Folhinha da Seicho-No-Ie: pobre exroqueiro: semeou vento e colheu shakespeare


mais pauvre francis, ainda

mesa de buteco boa é aquela do canto.
a que dá p/ ver o bar todo e mais a rua.


conhecidencias: pauvre francis

tava aqui descatando um sacão lotado de recorte do paulo francis -tinha desdo pasquim até o estadão tardio, quase 1 metro cúbico de francis lentamente des-sendo a si-mesmo (v. dic. alemão).
era p/ jogar no lixo, já que tava tudo sendo comido por ratinho, desses miudinho, que ratão aqui não dura, vira logo rango dos bicho local.

feito o descarte, volto pro compu e dou c/ mais uma espetacular de-monstração de, logo quem, o mais desenvolto e autointitulado mherdeiro do franz paul - principal feito do qual realiza o próprio ganha-pão:
o quinojo la'vem'merdi, pastando felizquisó no maisgrama-conéqchon, em plena noviorque.

well...
o francis não pretendia nada disso.
é certo, bom gosto ele tinha.
nem esperava e provável nunca imaginou tal sequencia.
muito pelo contrario, e gostei um monte dos livros dele.
mas que fez que fez por merecer, isso acompanhei semana a semana.

e vai tudo lá no sacão.


Enquanto não morre um

"Vira essa boca pra lá, DJ"

Mais uma da série "Por que não gravou mais um?".
Claire Austin é daquelas cantoras que cantam muito bem jazz e blues. Se quiserem uma amostra no primeiro turno, é só ouvir "My Melancholy Baby", aqui com uma rara aparição dos verses.

No segundo, vão de "Nobody Knows You When You're Down And Out", o blues clássico Jimmy Cox, de 1923, gravado por uma ruma de gente, inclusive Eric Clapton e Derek and The Dominos, mas se eu fosse vocês iria atrás da interpretação da Alberta Hunter.

Deu tempo de Dona Claire gravar dois 10", em 1954 e 1956. Os dois couberam bonitinho num CD. [Leia mais!]


Eu ouvi os clamores do meu povo


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São dois pra , dois pra .

Quase 1 GB. Se virem, pecadores


A morte discreta de Miltinho

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No meu entender, deveria ter tido velório na Assembléia, carro do Corpo de Bombeiros levando o caixão, multidões na rua, tudo para se despedir do Miltinho de um jeito que ele merecia. Necas de pitibiriba. Há décadas Miltinho não mais se apresentava. Primeiro porque cantores como ele deixaram de ter público. E nos últimos quatro anos, por causa do Alzheimer.

O cara era um gigante. Ouçam aí o seu disco "Miltinho com O Sexteto Sideral - Um Novo Astro", de 1960, e me digam. De propósito, peguei uma transcrição de um LP, não muito trabalhada, para prestigiar o povo que tem frissons orgasmáticos com chiados e cliques de discos velhos. Até porque o bacana mesmo é você correr atrás das duas caixas que a Discobertas lançou ano passado com doze discos do cabra, lançados entre 1960 e 1965. Não se perde um. É de se ouvir dezenas de vezes cada um deles.
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s'eu tivesse aí eu ia:

olhando outras coisas nada a ver, dei c/essa jóia:

toninho carrasqueira e laercio de freitas no sesc b. retiro, dia 12/09.
o 1º na flauta e o seguinte no piano.4

duvido que quem for não saia da coisa um pouco melhor, como ser humano, pelo menos.


[Post sem título, porque nosso George não gosta deles e nem de acentos]

1- zeno me aparece contando do charlie parker, semanas atrás, depois duma blitzkrieg na horta e numas carne lá, e mais uns 18 vinho durante, e uns outros tanto uísque antes e cigarro depois.
pra num falá nos café.

2- antontem.
voltando de poa., no aeroporto deles lá, que a livraria ainda tem livro de literatura (coisa que a de congonhas esqueceu, no sistemático fabrico poulista de autoglobobalização).
e dou cum livrim do cortazar (não se acentua certos tipos), de contos e, cum justo deles, sobre um certo johnny carter, não outro que o byrd parker lá, pela mão do tal demonio em letra.

4- entro no avião já lendo o demonio, e cumeça a se juntar coisa cum loisa, desdo zeno falando do tal e do cortazão penetrando na paris dos 50s de cabeça e tudo (o que, na hora do zeno lá antes, me fez se agarrá na tacinha de vinho, que tinha virado um balão soprado qnem besta pelo bafo do papo dos 2, avuando sobre pasto, encosta, cachoeira, lago e o escambau das highlands, foi um troço pra voltar dessa merdatoda...).
pois bem.

5- chego em sampa, no pouso local, vou atrás da cunversa na rede, e acho uns torrentão do parker.
mas acho tb. uma ex-quina perdida, um weather report homenageando o cara c/o birdland deles.
(troço esse que, entroutros do mesmo calibre, tornou meu fusca, nos antanhos 80s qdo td mundo tava deprê de tanta merda que esse país vivia, num tipo de tapete voador que nos levou pelo país adentro e afora, o que foi um viajão que só - ver um país querendo e não alcançando... e a-gente ali, sabendo como e não podendo, ou não sabendo ainda, era bem estranho isso, mas foi um tezão que só quem passou sabe, o que, por sinal, me deixa atônito que queiram vo(l)tar pra essa merda, incrível isso...).
enfim.

6- e, em pleno trazer de volta o som do relatorio do tempo - justamente nesse instante, exatamente no mesmo - no som do parceiro que ouvia um delicioso ahmad jahmal, ao lado, finda uma música e entra - oquê?:
weather report, birdland.
em outro computador e pograma.
não se acentua cortazares, compreendes?
e ainda deve de ter um p. engraçadinho nessa rede toda, em algum lugar, só pode ser.

7- e essa é a 3a. vez que to tentando escrever isso, e a cada vez algum dedo bate em alguma tecla, e me deleto dessa m. de blogue, o caray.
e já quebrei mais 2 taças.
portas fechando e abrindo...


diálogos riograndeinsanos

ela
- um pernilongo...

no elevador
do hotel.

ele
,,, pernilongo do rio grande usa poncho.


Está mais não



Mais uma das que foram enquanto eu estava ocupado ali fazendo umas coisas.
Elaine Stritch se mandou quando estava com 89 doses de vida. Bebia mais do que a redação do HZ considerada em conjunto.
No vídeo em tela, a velha senhora canta "I'm still here", acompanhada pela banda New York Philarmonica, na festa dos oitenta do Stephen Sondheim, comemorada no Avery Fisher Hall em 2010. As adolescentes vestidas de vermelho, entre 40 e 60 aninhos, prestando a maior atenção, são Patti LuPone, Marin Mazzie, Donna Murphy, Laura Benanti, Bernadette Peters e Audra McDonald. É mais ou menos igual a botar na platéia Elis Regina, Gal Costa, Nana Caymmi, Rosa Passos e Ângela Maria pra homenagear Aracy de Almeida. Dona Stritch estava com 85.

Tem um perfil dela aqui, o show a que me referi está inteiro aqui (conselho de amigo, baixem tudo, são quase duas horas de puro encantamento).

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Águas barrentas, volume morto e a eleição em Sampa


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E só pra juntar vaso com flor: o cabra que entra cantando aos 5 minutos do video em tela dois posts abaixo é um dos meus favoritos eternos. Andava meio por baixo no final dos anos 70, o que só prova que os tais dos anos 70 não foram esses balaios todos, não.
Aí o recém-falecido Johnny Winter (desça mais quatro posts) largou de seus cuidados e foi produzir discos pro professor. Pelo que lembro, foram três, todos magníficos.
O mais bacana deles é um ao vivo. Tá no anexo para escrutínio popular.

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Laura is the face in the misty light

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A notícia não é boa, Jorjão: tu vai que entrar na fila. Tanto faz se a Laura se mandou há 17 anos -- a fila de apaixonados não andou um passo. Tanto faz, também, se tu tá na fila dos XX (começo da vida dela) ou dos XY (final): ninguém arreda um pé.
Pro pessoal que está chegando, a Barsa dos pobres dá uma boa geral.
Pessoal que arrastou asa pra ela está super bem representado pelo cabra do Birds With Broken Wings. No .doc que está no pacotão (250MB) ele explica a origem da avassaladora paixão. E mais dois discos com as escolhas dele tiradas desses discos: More Than A New Discovery (1966)/Eli & The Thirteenth Confession (1968)/New York Tendaberry (1969)/Christmas & The Beads of Sweat (1970)/Gonna' Take A Miracle (1971)/Smile (1976)/Season Of Lights (1977)/Nested (1978)/Mother's Spiritual (1984)/Walk The Dog And Light The Light (1993)/Angel In The Dark (Recorded 1994/1995) (Released posthumously 2001)/Live: The Loom's Desire (Recorded 1993/1994) (Released posthumously 2002).
Uma bela introdução, que só vai aumentar as filas. [Leia mais!]


ai deu uns retorno

qdo eu vi a 1ª vez a palavra 'cantar bonito', foi ouvindo a laura nyro.
na verdade isso veio duma vez, '...vai cantar bonito assim na pqpqpqpqpq...'



água barrenta

faláuquê
depois dumas dessa:

uns hamburguer cum aspargo,
umas cerva cuns vinho
e uns véiozinho,

numas conversa daquelas

detarde sincumprindando
causo a causo
e dourando umas cadencia
meio que perdida por aí:




lordoses do saber

- resolvi voltar pra academia.
- que bom, mas de qual linha?
- a universitária.
- ...
- mas valeu a pena: depois de 2 semestres, 3 colóquios, 4 artigos e 5 matérias,
acabei c/uma hérnia de disco gnosiológica.


todo o apoio à AMS – Brasil

como sói acontecer em nossas missão neste boteco, jamais deixaremos de apoiar causas como essa:

e estaremos presente sempre que chamados


louise woolley

um amigo me apresentou,
ouvi,
vi,
e osovidodespenharam
a seguir:



e o manda que sexprique depois.


Notícias do Haden


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Pois é, Jorjão, a coisa aí tá preta. Desde que nosso editor-em-chefe me mandou para a fronteira sírio-libanesa -- para reportar o esporte predileto da humanidade, matarmo-nos uns aos outros -- a minha impressão é que as baixas aqui são menores do que as daí.
Ainda agorinha, me preparando para traçar umas mal-traçadas sobre o Charlie, me chega a notícia de mais um bye bye so long -- Johnny Winter, o único cara que peitava o Keith Richards num exame de sangue no Fleury. Pouquinho tempo atrás, o "Little" Jimmy Scott. Quer dizer, tá difícil até organizar a lista das missas de Sétimo Dia.

Separei um caquinho da noite para escutar umas coisas do Charlie. Com 22 anos o cabra já apavorava no quinteto do Ornette Coleman, ajudando a inventar o tal de free jazz. De lá pra cá, tocou com jesuscristo e todo mundo -- Paul Bley, Gerry Muligan, Denny Zeitlin, Archie Shepp, Keith Jarrett, até Jan Garbarek, Pat Metheny, Carla Bley, Egberto Gismonti, Antonio Forcione, Elvis Costello, Béla Fleck e o guitarrista português Carlos Paredes, só pra não encher muito o saco de vocês.

O Charlie fundou, também, a Liberation Music Orchestra, onde botou pra fora todo seu amor pela humanidade, gravando músicas em homenagem ao presidente Mao, e a La Passionaria, e a Revolução Sandinista. Relevem. Até aqui a música é boa. Mas tem coisa melhor.

Separei uma ode de amor ao cinema, Los Angeles e Raymond Chandler -- "Haunted Heart" (1992) -- e "Sophisticated Ladies" (2011). No primeiro, a Los Angeles da década de 40 pula nos teus gorgumios, com a ajuda póstuma -- e à revelia -- de Jeri Southern, Jo Stafford e Billie Holyday. O segundo, aparentado do primeiro, é um tributo às ladies que têm a bondade de nos explicar o sentido do segundo esporte predileto da humanidade -- o acasalamento nas suas mais variadas formas. Para isso, conta com a ajuda de Melody Gardot, Norah Jones, Cassandra Wilson, Renée Fleming, Diana Krall e sua senhora Ruth Cameron, que já nos deu a honra de cantar aqui no botequim (link novo). [Leia mais!]


um apoio a los hermanos



charlie haden, manda...?!

caramba, aí começa a ficar difícil...


luto ou luta,

eis a questão.

ontem não deu, mas hoje segue um catado do melhor que tenho visto sobre o baile alemão que tomamos.
mas antes um enquadramento, porque é nessas horas que se aprende a apreender c/ os erros.

perder daquele jeito é uma p. porrada, porque não foi um time apenas que se desmanchou, foi uma história inteira junto, e justamente uma que sempre nos alegrou, qdo íamos nos formando modernos (58,62), e ainda consolou qdo estávamos f... (70) ou qdo estivemos bem 'trapaiados (94, 02).

mas estou c/ o trajano, pq organizar um troço destamanho, c/ os governos (municipal, estadual e federal) e empresários como são aqui, normalmente, é um p. dum avanço.

e sigo c/ um papo lá no nassif, c/ todo mundo analisando como o time dos 'alemão' se organizou e nós não.

e, p/ quem quiser entender em pormenor o que, exatamente, aconteceu em campo, 2 muito boas:
- um ingles, nada mais isento, o que é ótimo nessas horas.
- um brazuca que entende do riscado e onde se completam ambas as análises.


nós vamos conversar

sobre hoje, amanhã.
nãop perdam.


porquê essa copa é (muito) mais foda que todas as outras

começando por aqui:
observa isso com a maior calma que vc puder.
muito bem.
daí siga o liame da pp. página, sobre santiago.
oquei, ainda dá p/ segurar.
eis que, mas porém todavia, também tem disso aquê.

entonces, esta é a melhor copa das copas por quê: [Leia mais!]


a vida como ela vencendo

1- brasil 1x1 chile, tempo normal (gols 1º t.), 0x0 prorrogação, 3x2 penaltis-brasil,
2- colombia 2x0 uruguai, tempo normal (1 gol em cd tempo),
3- frança 2x0 nigéria, tempo normal (gols final 2º tempo),
4- alemanha 2x1 argélia, gols na prorrogação,
5- holanda 2x1 méxico, tempo normal (mex. 1ºt, hol. 2ºt.),
6- costa rica 1x1 grécia, 0x0 prorrogação, 5x3 penaltis-costa rica,
7- argentina 1x0 suiça, 1x0 prorrogação,
8- bélgica 2x1 estados unidos, 0x0 tempo normal, 2x1 prorrogação.

todas as partidas, umas verdadeiras pedreiras.
cada time quase no mesmo nível do adversário.
a começar de times antes sem tradição de futebol e talento organizados.
esta deve ser uma das copas c/ mais prorrogações de todas.

todos os estádios funcionando e lotados, quase todas as cidades e bares também,
e todos os cronistas do mundo ocupados, e felizes, c/ isso.

eu queria que a vida fosse melhor,
tenho até idéias p/ isso,
até ouvi caras falando montes,

mas nenhum projeto,

nem assim tão grande,
nem tão realizado quanto estes 9 acima.


prestencao

essa copa mudou muitas coisas de lugar aquê.
e botou outras tantas de volta,
nos próprios e em nós mesmos.

p.ex. (2º consultores locais):

neymar como um garrincha, (contemporâneo - n.r.).

isso não é só lindo, isso se renosdefine, e na paulada do funquiostentação, entroutros.

sabemos, é difícil, mas é um interessantíssimo recomeço.
imagina austríaco reconstruindo viena pós-2ªguerra.
ou russo nas cidades deles...
ou amerigano pós-secessão...

não consegue?
então tá, tranquilo, segue nessa sua, na boa.
a editoria compre.end you


ok, erramos¹, pero todavia fifa también és batman

como sói acontece em filmes de v-v ampiros, até a vítima reconheceu que o mordido não foi assim tão...

mas o mundo, coitado, já como anunciado pelo sueco e pelo (mais estranho ainda) polones pedófilo, tem virado cada veiz mais do ramo, i.é., 'isso é coisa de profissa, sai fora muleque...'.

a editoria, claro, entende td perfeitamente.

#imagina nas olimpiada

¹ 2 postes abaixo, ou quetal, e pra vareiar no churnalism brasileiro, sempre muuuuuuuuuuit(ooleite4love)o depois da hora


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