Folhinha da Seicho-No-Ie: Francesco Schettino, um Injustiçado.
O Altemar dos outros é pesto alla genovese
Pra vocês não deve ser muito diferente, mas a DJ Mandacaru Productions - uma ME formada pelo locutor que vos fala e pela bela ragazza que está aqui a meu lado - tem trilha sonora. Aquelas músicas, ou discos, que de tão entranhadas não mais precisam de palavras para tomar de conta do momento. Um olhar, um gesto - é o que basta para reviver uma história de décadas.
Um exemplo perfeito é o inframencionado. Descoberto meio que por acaso, detonou uma corrida aos discos da Katyna Ranieri. Besteira, nenhum dos quatro achados sequer chegou perto do que ela gravou só com músicas do Nino Rota para filmes do Fellini. É sentimental, é derramado, e é maravilhoso. Parece filme do Federico.
se foi hoje um dos mais interessantes assuntos do buteco:
o nataniel pizza.
41 anos e um avc, uma puta merda isso, inda mais nessa idade em que se vai chegando ao topo do morro donde só se vai descer depois.
e onde a-gente, otimistas, esperava eventual encontro.
seria muito interessante vê-lo amadurescendo então.
um oponente assim é uma perca.
o boteco abaixa o chapéu.
quando a gente aqui falar que um cara é burro, é porque é mesmo.
quase ninguém na terra sabe mais disso do que nós.
os poucos que souberam mais, des-existiram.
entende?
fôra apenas pela lavra de meu próprio punho, ainda assim digovozeria:
o boteco se recusa a fechar o ano de mau humor.
mesmo sob os escombros hepáticos da editoria.
ou os bombradeios poético-cítricos dos ex-gritos da mesma
sobre a derrota etc e tal do seiláuq^. de seiládeonde.
façâ-mo-lo.
semper e cada vez mais.
inda mais que com a idade melhora pela mais simples das economias de meio,
a honesta preguiça.
O cancioneiro americano e a questão da saúde pública
A primeira vez que olhei pra disco do Boz Scaggs não pude deixar de lembrar do Rod Stewart: roqueiro velho, talvez com dificuldades pra pagar o plano de saúde, recorre ao cancioneiro clássico americano pra faturar algum. Durou pouco a desconfiança. Foi ouvir "Skylark" pra perceber que o cabra sabia o que estava fazendo. Numa recente reunião de pauta do HZ, os olhos do Smiley marejados de lágrimas e whisky me confirmaram a impressão. Acontece que o disco ("Speak Low") é de 2008 e um certo pundonor me impede, sabem? Vejam aí o "But Beautiful", de 2003, e me contem se vocês também choraram.
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E pra comprovar que eu não sou um faxineiro de canções deprê, como me acusaram há pouco, uma cantora norueguesa solar. Solveig Slettahjell lançou seu primeiro disco em 2001, uma coletânea de clássicos do cancioneiro americano em levada de jazz. Tem mais coisa bacana da moça - é só procurar no grande caranguejo - em especial o seu último "Antologies", deste ano mesmo, mas o pundonor etc., etc., etc.
Nos tubos, vocês podem ver a moça cantando "December Song", desde já minha sugestão de música natalina. Melhor do que "Jingle Bells".
olás, moçada da nano
p/ vcs. verem como os nossos tão queridos '60's, seja pela borracha seja por todos aqueles molotovs, ainda nos comove, e a todos e cada vez mais:
o pau começa a quebrar até em tokio, quem diria, c/ todos aqueles modernos gadgets e exemplar consumo 'de ponta':
http://truthfrequencynews.com/?p=21034
taí:
o pobrema, mundial, e que tão vendo finalmente, inté ali no jp, é que depois de uns 2 milhão de ano da humanidade se fabricando por conta própria, o fato é que sistema nenhum de pensamento, mesmo 'legendado' por 10/15 mil ano de 'construção da civilização', dá conta do equilíbrio necessário prá todo mundo viver em paz.
ainda estamos no começo e ainda precisa de todo mundo: não dá p/ jogar fora ninguém.
e, inda menos ainda, não dá p/ ninguém pular fora, como bem apresentava tia arendt, tão esquecidinha nos últimos 30/35 anos, tadinha.
Depois do terror uruguaio, este blogue traz a nova coqueluche da sétima arte: o filme de ação (?) norueguês. No caso, este. É uma cruza de Bruxa de Blair com Twister: em vez de fumar maconha ou invadir Feitoria, digo Reitoria, grupo de três universitários –o câmera aparentemente tem Parkinson– faz um documentário sobre uma matança de ursos e topa com um tipo estranho, à Indiana Jones, que mora num trailer. Descobrem: 1) que ele é um caçador de trolls; 2) que trolls existem; 3) que, como tudo o mais por ali, é um serviço provido pelo Estado da Noruega, para o bem-estar dos seus cidadãos. É o tipo do filme trash que o Zeno, nosso Rubens Ewald Filho, acha o máximo, mas eu mesmo assisti com ressalvas. Num cine torrent perto de casa, claro.
Ninguém aqui vai se pronunciar sobre as qualidades artísticas dos grandes lábios de Lana Del Rey e todo o zum-zum-zum da sua fabricação como cantora? Esse blogue já foi mais atento.
Leio tuitadas, facebucadas e blogadas sobre o dia de hoje, 11 do 11 de 11. Parece ser importante. Pena eu ter esquecido o que aconteceu de significativo no dia 10/10/10. E no dia 09/09/09. E no dia 08 etc.
Jorjão me escreveu, preocupado com o baixo astral dos discos que tenho postado. Ainda mais com o noticiário político-univeristário-policial, sugeriu "algo mais levinho, sabe?"
O.k., vamo de Betty Bennett, que largou Hamburg (Iowa, môs fios, não o porto predileto do Zeno) aos 20 anos e se mandou para Nova York especificamente para ser cantora de big band, num remoto 1941. Não dá pra dizer que não deu certo: cantou com as orquestras de Claude Thornhill, Alvino Rey, Charlie Barnet, Woody Herman, Benny Goodman e Stan Kenton.
Meados da década de 50, casou com o Andre Previn, que, além dos deveres maritais, fez os arranjos do infrapostado "Nobody Else But Me", com a ajuda do Shorty Rogers. Vejam aí se melhora o astral.
cabei de ouvir sobre os moleques da querida fefeleche:
e eles têm razões.
os véio, pra variar, estão errados.
e cuma mão pesada e estúpida, pra variar.
Quem entende mesmo do assunto aqui na redação é o Pinto, espécie de cônsul honorário da Dinamarca na Vila Madalena. Eu só sei que, no começo da década de 60, monte de músicos de jazz mudou prá lá, entre eles Dexter Gordon, Ben Webster, Warne Marsh, Lee Konitz e Stan Getz. E foi nesse clima que cresceu aRadka Toneff. Seu disco Fairytales, de 1982, só voz e piano (Steve Dobrogosz), é uma das coisas mais bonitas que já ouvi vinda daquelas bandas. Não se sabe por que, no mesmo ano a Radka resolveu encerrar a brincadeira com suas próprias mãos. Ao todo, deixou três discos mais dois póstumos. Ouçam aí o último e, se a coisa agradar, ponho os outros.
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