Folhinha da Seicho-No-Ie: em sampa agora, uísque, só purinho...


Região atingida é origem de ícones da cultura e da cozinha

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A região no coração da Itália atingida pelo forte terremoto que deixou mais de uma centena e meia de mortos na madrugada de terça (23) para quarta-feira (24) reúne também uma série de ícones da cultura do país.
Nórcia, epicentro do tremor, é a cidade de origem de Brancaleone, o quixotesco anti-herói de “O Incrível Exército Brancaleone”, clássico de 1966 do diretor Mario Monicelli que traz Vittorio Gassman no papel principal.
Ao sul de Nórcia, Amatrice, cidade reduzida a escombros na região de Rieti, é conhecida pela gastronomia e por emprestar seu nome a um dos pratos mais apreciados da culinária italiana, o molho all’amatriciana.
O prato, patrimônio local desde o século 19, leva guanciale da região, azeite extravirgem, vinho branco seco, tomate, pimenta malagueta e queijo pecorino (há receita oficial no site da cidade).
Outro item culinário popular também é oriundo da região de Nórcia, a Perúgia: em San Sisto, 100 km a noroeste do epicentro, está a fábrica da Perugina, marca que criou o bombom Baci.

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Aos 94, não dá nem pra reclamar


"Esse assunto não é teu, DJ"

Prosseguindo no experimento explicado no post anterior, desta vez o escolhido foi um considerado do HZ, o jornalista Carlos Calado, que publicou a matéria abaixo na Fôia de hoje.

Thielemans revelava alegria contagiante, quase infantil

Carlos Calado

O jazz perdeu o talento de Toots Thielemans, ícone mundial da gaita. O músico e compositor belga morreu na manhã de segunda-feira (22), dormindo em um hospital de Bruxelas, segundo sua produção. Tinha 94 anos e estava internado havia um mês, após sofrer uma queda.

Nascido em 29 de abril de 1922, em Bruxelas, Jean-Baptiste Frederic Isidore Thielemans foi introdutor da gaita de boca (ou harmônica) na cena do jazz e reinou absoluto por cerca de seis décadas.

As limitações técnicas desse instrumento não o impediram, ainda nos anos 1950, de dividir shows e gravações com expoentes do gênero. Para isso adotou a harmônica cromática (evolução da gaita diatônica, que é mais utilizada pelos músicos de blues).

"Quando comecei a tocá-la, na década de 1940, os músicos de Bruxelas diziam que eu devia jogá-la fora. A gaita era tratada como um brinquedo, não um instrumento de verdade", disse Thielemans à Folha, em 2007.

Antes de se popularizar como gaitista, já era reconhecido como um promissor guitarrista. Em 1950, excursionou pela Europa com o sexteto do clarinetista Benny Goodman. No ano seguinte emigrou para os Estados Unidos, onde integrou por seis anos o quinteto do pianista George Shearing.

Já atuando como solista, em 1961, lançou "Bluesette" –delicada valsa de sua autoria, em cuja gravação associou seu assobio ao som da guitarra. Gravada posteriormente por dezenas de músicos de diversos países, essa composição se tornou um clássico do jazz e jamais saiu do repertório dos shows do gaitista.

Entre tantas parcerias com jazzistas de alto quilate, como Quincy Jones, Ella Fitzgerald, Oscar Peterson, Shirley Horn ou Jaco Pastorius, o disco que Thielemans gravou com o pianista Bill Evans, "Affinity" (1979), é um trabalho um tanto esnobado na época que merece ser reavaliado.

A expressividade de sua gaita também o levou a ser convidado para gravar trilhas sonoras para filmes, como o hoje cultuado "Perdidos na Noite" (1969), além de "Os Implacáveis" (1972) e "Jean de Florette" (1986). Também participou de trilhas sonoras de programas de televisão, caso do infantil "Vila Sésamo".

Ao gravar um disco com Elis Regina ("Aquarela do Brasil", mais tarde rebatizado de "Elis & Toots"), em 1969, Thielemans expressou sua paixão pela música brasileira, interpretando canções de nomes como Ary Barroso, Tom Jobim, Edu Lobo e Egberto Gismonti.

Já em 1992, resgatou o namoro com a MPB em "The Brasil Project", álbum com canções de Ivan Lins, Djavan, Chico Buarque, João Bosco, Milton Nascimento, Gilberto Gil e Caetano Veloso, entre outros, com participações dos próprios compositores. A repercussão internacional desse disco o levou a lançar "The Brasil Project 2", no ano seguinte.

Desde 1980, quando se apresentou no Segundo Festival Internacional de Jazz de São Paulo, Thielemans retornou várias vezes ao país –a última foi em 2009, no Festival Jazz & Blues de Guaramiranga (CE). Quem teve a sorte de vê-lo tocar ao vivo sabe que, além do lirismo de sua gaita, no palco ele revelava uma alegria contagiante, quase infantil. O sorriso de Toots também vai fazer falta.

Um festival de jazz com seu nome está agendado para setembro em La Hulpe (a 25 km de Bruxelas), onde ele vivia.

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HZumbi - O cemitério das cantoras mortas-vivas

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Não é nem a primeira vez que uma cantora-fantasma aparece no HZ. A Anita Ellis, mencionada no texto abaixo, soltou o trinado aqui faz mais de cinco anos. Mas agora morreu mais uma - Marni Nixon, o que está transformando a expressão cantora-fantasma numa descrição literal dos acontecimentos.

Esse post também inaugura a nova iniciativa tecnológica IoT do HZ - "CtrlC/CtrlV 4.0". Nela, os colaboradores - involuntários - têm seus posts enriquecidos e expostos, em sua crua natureza, pelos canalhas aqui da redação. O escolhido (à sua revelia) para a inauguração foi o jornalista Ruy Castro, que publicou o panegírico na edição de 6 de agosto, na Fôia.

O estigma da cantora-fantasma

Ruy Castro

RIO DE JANEIRO - Morreu em Nova York, aos 86 anos, uma cantora chamada Marni Nixon. Você provavelmente não a conhece. Mas já se cansou de escutá-la — e admirá-la. Basta se lembrar de quando assistiu, no cinema, na TV ou em vídeo, a musicais como "O Rei e Eu" (1956), com Deborah Kerr, "Amor, Sublime Amor" (1961), com Natalie Wood, e "My Fair Lady" (1964), com Audrey Hepburn, e se surpreendeu com essas estrelas como cantoras. Pois tinha razão em se surpreender — quem cantava por elas no filme, sem crédito, era Marni Nixon, uma profissional da ópera.
Parecia o crime perfeito. Os estúdios omitiam seu nome na tela, obrigavam-na por contrato a não revelar sua participação e insinuavam que, se ela contasse, nunca mais trabalharia em Hollywood. Marni obedecia. Mas não podia evitar que alguns se perguntassem, por exemplo, de onde Audrey, com seu sopro de voz em "Cinderela em Paris" (1957), tirara aquele vozeirão para interpretar "I Could Have Danced All Night" em "My Fair Lady". Ou por que a voz de Natalie em "Amor, Sublime Amor" não era a mesma que cantava em "Gypsy" ("Em Busca de um Sonho", 1962) e soava diferente de novo em "À Procura do Destino" (1965).
A morte dos estúdios nos anos 70 decretou o fim desses segredos. Desde então, sabe-se que Anita Ellis cantava por Rita Hayworth em "Gilda" (1946) e Annette Warren por Ava Gardner em "Show Boat" ("O Barco das Ilusões", 1951). Ou que Debbie Reynolds, ao supostamente cantar por Jean Hagen em "Cantando na Chuva" (1952), estava sendo, na verdade, dublada por Betty Noyes.
A própria Marni depois contaria sua história numa autobiografia e em muitas entrevistas, e prosseguiria sua carreira lírica, respeitada por maestros e compositores sérios.
Mas, coitada, nunca se livrou do estigma a que os estúdios a condenaram: o de ser uma cantora-fantasma. 
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as gota dágua nos teto de zinco quente:


dum lado das torneira
donde deu pra cair
- por um mixto
de sorte e azar,
esses siameses -
ela faz e cria
fartura
onde nem se imaginava.

do outro
- donde se manda
inclusive na água -
elevada aos céus
se despenca
pensando que baila
num banho
de excessos
róliudianus

precisa
e científicamente
sobre quem não a tem.


sópracontrariá


pela beleza
de termos
(ou estarmos)
passa(n)do por essa terra
é que não desistimos.

só por termos visto
elas dançando
por si mesmas
em paz e felizes
é que descansamos.


por isso
as defendemos
de nós mesmos
qdo nos fodemos
uns aos aos outros.


tentando não estragar
essa
quem sabe se única
passagem
por essa terra

onde as podemos encontrar
sendo-se
assims

que talvez
aprendamos algo
a respeito
dissso tudo.


E se os Beatles cantassem o É o Tchan




Criação do Montagens GabrielCX


só morrem os meus heróis... de mais ninguém...?



Iluminuros



desenho urbano

qdo o george gershwin pode fazer a rapsody in blue, não era mt fácil um cara desses fazer uma coisa dessas, num lugar daqueles numa época daquelas.
por isso qdo ele toca as 1ª vez, c/ a moçada que ele juntou pra fazer, sai desse jeito, à 1ª vista meio brincalhão, meio muleque.
afinal era uma p. duma sorte e, portanto, um puta dum barato e, logo, valia se divertir à pampa e ao máximo.
depois, dia-a-dia, e o de sempre numa noviorque dura que só naqueles 10s,20s e 30s de canalhas mandando a larga naquilo tudo, montados numa grana colossal, ganha nas costa dum monte de sonho vindo de td quer lugar do mundo, vinda justamente vendid pra tentar aliviar uma pobreza danada que as oropa já não fazia a menor idéia do que fazer pra resolver.
menor idéias essa que deu na m. da 1ª guerra mundial, e venda e ganhos esse que deu no crack de 29.
uma puta sorte conseguir fazer um puta som desse numa hora dessa: ali se encontrou, no meio dos erros dessa grana maluca, um mundo de negões, judeus, latinos, orientais, migrantes de td qto é lugar e cheios de espertezas e brechas onde se enfiar.
pra nossa sorte.

n.r: pormenor nos anuncio antes, agora... [Leia mais!]


vin? diesel?

kombi?


Cielito lindo


"E meu sonho de consumo é sair no HZ"

Eu desconfio que a nano nem desconfia do que rola na deep intranet do HZ. Um negócio de deixar o Snowden transido de medo.

Outro dia, um dos editores botou na rede uma foto da Alondra de la Parra, reclamando pesadamente que a editoria (in)competente havia comido bola, já que a moça jamais havia aparecido na seção adequada. Numa primeira mirada, achei que ele estivesse falando de Iluminuras (o único comentário publicável foi "podia estar no poster central da Playboy mexicana"). Erro crasso. A garota, mexicana, é uma das new faces da música clássica mundial.

O disco escolhido para apresentar a Alondra aos leitores rinitentes ("Diz-se da reação alérgica provocada pela pela poeira acumulada em blogs que só são atualizados uma vez por mês") é o "Travieso Carmesí", com a Orquesta Filarmónica de Las Américas e as vozes de Denise Gutierrez (Lo Blondo), Ely Guerra e Natalia Lafourcade. O repertório é o popular mexicano, incluindo três do Agustín Lara, o Tom Jobim lá deles.

Mas a Alondra se destaca mesmo é no escaninho dos clássicos. No seu site, há disponíveis diversos vídeos de sua atuação. Se tu só tiver paciência de ouvir um, vai aqui.

Se a paciência for menor ainda, pula direto pros 20 min. De lá até os 43 min tem uma participação do Richard Galliano com o Yamandu Costa que é de arrasar.

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tem 6ª

que chega feliz
de semana em fim

c´uma carinha safada
de tarde cabulada
numa cambury nos 70s

vazia q´nem um zen

de cabeleira solta no sol
se acabando garota
numa garoa de beijinhos

chega mansinha
q´nem fim de onda
em areia larga
de praia sem tombo

entrando
aos poucos pelos pés
lambendo em cada dedo
sem-vergonha
sua preguiça

e falando o fodase mais doce
que há
procê e o cosmo inteiro à sua volta

chega junto c/ a gente
cunversando contente
enquanto guarda as ferramenta

q´nem uns americans
em casa enfim
sossegados
ou quase

c´os filho ainda querendo
depois de tudo que foi preciso
pelas causa e calças

chega tocando
cum jeito que beira o brega
de tão doçamaro
q´nem quase uma viola
do pat metheny

ou aquela 1ª bola
naquelas tardes
compridas e à toa
em juquehy

vem falando mansa
com´um dos desperdícios
dum dos vinícius em itapuã

vem ela e leva ocê assim
como se eles
e aquelas tardes
ainda e sempre sejam
um nosso amanhã.


"magaivering"

agente falava aqui descrevendo a editoria da bagaça riscando certas análhises defronte o 4º dry martini:
alá, lávem ele dando um magaiver na coisa.

e agora, arrá, é oficial:
até na terra do shakespeare.

afinal, numa das melhores do urban dictionary, outra fonte das mais fidedignas,
magaiver é um cara "...que consegue ligar um caminhão usando um cacto".


call the midwife

anjos andam de bici

eu não sei o que dizer.
lá pelas tantas, só consegui lembrar da camille paglia falando que as mulheres são ctonicas... no personas sexuais, por sinal tomado emprestado por uma amiga e jamais visto novamente...

quer dizer, tudo que eu já passei de sentimento no entorno de mulher, de incompreensões abismais a carinhos infinitos, de paúras invencíveis a raivas assassinas, da admiração mais profunda a dores q´nem pra dar dó davam, serviu, quando muito, p/ eu conseguir ver essa série e gostar até dizer chega.
e chorar em t,o,d,o,s, o,s, c,a,p,í,t,u,l,o,s, tentando surfar um tsunami de emoções inexplicáveis...

e durante e depois, gostar (porque entender, nem pensar), ainda mais das mulheres.


Os pandeiros do Boldrin


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Eu falei ontem, até o limite da chatice, sobre esse disco aqui: Rolando Boldrin - Esquentai Vossos Pandeiros (1998).
No ano em que foi lançado, todo amigo meu que fez festa de aniversário ganhou um de presente. No total, devo ter dado mais de uma dúzia. De modo que se o Rolando me dedurar pra puliça por ter subido o disco, eu convoco ele como testemunha de defesa.

O disco é uma homenagem aos conjuntos vocais das décadas de 40 e 50: Quatro Ases e Um Coringa, Bando da Lua, Anjos do Inferno, Vocalistas Tropicais. Boldrin teve a gentileza de entregar os arranjos instrumentais ao Téo de Barros e os arranjos vocais ao Tasso Bangel, dois caras que sabem o que fazem. Nenhum cantor famoso, só pessoal de estúdio, mas vão ouvindo aí a beleza do que fizeram.

O disco estava no Estoque HZ esperando a liberação da votação do Eduardo Cunha.

Vão lá se lambuzar. [Leia mais!]


yesquire



saipralásafado



Di Melo, de Pernambuco, dichava coração bahiano


"O que é que a baiana tem?"

Acho que isso nunca foi mencionado aqui no HZ, mas o fato é que nós funcionamos como o falecido Diários Associados, Zeno no papel de Chatô.
No condomínio que agrega (comentário econômico que não usa "agrega" não é digno de consideração) os negócios da HZ GmbH, a vice-capitania do Nordeste é liderada por Don Franciel Cruz di Alarcón y Santiago, um fidalgo erpanhol, que costura pra fora com o nosso consentimento, sem prejuízo dos vencimentos aqui auferidos (20% de comissão, lava jato é a mamãezinha).

Para se recuperar de um evento particularmente doloroso, Don Franciel está em visita a São Paulo. O motivo alegado é uma paixão incontrolável pelo Di Melo, um músico pernambucano que fez um relativo sucesso em meados da década de 70 e que mora na edícula do coração de nosso delegado na Bahia desde então. É complicado, sabemos, mas paixão bahiana não se discute, aceita-se, com elegante genuflexão, se possível.

Di Melo vai se apresentar na Virada Paulista às 4 da matina do domingo, horário normal pra quem fez pós doc em coroinha na igreja do Senhor do Bonfim. Se você estiver seco pra encontrar o nosso comedor de lambretas, ligue pro editor-chefe. Ele sabe onde vai rolar.

E pra você, que não tem nada a ver com essa bruzundanga e quer saber quem é e o que faz o Di Melo, vai à luta.


Torna a Surriento

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Helen Merrill, vocês não hão de se lembrar, cantou aqui no HZ tem pra mais de cinco anos. O conversê era sobre Estate, resgatada do baú das cançonetas italianas pelo João Gilberto, enfim, se houver curiosidade vão ler.

Só agora achei um disquinho italiano, com toda a pinta de CD oficial pirata (duvidam? Os três primeiros LPs do João, objetos de intenso perrengue judicial no Brasil, são vendidos tranquilamente na Itália; em formato LP, o CD vem de brinde), com tudo que Ms Merril gravou lá entre 1960 e 1962.

A maior parte das gravações foram arranjadas e dirigidas pelo Piero Umiliani. As últimas quatro, incluindo Estate, são de responsabilidade do Ennio Moricone. [Leia mais!]


le corbusier e o fasc-inio

agora que virou chiquésimo ´´ser de direita´´ até os arquitego ganharo um seu herói agora:
corbu foi fascista, também, oba!

o que tem causado um certo frisson lá .

naturally, lá os cara não esquece que qdo um monte de moleque cheio de ´amor pra dá´ começa a flertar c/ as idéia de um monte de véio travanca, o resultado só pode dá numa merda gigantesca.
e pra todo mundo.

´´po, mas chamá o cara de fascista acaba q/ qqer papo...´´ dirão, liberaltomaticamente, alguns.
não acaba não, au contraire, é aí que começa - umas coisa mas não outras - a ficar interessante.

tem sempre o mas, e sempre aparece um ´bão que só: o que é mais interessante em cara complexo como o corbu, é que eles têm diversas facetas, todas excelentemente controversas, verdadeiro acepipe p/ qqer um c/ um pingo de autonomia crítica: [Leia mais!]


viva o dia das bicicreta

1943, abril:
um sério e dedicado cientista suíço fecha o laboratorio e vai p/ casa de bicicleta, como fazia todos os dias.
há uma semana andava intrigado: dias antes, depois de lidar c/ um novo composto, qdo foi p/ casa sentiu umas sensações diferentes no caminho.
e nessa 2ª feira, em especial, resolveu provar uma pequena dose do podruto da pesquisa, um remédio que parecia promissor p/ - na sua germanica e candida definição - promover a condição espiritual humana.
e pediu p/ um assistente acompanhá-lo, o que foi sua sorte, pois não fazia a menor idéia do que o lyserg-saure-diathylamid era capaz - e em alemão ainda.

melhor descrição, só c/um transleitor contando c/ suas própias palavras pra coisa toda:

´´O que aconteceu em 19 de abril tornou-se conhecido para a contracultura psicodélica como [o] dia da bicicleta: Hofmann é selvagem, ciclo de duas e meia milha casa (Hofmann's wild, two and a half mile cycle ride home)- andar sem carro sendo disponível porque era tempo de guerra - sob a influência de alucinante da droga poderosa. Ele detalhou a experiência em sua autobiografia de 1980, LSD: minha criança problema. ' Tive que resistir a palavra inteligível (I had to struggle to speak intelligibly).´´

prum cientista suíço, todo certinho, e em alemão ainda, é mole?
e a coisa ainda avança: [Leia mais!]


Cem anos esta noite

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Tivesse optado por uma dieta de toddynho e cereais sem glúten, é possível que a Billie estivesse até hoje entre nós, apagando as velinhas do seu bolo de aniversário de 100 anos.
Um cardápio variado de injetáveis e ingeríveis abreviou sua vida para meros 44 anos, suficientes apenas para torná-la a maior cantora de jazz IMHO (adoro gíria velha de internet - LOL).

Separei as primeiras gravações da moça, feitas entre 1933 e 1944, na Columbia. São 10CDs, pra mais de 600MB, mesmo em 128kbps. Virem-se.

*Se o título estiver obscuro:


Eu morro e não vejo tudo

"Paranáuê, paranáuê"

"Que sociedade é essa? Não é a da liberdade absoluta, cuja tendência é suicida. Há muita verdade no verso de Jorge Mautner, que diz que 'a liberdade é a consciência de seu limite'".

Delfim no Valor Econômico de hoje, se valendo do maluco beleza para explicar qual foi a sociedade civilizada que o Brasil escolheu construir a partir da Constituição de 1988.


atalhos...

- vcs demoraram, queque houve?
- ela resolveu cortar caminho
- como...?
- em fatias.


Alá, seus paus d'água, o que vocês estão perdendo


"Manda a foto pro Zeno, querida, que eu tô de olho no Lama"


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