Folhinha da Seicho-No-Ie: uma imprensa em avançado estagio de idiotia


Alá, seus paus d'água, o que vocês estão perdendo


"Manda a foto pro Zeno, querida, que eu tô de olho no Lama"


tigres, amanhã: fogão, e quietos

senão tomem tomoe gozen

amorzin, eu ia te explicar tudin...


decoração e condomínio. oops... arquitetura e urbanismo

´´ ...o condomínio oferece como diferenciais fitness (até aí tamo acostumano, mas daí vem o brilho todo da coisa:), pet place...´´

quem acredita nisso crê no que mais?

e tem mais do modelo de vida (´modo de vida´ já é muito séc. 19 pra cá), no que deveria ser um serviço público essencial.

nos país que os dono dessa bagaça acha lindo, as casa nem tem caixa dágua, não precisa, o cara que não atende isso, direto, vai em cana.


edicões

se eu fosse arquiteto jamais publicaria projeto num lugar que legenda uma foto c/ - ...a estrutura da, fachada, recebeu, concreto aparente... (virgulas nossas, revisão).

a coitada da estrutura tava lá toda felizinha e 'tacaram nela um monte de concreto, é isso?
e a elevação - frontal, lateral, norte etc., tadinha, voltou ao tempo das beux arts, qual princeza da disney, provavelmente levada por escravos, e estes, por dívidas.

assim como, fora eu um editor, jamais aceitaria texto de arquitego que mandasse - ...uma arquitetura de caráter tecnológico, c/ vigas e pilares em aço e painéis de alucobond...

aprimorando o caráter do próprio autor, trocaria, a tiros, a marca do podruto pelo material de fato, e mandaria o artiushta passar um tempo no parque do xingú, aprendendo c/ os locais que tecnologia existe em tudo que humanos constroem, há milenios.
e, por vezes, usando condições muito piores, muito melhor...


Um j-pop meninão

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Primeirão - e único - disco da banda japa Apryl Fool, onde o Haruomi pilotava o baixo com apenas 22 aninhos. Gravado em 1969, faz parte daquela linhagem que desperta os baixos instintos do DJ que vos fala: por que gravou só um? [Leia mais!]


coisa de gente grande

Hosono is the grandson of Masabumi Hosono the only Japanese passenger and survivor of the sinking of RMS Titanic. Hosono first came to attention in Japan as the bass player of the psychedelic rock band Apryl Fool, alongside drummer Takashi Matsumoto, who released the album The Apryl Fool in 1969.

Hosono é o neto de Masabumi Hosono, o único passageiro japonês sobrevivente do naufrágio do RMS Titanic. Hosono chamou a atenção pela primeira vez do Japão como o baixista da banda de rock psicodélico Apryl Fool, ao lado do baterista Takashi Matsumoto, com o álbum The Apryl Fool em 1969.

daíndiante deu nisso, um j-pop madurão, parceiro de várias horas aqe:



A Alma do UFC

Malcom X é o fotógrafo. O resto, vocês se virem.

Antes que o Pinto se assanhe, não se trata da gloriosa Universidade Federal do Ceará, que agasalhou o nosso colega, além do atual ministro da Educação, se não me engano.

O Cooke de que vos falo é praticamente virgem aqui no HZ. E vai aparecer bombando. Acabei de achar uma gravação raríssima do Cassius Clay (a.k.a. Muhammad Ali, segundo o Caê et alli) produzida pelo cabra, de quem era amigo.
Bom, boxeador troca porrada, certo? O Cassius até que conseguia cantar. Vejam aí se estou exagerando, mesmo que o disco se restrinja a duas músicas: "Stand By Me" e um antecessor do rap "I'm The Greatest".

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wayne shorter hiphopificado numa big band

não fui eu quem inventou uma dessa.
falando em cabelos extranhos em lugares mais ainda.



Virna Extended


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Esse post é quase uma sabotagem do DJ que vos fala ao Jorjão, que cometeu o mais sucinto necrológio desde que Gutenberg se meteu a besta.

Então, foi-se a Virna. Procurei aqui nos meus cuidados, necas de pitibiriba. Exceto por uma coisinha, vejam só.
No final de 1964 (cinquenta anos atrás, pra quem tem dificuldades com a matemática), a Campi Editore patrocinou, como em anos anteriores, um disco de Natal com propósitos beneficientes. Só que, naquele ano, com a ajuda do Fellini, a coisa se transformou quase num quem é quem do cinema italiano. Se não, vejamos: Giuseppe Ungaretti, Catherine Spaak, Ingrid Bergman, Nino Manfredi & Mario L.F. Russo, Sophia Loren, Vittorio De Sica, Lea Massari, Alberto Sordi, Silvana Mangano, Riz Ortolani & Katyna Ranieri, Alida Valli, Antonella Lualdi, Dino De Laurentis, Mario Chiari, Anna Maria Ferrero, Jean Sorel, Rossana Podestà, Alida Chelli, Liliana Terry, Virna Lisi, Enrico Maria Salerno, Eleonora Rossi Drago, Renato Rascel & Delia Scala, Gina Lollobrigida, Carla Fracci, Anna Moffo, Monica Vitti & Michelangelo Antonioni, Giulietta Masina & Federico Fellini, pra citar alguns. O resto, só o nosso crítico de cinema e editor-em chefe conhece.
Aí, lá na faixa 21, tá a Dona Lisa fazendo sua parte.

Maneiras que o post fica sendo uma despedida do DJ até 2015, mais a colher de chá da trilha sonora do Natal da família.
Cara, se tu tem uma avó carcamana, ela vai ficar orgulhosíssima do neto safo que ela ajudou a criar.
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virna lisi

.


in the summertime, mungo jerry

a letra é simpatia pura, e as costeletas o mais 'seiláoquê' do pop:



mais pauvre francis, ainda

mesa de buteco boa é aquela do canto.
a que dá p/ ver o bar todo e mais a rua.


conhecidencias: pauvre francis

tava aqui descatando um sacão lotado de recorte do paulo francis -tinha desdo pasquim até o estadão tardio, quase 1 metro cúbico de francis lentamente des-sendo a si-mesmo (v. dic. alemão).
era p/ jogar no lixo, já que tava tudo sendo comido por ratinho, desses miudinho, que ratão aqui não dura, vira logo rango dos bicho local.

feito o descarte, volto pro compu e dou c/ mais uma espetacular de-monstração de, logo quem, o mais desenvolto e autointitulado mherdeiro do franz paul - principal feito do qual realiza o próprio ganha-pão:
o quinojo la'vem'merdi, pastando felizquisó no maisgrama-conéqchon, em plena noviorque.

well...
o francis não pretendia nada disso.
é certo, bom gosto ele tinha.
nem esperava e provável nunca imaginou tal sequencia.
muito pelo contrario, e gostei um monte dos livros dele.
mas que fez que fez por merecer, isso acompanhei semana a semana.

e vai tudo lá no sacão.


Enquanto não morre um

"Vira essa boca pra lá, DJ"

Mais uma da série "Por que não gravou mais um?".
Claire Austin é daquelas cantoras que cantam muito bem jazz e blues. Se quiserem uma amostra no primeiro turno, é só ouvir "My Melancholy Baby", aqui com uma rara aparição dos verses.

No segundo, vão de "Nobody Knows You When You're Down And Out", o blues clássico Jimmy Cox, de 1923, gravado por uma ruma de gente, inclusive Eric Clapton e Derek and The Dominos, mas se eu fosse vocês iria atrás da interpretação da Alberta Hunter.

Deu tempo de Dona Claire gravar dois 10", em 1954 e 1956. Os dois couberam bonitinho num CD. [Leia mais!]


Eu ouvi os clamores do meu povo


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São dois pra , dois pra .

Quase 1 GB. Se virem, pecadores


A morte discreta de Miltinho

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No meu entender, deveria ter tido velório na Assembléia, carro do Corpo de Bombeiros levando o caixão, multidões na rua, tudo para se despedir do Miltinho de um jeito que ele merecia. Necas de pitibiriba. Há décadas Miltinho não mais se apresentava. Primeiro porque cantores como ele deixaram de ter público. E nos últimos quatro anos, por causa do Alzheimer.

O cara era um gigante. Ouçam aí o seu disco "Miltinho com O Sexteto Sideral - Um Novo Astro", de 1960, e me digam. De propósito, peguei uma transcrição de um LP, não muito trabalhada, para prestigiar o povo que tem frissons orgasmáticos com chiados e cliques de discos velhos. Até porque o bacana mesmo é você correr atrás das duas caixas que a Discobertas lançou ano passado com doze discos do cabra, lançados entre 1960 e 1965. Não se perde um. É de se ouvir dezenas de vezes cada um deles.
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s'eu tivesse aí eu ia:

olhando outras coisas nada a ver, dei c/essa jóia:

toninho carrasqueira e laercio de freitas no sesc b. retiro, dia 12/09.
o 1º na flauta e o seguinte no piano.4

duvido que quem for não saia da coisa um pouco melhor, como ser humano, pelo menos.


[Post sem título, porque nosso George não gosta deles e nem de acentos]

1- zeno me aparece contando do charlie parker, semanas atrás, depois duma blitzkrieg na horta e numas carne lá, e mais uns 18 vinho durante, e uns outros tanto uísque antes e cigarro depois.
pra num falá nos café.

2- antontem.
voltando de poa., no aeroporto deles lá, que a livraria ainda tem livro de literatura (coisa que a de congonhas esqueceu, no sistemático fabrico poulista de autoglobobalização).
e dou cum livrim do cortazar (não se acentua certos tipos), de contos e, cum justo deles, sobre um certo johnny carter, não outro que o byrd parker lá, pela mão do tal demonio em letra.

4- entro no avião já lendo o demonio, e cumeça a se juntar coisa cum loisa, desdo zeno falando do tal e do cortazão penetrando na paris dos 50s de cabeça e tudo (o que, na hora do zeno lá antes, me fez se agarrá na tacinha de vinho, que tinha virado um balão soprado qnem besta pelo bafo do papo dos 2, avuando sobre pasto, encosta, cachoeira, lago e o escambau das highlands, foi um troço pra voltar dessa merdatoda...).
pois bem.

5- chego em sampa, no pouso local, vou atrás da cunversa na rede, e acho uns torrentão do parker.
mas acho tb. uma ex-quina perdida, um weather report homenageando o cara c/o birdland deles.
(troço esse que, entroutros do mesmo calibre, tornou meu fusca, nos antanhos 80s qdo td mundo tava deprê de tanta merda que esse país vivia, num tipo de tapete voador que nos levou pelo país adentro e afora, o que foi um viajão que só - ver um país querendo e não alcançando... e a-gente ali, sabendo como e não podendo, ou não sabendo ainda, era bem estranho isso, mas foi um tezão que só quem passou sabe, o que, por sinal, me deixa atônito que queiram vo(l)tar pra essa merda, incrível isso...).
enfim.

6- e, em pleno trazer de volta o som do relatorio do tempo - justamente nesse instante, exatamente no mesmo - no som do parceiro que ouvia um delicioso ahmad jahmal, ao lado, finda uma música e entra - oquê?:
weather report, birdland.
em outro computador e pograma.
não se acentua cortazares, compreendes?
e ainda deve de ter um p. engraçadinho nessa rede toda, em algum lugar, só pode ser.

7- e essa é a 3a. vez que to tentando escrever isso, e a cada vez algum dedo bate em alguma tecla, e me deleto dessa m. de blogue, o caray.
e já quebrei mais 2 taças.
portas fechando e abrindo...


diálogos riograndeinsanos

ela
- um pernilongo...

no elevador
do hotel.

ele
,,, pernilongo do rio grande usa poncho.


Está mais não



Mais uma das que foram enquanto eu estava ocupado ali fazendo umas coisas.
Elaine Stritch se mandou quando estava com 89 doses de vida. Bebia mais do que a redação do HZ considerada em conjunto.
No vídeo em tela, a velha senhora canta "I'm still here", acompanhada pela banda New York Philarmonica, na festa dos oitenta do Stephen Sondheim, comemorada no Avery Fisher Hall em 2010. As adolescentes vestidas de vermelho, entre 40 e 60 aninhos, prestando a maior atenção, são Patti LuPone, Marin Mazzie, Donna Murphy, Laura Benanti, Bernadette Peters e Audra McDonald. É mais ou menos igual a botar na platéia Elis Regina, Gal Costa, Nana Caymmi, Rosa Passos e Ângela Maria pra homenagear Aracy de Almeida. Dona Stritch estava com 85.

Tem um perfil dela aqui, o show a que me referi está inteiro aqui (conselho de amigo, baixem tudo, são quase duas horas de puro encantamento).

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Águas barrentas, volume morto e a eleição em Sampa


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E só pra juntar vaso com flor: o cabra que entra cantando aos 5 minutos do video em tela dois posts abaixo é um dos meus favoritos eternos. Andava meio por baixo no final dos anos 70, o que só prova que os tais dos anos 70 não foram esses balaios todos, não.
Aí o recém-falecido Johnny Winter (desça mais quatro posts) largou de seus cuidados e foi produzir discos pro professor. Pelo que lembro, foram três, todos magníficos.
O mais bacana deles é um ao vivo. Tá no anexo para escrutínio popular.

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Laura is the face in the misty light

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A notícia não é boa, Jorjão: tu vai que entrar na fila. Tanto faz se a Laura se mandou há 17 anos -- a fila de apaixonados não andou um passo. Tanto faz, também, se tu tá na fila dos XX (começo da vida dela) ou dos XY (final): ninguém arreda um pé.
Pro pessoal que está chegando, a Barsa dos pobres dá uma boa geral.
Pessoal que arrastou asa pra ela está super bem representado pelo cabra do Birds With Broken Wings. No .doc que está no pacotão (250MB) ele explica a origem da avassaladora paixão. E mais dois discos com as escolhas dele tiradas desses discos: More Than A New Discovery (1966)/Eli & The Thirteenth Confession (1968)/New York Tendaberry (1969)/Christmas & The Beads of Sweat (1970)/Gonna' Take A Miracle (1971)/Smile (1976)/Season Of Lights (1977)/Nested (1978)/Mother's Spiritual (1984)/Walk The Dog And Light The Light (1993)/Angel In The Dark (Recorded 1994/1995) (Released posthumously 2001)/Live: The Loom's Desire (Recorded 1993/1994) (Released posthumously 2002).
Uma bela introdução, que só vai aumentar as filas. [Leia mais!]


ai deu uns retorno

qdo eu vi a 1ª vez a palavra 'cantar bonito', foi ouvindo a laura nyro.
na verdade isso veio duma vez, '...vai cantar bonito assim na pqpqpqpqpq...'



água barrenta

faláuquê
depois dumas dessa:

uns hamburguer cum aspargo,
umas cerva cuns vinho
e uns véiozinho,

numas conversa daquelas

detarde sincumprindando
causo a causo
e dourando umas cadencia
meio que perdida por aí:




lordoses do saber

- resolvi voltar pra academia.
- que bom, mas de qual linha?
- a universitária.
- ...
- mas valeu a pena: depois de 2 semestres, 3 colóquios, 4 artigos e 5 matérias,
acabei c/uma hérnia de disco gnosiológica.


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