buenos Aires para tentar saber o que aconteceu com seu dinheiro. Suas peripécias incluem um romance de mão única com La Nelly, uma portenha matrona que deseja ardentemente seduzi-lo, e Anne Krueger, vice-diretora do FMI, que salva o herói teutônico caipira em momentos mais difíceis. O mais curioso é que Klaus tem um correspondente concreto na sogennante vida real, um certo Stefan Engelsberger, presidente de uma ONG que representa o interesse de investidores alemães na Argentina e que esteve recentemente no país para conversas com Guillermo Nielsen, o Secretário das Finanças responsável pela negociação da dívida. Engelsberger visitou o jornal onde se publica a tira, conheceu os cartunistas e posou sorridente para fotos com um dos títulos da dívida nas mãos, 5.000 euros que hoje, com o calote, valem menos de 1.500. Quando Klaus, o personagem, diz para la Nelly que viajou com muitas dificuldades para descobrir onde estava su plata, ela responde: "¿Y para eso viajaste tanto?, tendrías que haberte cruzado a Suiza..."

(do nosso enviado especial e humorístico a Buenos Aires)
07:45:00 - Zeno - Comentar

23 Junho

Gastrolíricas

padaria

ela sonho

eu caracu
18:52:19 - hubbell - Comentar

Da Serra da Barriga às Grutas do Coração

"Alguns homens lêem a Playboy pelo mesmo motivo que lêem a National Geographic: gostam de ver lugares que sabem que nunca vão visitar."

(recebido por e-mail, claro; crdt saos)
16:05:39 - hubbell - 4 comentários

Política de cotas para homens

"O ministro da Saúde de Portugal apresenta uma proposta polêmica: reservar um número de vagas para homens nos cursos de medicina. A razão para o projeto é que as mulheres já representam 65% do total de alunos desta carreira no ensino superior do país, o que estaria gerando 'desconforto' entre os homens.
A idéia vem sido defendida pelo presidente do colégio de médicos, pelo ministro da Saúde, e pelo presidente do prestigioso centro de pesquisa biomédica Abel Salazar, que pretendem levar a votação ao Parlamento. Germano de Souza, do colégio de médicos, admitiu que acha difícil defender as cotas masculinas 'porque parecem sempre defender um ser inferior', mas afirma que talvez seja a única solução para o 'problema' do 'atual sistema de ingresso na faculdade', que não dá possibilidades aos homens porque 'as mulheres têm mais juízo e estudam mais', diz ele."

Lôco, né?

(Fonte: UOL Educação)
14:46:02 - Sorel - 3 comentários

Eu me envergonho

Eu me envergonho de só descobrir agora que o seu, o meu, o nosso genovês pimpão Cristóvão (Cristoforo, para seus patrícios) Colombo se chama Cristóbal Colón do outro lado do Rio da Prata.

(do nosso enviado especial e ignorante a Buenos Aires)
09:29:00 - Zeno - 9 comentários

Los blogadictos

Trechos de uma matéria especial do Clarín sobre blogs:

"El problema suele quedar en evidencia cuando los blogadictos, como se los llama, dejan sus rutinas diarias y se encuentran en la situación de tener que actualizar sus weblogs en lugares poco frecuentes. Por ejemplo, durante las vacaciones. Los más discretos se escapan a cibercafés o locutorios. Los hoteles hoy en día, si no tienen un buen servicio de Internet, pueden perder muchos clientes, sobre todo entre los blogadictos. Los blogadictos más empedernidos andan por el mundo y por la vida con sus laptops a cuestas. Y no tienen ningún empacho en desenfundarlas, mientras toman sol al lado de una pileta, sobre una reposera de playa o en una mesa de un bar."

((do nosso enviado especial e empedernido a Buenos Aires)
09:18:00 - Zeno - 8 comentários

Eu me lembro das transversais da paixão

Eu me lembro da primeira vez que ouvi uma música do grupo argentino Les Luthiers aqui no Brasil, início dos anos oitenta, num programa de rádio apresentado pelo então ponta firme Maurício Kubrusly, na extinta Excelsior AM. Uns poucos anos depois, uma amiga uruguaia me presenteou com dois cassettes llenos de canções do grupo, e aí a conversão à seita foi completa. Aquela primeira música, que causara a excelente impressão inicial, era Teorema de Thales, escrita pelo alter ego do grupo, o fictício compositor Johann Sebastian Mastropiero, e que tinha como texto introdutório (quase todas as músicas dos Luthiers têm pequenos textos no início, explicando as "condições" pouco usuais de composição da obra, os personagens, etc.) o seguinte:

Johann Sebastian Mastropiero dedicó su divertimento matemático opus 48, el "Teorema de Thales", a la condesa Shortshot, con quien viviera un apasionado romance varias veces. En una carta en la que le dice: "Condesa, nuestro amor se rige por el Teorema de Thales: cuando estamos horizontales y paralelos, las transversales de la pasión nos atraviesan y nuestros segmentos correspondientes resultan maravillosamente proporcionales". El cuarteto vocal "Les Frères Luthiers" interpreta: "Teorema de Thales", opus 48, de Johann Sebastian Mastropiero. Son sus movimientos: Introducción. Enunciazione in tempo de minueto. Hipotesis agitatta, tesis. Desmostrazione ma non tropo. Finale presto con tutti.

(para ver a letra completa, clique aqui)

(do nosso enviado especial e musical a Buenos Aires)

(da série Campanha pela Divulgação Tardia do Inexistente Fã-Clube Les Luthiers no Brasil)
07:10:00 - Zeno - 2 comentários

22 Junho

É sol, é sal, é sur

Reclame no Clarín: "Brasil: Vacaciones de invierno con todo el encanto carioca". A seguir, a lista de destinos: Salvador, Costa do Sauípe, Porto Seguro, Praia do Forte, Arrial D’Ajuda, Buzios e alas! Río de Janeiro.

(do nosso enviado especial e leitor turístico de periódicos a Buenos Aires)
15:05:16 - Zeno - 7 comentários

Tarjeta Mastercard

-café com medialunas: 3 pesos
-o Clarín com a cobertura do épico Boca vs. River: 1,30
-depois de mais de vinte anos de idolatria, ver um show en vivo de Les Luthiers: não tem preço.

Para os almoços, jantares e libros, existe la tarjeta. Cuja fatura virá, mais fatalista que um tango, anunciada pelo filho do Menem nascido no final do ano passado – el hijo de la bestia apocalíptica, segundo um taxista mais bem-humorado.

(do nosso enviado especial e macaquito de auditório dos Luthiers a Buenos Aires)
13:40:49 - Zeno - 3 comentários

Na Mata Café

E ontem teve show da Amanda Acosta (leia aqui nosso primeiro post sobre ela) no Na Mata Café, com a escalação do escrete Zeno de reportagem composto pelo Sorel, pelo Mathieu, por este que vos fala, pelas respectivas e por algumas prospectivas também, que afinal as segundas-feiras sempre guardam um tostãozinho de promesse de bonheur. No caminho, sessão jemesouveio sobre o Clyde’s, que ocupava as dependências do atual café namatense: abatedouro falsamente chic para uns, bar "tipo" Nova Orleans para outros, alguém conta com veneno que o nome se devia à patroa do dono, umatalde Cleide, outro se lembra de uma bebedeira industrial ocorrida lá que soterrou as possibilidades xavequeiras junto a uma ex-futura-pretendente, etc.
De volta ao tempo presente e composé, as hostesses todas do lugar trabalham, estudam, cuidam dos pais e reforçam o orçamento como modelos em desfiles de roupas mais e menos íntimas, conforme a ocasião. A mais bela, segundo fontes isentas, atende pelo nome de Shéron, com E, o que suscita o incontornável comentário "Lôco, né?" de um dos presentes. No cardápio do bar, bizarrices bacanas como hambúrguer de javali, carpaccio de avestruz e bruschettas de Parma, brie, figo e mel, todas melhores no papel do que no prato, à sua frente. [Leia mais!]
13:24:02 - hubbell - 2 comentários

Eu me lembro

Brizola

Eu me lembro de um Roda Viva razoavelmente recente, em que o Brizola, presidente de um partido decadente e cercado por raposas grisalhas da imprensa nacional, foi papando uma a uma, gentilmente. Já no segundo bloco o que se via eram cordeiros que se lançavam, não sem prazer, à boca do lobo, e que sorriam com gratidão para o adversário que oferecia a derrota justa.

(Com sua morte a reprise é garantida. Não percam.)

(foto: Estadão)
10:50:21 - Sorel - 3 comentários

21 Junho

Etilíricas

bar fashion week

eu pedinte

ela pedante

(crdt clarice, na mosca)
17:24:36 - Zeno - 1 comentário

17 Junho

SP Fascio Week parte IV

"(...) ontem, vendo triângulos menores que um maço de cigarro cobrindo vergonhas tão altas e tão saradinhas na passarela, concluí que quadril é destino."

Cam Seslaf, zappando classuda nos modelos de biquínis da SPFW.
14:41:44 - Zeno - 11 comentários

Etilíricas

bar fashion week

ela pedestal

eu pederasta

(a pedido do Dr. P.)
14:20:54 - Zeno - 3 comentários

SP Fascio Week parte II

"(...) Aconteceu exatamente como eu temia e conforme as previsões do meu chefe internético: a van chegou no horário. Eu e meu cavanhaque fashion embarcamos rumo ao Ibirapuera. Quando atravessamos a ponte da Cidade Jardim, pedi ao motorista que desligasse o sertanejo. Ao que ele fez o seguinte comentário: 'só hoje, com o senhor, é o quinto viado que vai pro Ibirapuera e me pede para desligar o sertanejo.'"

Marcelo Mirisola, relatando suas peripécias fashion no último SPFW. Para a íntegra do artigo, clique aqui.

(a pedido do Dr. P., a quem se deve o copiraitado trocadalho Fascio Week)
14:19:22 - Zeno - 1 comentário

16 Junho

SP Fascio Week



O que mais odeio na moda é que às vezes gosto dela.

(Modelo desfila para o estilista Alexandre Herchcovitch na São Paulo Fashion Week)

(crdt foto: Paulo Whitaker/Reuters - matéria: UOL)
18:41:14 - Sorel - 1 comentário

Etilíricas

bar da matemática

ela teorema

eu postulado
12:02:56 - Sorel - 1 comentário

15 Junho

Problemas com um amor destrutivo?

Don't set me free
And leave me all alone
Don't make me be
Just a rolling stone
Lock me up and throw the key away
Make me a prisoner night and day
And whatever you do to me
Don't set me free

Don't set me free
On my knees I pray
Have mercy on me
Don't send me away
Like a train jumpin' off a track
Without ya baby, I'd blow my stack
And whatever you do to me
Don't set me free

Like a stamp on a letter, if you let me stick with you
I could love you better than anyone else can do

So don't set me free
Though I've done you wrong
Baby can't you see
Without you I can't get along
Keep me in a state of agony
Make me miserable as can be
And whatever you do to me
Don't set me free

(homenagem parte II do blog ao ray no no no don’t set me free charles)
11:13:12 - Zeno - Comentar

Eu me envergonho

Eu me envergonho de nunca saber, quando ouço o comentário "Fulano é o melhor autor de sua época" e assemelhados ("o livro tal é a melhor coisa da literatura brasileira contemporânea", etc), se isso é um elogio a fulano ou uma crítica à época.
10:49:15 - Zeno - 4 comentários

Eu me lembro

Eu me lembro de ter visto um documentário sobre o Ray Charles em que se descreviam as relações de trabalho, hum, atípicas que ele mantinha com as Raylettes, como eram conhecidas as dezenas de garotas que passaram pelos backing vocals das várias formações de sua banda de apoio. O comentário backstage dizia: "in order to be a Raylette, you have to let Ray".

(homenagem do blog ao mestre inconteste ray)
10:42:40 - Zeno - 7 comentários

A foreign anthology

"Não topar com Caetano Veloso ou Chico Buarque em nenhuma antologia da poesia ou da prosa brasileira".

Alcir Pécora, em matéria publicada no Mais! no último domingo e que trazia a lista dos "últimos desejos" de 12 personalidades da cultura brasileira. Por concordarmos (um grão de sal, por favor) com o desejo acima, gostaríamos de lembrar aos leitores mais jovens que Pécora, juntamente com Paulo Franchetti, foi o organizador do volume "Caetano Veloso" da coleção "Literatura Comentada", publicada pela Editora Abril em 1981 e que se encontra irremediavelmente empoeirado aqui em casa. Vale citar a curiosa nota editorial da contracapa: "O esforço para discutir a obra e a personalidade de Caetano Veloso de uma forma aberta fez com que os organizadores (Paulo Franchetti e Alcyr [sic] Pécora) produzissem um livro bastante original, polêmico mesmo, que procura ser tão singular e instigante quanto a obra do próprio autor. O julgamento do mérito e do valor dessa tentativa cabe ao leitor".

(da série "Meu passado me persegue")
08:11:43 - hubbell - 8 comentários

Parada Gay

"Eu disse que ele era veado e não estou mentindo, mas disse de forma elegante".

Senador Antônio Carlos Magalhães, referindo-se a seu colega Almeida Lima, do PDT de Sergipe, em bate-boca ocorrido na última quarta-feira em Brasília.

(da série "Pô, só por causa do feriado ninguém deu destaque ao episódio?")
07:41:21 - hubbell - 1 comentário

14 Junho

Jabá hardcore

O segundo melhor diretor Valter em atividade no cinema brasileiro (o primeiro, claro, é o Lima Jr., e o terceiro, muitos furos abaixo na conta corrente, é o Salles), o irmão camarada Valter José, conhecido no circuito USP/Boca do Lixo como o único diretor de filme pornô que mora com os pais, ou ainda o único cineasta a misturar, num mesmo plano-seqüência, Proust, Jimi Hendrix e dupla penetração, manda notícia do lançamento de seu mais recente obus cinematográfico, Anus Calientes, lançado em DVD pela produtora Sexsite. Diferentemente dos outros dois Valters, porém, o nosso ainda não chegou a um estágio da carreira que lhe dê a conhecida autonomia do "final cut", o direito ao corte final com o acabamento desejado pelo diretor, o que significa que o filme sofreu, segundo seu relato, algumas imperícias nas mãos de um editor pouco afeito às sutilezas do mestre. De qualquer modo, como Valter José tem credibilidade suficiente junto ao público amante das artes contorcionistas (é ele quem assina a direção do goethiano "Eróticas Criaturas 4"), só nos resta recomendar o filme para nossa seleta e latejante audiência.
18:46:23 - Zeno - 2 comentários

09 Junho

Quem te viu


O nome da moça é Amanda Acosta. Pode até ser que este 'A' seja defeito de nascença, mas há quem garanta que foi obra da pajelança de um numerólogo de Santo André que já arrumou a carreira de muita gente: Felipe Mattos, Ricaardo Britho e Ronaaldho do Resenda são só alguns exemplos (tudo bem, a carreira deles não vai tão bem assim, mas o cara parece que é bom). Enfim, vimos, ouvimos e adoramos a moça, eu, Zeno, Dr. Pinto e o grande Mirandinha. Como Elis Regina, ela é muito melhor que a Maria Rita, e seu passado no Trem da Alegria (lembra?) quase não incomoda. Um toco de gente mas uma gigante no palco. Guarde este nome: Amanda Acosta. Contamos com você.

www.amandaacosta.com.br
21:18:51 - Sorel - 7 comentários

Você leu no Hipopótamo Zeno antes

Deu na Folha de S. Paulo de ontem, coluna da Mônica Bergamo: "Jantar no Fasano reuniu em torno de uma garrafa de Petrus as apresentadoras Hebe Camargo, Eliana e o humorista Tom Cavalcanti (sic), além de uma dezena de amigos. A noite foi animada. Em outra mesa, a apresentadora Ana Maria Braga colocou dois dedos na boca e soltou um assobio na hora de ir embora, gritando para Hebe: "Amo você!". Momentos depois, o teto do restaurante abriu. É que a turma da mesa de Hebe e Tom queria ver a lua. Foi um gelo: a noite registrava 7,6º C."

Lôco, né?

11:12:42 - Zeno - 7 comentários

Eu me lembro

Eu me lembro que se dizia que o metrô de Moscou era o mais largo (!) do mundo. E me lembro também de uma piadinha anticomunista dos tempos da guerra fria, estilão Reader's Digest: comitiva de congressistas americanos em visita a uma estação de trens recém-inaugurada em Moscou. O representante russo que recepciona a comitiva diz: "Nesta estação partem trens para a Sibéria de 10 em 10 minutos, para a Geórgia de 5 em 5, para Stalingrado a cada 2 minutos; o trem regional que liga Moscou às cidades vizinhas passa a cada minuto e o metrô circula de 30 em 30 segundos." Um congressista interpela: "Mas nós estamos aqui há cinco minutos e não passou nenhum trem", ao que responde o porta-voz: "É, pode ser, mas vocês matam os pretos lá no Alabama, não é?!"

(aproveitando o gancho da indústria russa de transportes: "take me to your daddy's farm!")
11:06:48 - hubbell - 3 comentários

Eu me lembro

Eu me lembro do Tupolev. E da Aeroflot.

(aproveitando o gancho das noivas russas, verdadeiros aviões)
10:56:46 - hubbell - 5 comentários

Serviço de utilidade pública II

Agora que você tem o sapato do post abaixo, só falta a noiva – ou melhor, faltava: um amigo do blog manda a dica do site Russian Brides, onde você pode conferir mais de 400 garotas russas por semana que querem subir ao altar de alguma Igreja Ortodoxa (ou de outra religião, que em geral elas são ecumênicas). Nas generosas palavras do amigo que repassou o link, "elas são lindas, em cada 30 só duas ou três são feias, só tem gata". Como já disse alguém mais geograficamente ilustrado nesses assuntos do que nós, "let me hear your balalaika’s ringing out / come and keep your comrade warm!".
09:23:52 - Zeno - 7 comentários

Serviço de utilidade pública

Recebemos por e-mail uma corrente de Santo Antônio que pode interessar aos nossos leitores: "Os clássicos da extinta sapataria Spinelli estão de volta, feitos agora pelas mãos e máquinas de Marco Leles, filho de Camilo, o antigo sapateiro da loja. Para dar uma força ao Marco e ajudá-lo na compra de novas ferramentas, estamos recolhendo uma encomenda de no mínimo trinta pares com pagamento de 50% 'in anticipo'. Quem se interessar, por favor, entre em contato pelo e-mail euquerosapatos@hotmail.com. Os sapatos são feitos sob medida e é preciso providenciar o encontro do artífice com os clientes. O preço desses pares é de R$100 (R$50 antes e R$50 depois da entrega, em cerca de duas semanas)". Há várias opções de cores e dois tipos de couro (pelica e mestiço), e dentre os modelos disponíveis temos o famoso 862, mais conhecido como "fusca", ou "este sapato não é da Spinelli?", ou ainda "você é arquiteto?".
09:21:56 - Zeno - 4 comentários

07 Junho

Assinale a alternativa mais estapafúrdia

a) um pianista argentino de jazz (conhecido em terras portenhas como "El señor Jazz") que parou musicalmente em 1940 e não toca nada do Piazzolla.

b) Ana Maria Braga disparando selinhos em todos a menos de dois metros de distância e no acompanhante trinta anos mais novo.

c) Hebe Camargo gritando "Bravo! Bravo!" a cada número musical.

d) Tom Cavalcante numa canja, imitando Lula, Fernando Henrique, Roberto Carlos e Maria Bethânia.

e) Hebe Camargo comentando para o Tom Cavalcante, que imitava o Fernando Henrique: "O senhor inaugurou seu centro cultural na semana passada, não é mesmo? Que maravilha!".

f) a cantora do tema de abertura da minissérie "Casa das Sete Mulheres" (quem?) numa outra canja, a capella.

g) Hebe Camargo empunhando o microfone e deixando três ou quatro canções fulminadas no chão do bar.

h) uma lôra oxigenada que continua vestida com um imenso casaco de pele mesmo dentro do bar e que tem um drinque vermelho à sua frente, com um nabo gigante no lugar do pauzinho de mexer.

i) a apresentadora Eliana com comportamento discreto.

j) Hebe Camargo aproximando o microfone na direção do teclado, bem próximo aos dedos do pianista, para que o público ouça melhor o solo do infeliz.

Bem-vindo ao Aleph/Máquina do Mundo que é o Baretto num sábado à noite.
18:26:57 - Zeno - 9 comentários

Para começar a semana com otimismo


VENTILATOR BLUES
(M. Jagger/K. Richards/M. Taylor)

When your spine is cracking and your hands, they shake,
Heart is bursting and you butt's gonna break.
Your woman's cussing, you can hear her scream,
You feel like murder in the first degree.
Ain't nobody slowing down no way,
Ev'rybody's stepping on their accelerator,
Don't matter where you are,
Ev'rybody's gonna need a ventilator. [Leia mais!]
15:47:54 - hubbell - 1 comentário

04 Junho

Eu me lembro

Eu me lembro de dois diálogos dos velhinhos mal-humorados que se empoleiravam no balcão do Muppet Show:

- Gostei muito dessa última parte do show.
- Tá maluco? Foi horrível! Por que você gostou?
- Porque foi a última.

- Esse show me lembra sopa de brócolis.
- Como assim?
- Eu detesto sopa de brócolis.

(aproveitando um mote e-mailístico do memorioso Dr. P., do Ócio e Ofício)
20:02:24 - Zeno - 10 comentários

03 Junho

La guerre est finie (1966)

Ativista em crise ideológica e de idade repensa seu passado, suas atuais ações e o que vai fazer da vida no futuro. Não, não é o Rui Falcão. É o Yves Montand no papel de um militante antifranquista no filme dirigido por Alain Resnais em 1966. Não é, propriamente, um filme esquisito como os demais desta semana, pois costuma ser programado com alguma (pouca?) freqüência nas boas casas do ramo, mas vai pra lista porque serviu para descobrir que eu não me lembrava de um único fotograma mais de vinte anos depois de ter visto o filme pela primeira vez, o que faz um sujeito pensar se já não está na hora de rever aquelas opiniões toscamente elaboradas à época sobre a cinefilia em geral e sobre manias e preferências em particular. Se o filme não está à altura de outras coisas que o próprio Resnais fez, ainda assim vale uma espiada pela lindeza das imagens p/b (e a cópia em DVD, lançada nos EUA pela Image, está impecável), pela excelente idéia dos flashbacks e flashforwards espalhados pelo filme, e pela seqüência do encontro inicial entre Montand e a "Aparaissant pour la première fois Geneviève Bujold", em que Resnais retarda até o limite o corte entre as cenas, explorando a capacidade da dupla de expressar uma baciada de sentimentos postos nos rostos deles – e como seria diferente? – pelo próprio olhar do espectador.

(da série Semana do Cinema Francês Esquisito no Hipopótamo Zeno)
18:19:43 - Zeno - Comentar

Tolerância zero é lá em casa

Meu filho de dois anos ganhou do tio-avô um carrinho de polícia que é um primor de incorreção política. Ao ligar o bichão, uma voz de dentro do carro grita num inglês com sotaque mandarim: "Don’t move!". Passam-se alguns segundos, a voz dá outro aviso: "Drop your gun!". Mais um tempinho, bem pouco, abrem-se as duas portas laterais e a porta traseira, de onde saem três bonequinhos com metralhadoras gritando: "Fire! Fire! Fire!". Seguem-se dezenas de disparos bem barulhentos, as três portas se fecham, tem-se alguns segundos de descanso e tudo começa novamente. Se eu tivesse ganho um brinquedo desses quando garoto, não sei se estaria aqui martelando pixels num bloguezinho.
18:18:55 - Zeno - 3 comentários

02 Junho

A padaria manda avisar: o sonho acabou

Lendo O Jogo da Amarelinha (Rayuela), do Cortázar (parte III):

"[Talita e Traveler] tinham dormido com as cabeças encostadas e aí, nessa imediatidade física, na coincidência quase total das atitudes, das posições, da respiração, do mesmo quarto, do mesmo travesseiro, da mesma escuridão, do mesmo tique-taque, dos mesmos estímulos da rua e da cidade, das mesmas radiações magnéticas, da mesma marca de café, da mesma conjunção estelar, da mesma noite para os dois, aí estreitamente abraçados, tinham sonhado sonhos diferentes, tinham vivido aventuras diferentes, um havia sorrido enquanto a outra fugia aterrorizada, um voltara a prestar um exame de álgebra, enquanto a outra chegara a uma cidade de pedras brancas. (...) Como era possível que a companhia diurna desembocasse inevitavelmente naquele divórcio, naquela solidão inadmissível do sonhador? [Leia mais!]
15:47:45 - Zeno - 3 comentários

É uma conspiração, é uma conspiração!

Deu no Frankfurter Allgemeine que a Deutsche Welle/TV está prestes a cancelar suas transmissões em língua espanhola. O articulista do jornal esculhamba a programação desanimada da emissora e afirma que se a BBC produzisse programas em alemão, não haveria razão para se sintonizar a DW no exterior... Depois que noticiamos aqui o cancelamento da emissora na grade da Net, e depois que recebemos um e-mail "agradecemos sua visita" como resposta da Deutsche Welle a respeito do cancelamento brasileiro, só resta depositar uma flor murcha (serve uma porção de sauerkraut) em cima da TV e repetir baixinho: "Not with a bang but a whimper."
14:25:28 - Zeno - 2 comentários

Mauvaise Graine (1934)

Já comentamos o lançamento do filme em DVD aqui no blog. Vista e deglutida a raridade, dá pra dizer que este primeiro filme de Billy Wilder, feito ainda na França (depois da fuga às pressas de Berlim e antes de ele embarcar para a América), tem várias coisas batutas: uma filmagem nervosa e meio "bruta" (isto é, sem polimento hollywoodiano), seqüências inventivas e brincalhonas herdadas da melhor tradição do cinema mudo e um registro curioso do que era Paris naquele tempo, já que o filme traz diversas cenas filmadas diretamente nas ruas e praças. De quebra, tem ainda a belezura da Danielle Darrieux ainda menor de idade (ela está viva e forte, com mais de cem filmes nas suaves costas), e a música, com temperos jazzísticos, é de Franz Waxman, que também fugiria para Hollywood depois e trabalharia novamente com Wilder em mais quatro filmes. Dá pra encomendar pela nunca assaz louvada CDPoint por R$ 99,57 (fora nossa comissão).

(da série Semana do Cinema Francês Esquisito no Hipopótamo Zeno)

(para outros textos do blog sobre Billy Wilder, veja aqui, aqui, aqui e aqui)
13:40:45 - Zeno - 21 comentários

Mais um furo do Hipopótamo Zeno

Para os sofredores dos transtornos paulistanos da prefeita Marta, criticados até por seu rebento Supla em programa educativo recentemente exibido pela EmeTeVê ("Pô, cara, olhaí o engarrafamento – essa prefeita é foda!"), nosso bloguezinho traz em primeira mão uma foto do atual estado do buraco da Avenida Rebouças. Tá com jeito de acabar antes da eleição, com o que corremos sério risco de perder duas garrafas de uísque apostadas (de que ela não se reelegeria, bien sûr). Espiem só:

buraco

(crdt álvaro p., interessado em não perder a aposta)

(crdt da foto: carolina gimenez)
12:50:19 - Zeno - 3 comentários

Teoria dos '11'

O 11 passou a ser um número inquietante. Podem pensar que é uma casualidade forçada ou simplesmente uma tontice, mas o que está claro é que há coisas interessantes.

Senão vejam...
1) New York City tem 11 letras.
2) Afeganistão tem 11 letras.
3) "The Pentagon" tem 11 letras.
4) Ramsin Yuseb (terrorista que atentou contra as Torres Gêmeas) tem 11 letras.
5) George W. Bush tem 11 letras.

Até aqui, meras coincidências ou casualidades forçadas (será???). Agora começa o interessante...

1) Nova Iorque é o estado Nº11 dos EUA.
2) O primeiro dos vôos que bateu contra as Torres Gêmeas era o Nº11.
3) O voo Nº11 levava a bordo 92 passageiros, que somando as cifras dá: 9+2=11.
4) O vôo Nº77, que também bateu contra as Torres, levava a bordo 65 passageiros, que somando dá: 6+5=11.
5) A tragédia teve lugar a 11 de Setembro, ou seja, 11 do 9, que somado dá: 1+1+9=11.
6) A data coincide com o número de emergência norte americano o 911, que somado dá: 9+1+1=11.

E agora o inquietante...

1) As vítimas totais que faleceram nos aviões são 254: 2+5+4=11.
2) O dia 11 de Setembro é o dia número 254 do ano: 2+5+4=11.
3) A partir do 11 de setembro sobram 111 dias até ao fim de um ano.
4) O famoso Nostradamus (11 letras) profetiza a destruição de Nova Iorque na Centúria número 11 dos seus versos...

Mas o mais chocante de tudo é que se pensarmos nas Torres Gêmeas, damo-nos conta que tinham a forma de um gigantesco número 11.

E como se não bastasse, o atentado de Madrid aconteceu no dia 11.03.2004, que somado dá: 1+1+3+2+4=11!!

Arrepiante, não acham??

Conclusão: não votem no Maluf!

(Recebido por e-mail, é claro...)
11:43:03 - Sorel - 17 comentários

01 Junho

Eu me lembro

Eu me lembro da primeira vez que vi uma faixa do lado de fora de uma loja com os dizeres "Fazemos plotagem". Fiquei todo animado, antecipando putaria da grossa.
13:20:59 - Zeno - 1 comentário

Les Jeux Interdits (1952)

Dirigido por René Clément, o filme representa um dos pontos altos daquilo que a geração posterior do Cahiers du Cinéma chamava ironicamente de Cinema de Qualidade, ou Cinema do Papai, devidamente esculhambado pelo Truffaut num artigo célebre (“Uma certa tendência do cinema francês”). O Fla-Flu, resumido bruscamente, punha de um lado Clément, Clouzot e Duvivier como representantes de um cinema quadrado e palavroso (com boa parte da culpa residindo na dupla de escritores que roteirizou 9 em cada 10 filmes franceses importantes a partir da década de trinta - Jean Aurenche e Pierre Bost, que fazem também a adaptação deste “Les Jeux Interdits”), e do outro Renoir, Becker, Bresson e Tati, como autores de uma mise-en-scène especificamente fílmica e contrária a um realismo psicologizante convencional. Apesar disso, o filme tem qualidades óbvias, a começar pela dupla de atores mirins que conduz a trama (especialmente a menina, com cinco anos à época), e o impacto das cenas iniciais, que reproduzem um ataque aéreo alemão durante a Segunda Guerra, permanece fortíssimo. A edição francesa do filme em DVD, pelo selo Studio Canal, traz vários extras bacanas, como uma longa entrevista atual com a ex-garotinha, Brigitte Fossey, que depois emplacaria carreira adulta no cinema (trabalhando inclusive com o próprio Truffaut, em “O homem que amava as mulheres”), e que faz um comentário interessante sobre o caráter manipulador/“Lady MacBeth” que sua personagem traz na relação dela com o garoto. Há também um pequeno trecho de uma entrevista antiga do diretor Clément para a TV francesa, em que ele dá uma escorregada cabotina ao comentar, com modéstia mal disfarçada, que não, não tinha noção à época de estar rodando uma obra-prima mundial. Quando do lançamento, o filme foi duramente criticado por trazer personagens infantis sofrendo a morbidez da guerra, mas depois ganhou vários prêmios internacionais (com Veneza à frente) e foi sucesso inclusive na França.

(da série Semana do Cinema Francês Esquisito no Hipopótamo Zeno)

(agradecimentos a laurent c., pelo empréstimo)
13:09:38 - Zeno - Comentar

Etilíricas

bar das putas

eu o que uma garota como você?

ela vai comer ou vai embrulhar?
12:13:07 - Zeno - Comentar

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