Folhinha da Seicho-No-Ie: em sampa agora, uísque, só purinho...


as gota dágua nos teto de zinco quente:


dum lado das torneira
donde deu pra cair
- por um mixto
de sorte e azar,
esses siameses -
ela faz e cria
fartura
onde nem se imaginava.

do outro
- donde se manda
inclusive na água -
elevada aos céus
se despenca
pensando que baila
num banho
de excessos
róliudianus

precisa
e científicamente
sobre quem não a tem.


sópracontrariá


pela beleza
de termos
(ou estarmos)
passa(n)do por essa terra
é que não desistimos.

só por termos visto
elas dançando
por si mesmas
em paz e felizes
é que descansamos.


por isso
as defendemos
de nós mesmos
qdo nos fodemos
uns aos aos outros.


tentando não estragar
essa
quem sabe se única
passagem
por essa terra

onde as podemos encontrar
sendo-se
assims

que talvez
aprendamos algo
a respeito
dissso tudo.


E se os Beatles cantassem o É o Tchan




Criação do Montagens GabrielCX


só morrem os meus heróis... de mais ninguém...?



Iluminuros



desenho urbano

qdo o george gershwin pode fazer a rapsody in blue, não era mt fácil um cara desses fazer uma coisa dessas, num lugar daqueles numa época daquelas.
por isso qdo ele toca as 1ª vez, c/ a moçada que ele juntou pra fazer, sai desse jeito, à 1ª vista meio brincalhão, meio muleque.
afinal era uma p. duma sorte e, portanto, um puta dum barato e, logo, valia se divertir à pampa e ao máximo.
depois, dia-a-dia, e o de sempre numa noviorque dura que só naqueles 10s,20s e 30s de canalhas mandando a larga naquilo tudo, montados numa grana colossal, ganha nas costa dum monte de sonho vindo de td quer lugar do mundo, vinda justamente vendid pra tentar aliviar uma pobreza danada que as oropa já não fazia a menor idéia do que fazer pra resolver.
menor idéias essa que deu na m. da 1ª guerra mundial, e venda e ganhos esse que deu no crack de 29.
uma puta sorte conseguir fazer um puta som desse numa hora dessa: ali se encontrou, no meio dos erros dessa grana maluca, um mundo de negões, judeus, latinos, orientais, migrantes de td qto é lugar e cheios de espertezas e brechas onde se enfiar.
pra nossa sorte.

n.r: pormenor nos anuncio antes, agora... [Leia mais!]


vin? diesel?

kombi?


Cielito lindo


"E meu sonho de consumo é sair no HZ"

Eu desconfio que a nano nem desconfia do que rola na deep intranet do HZ. Um negócio de deixar o Snowden transido de medo.

Outro dia, um dos editores botou na rede uma foto da Alondra de la Parra, reclamando pesadamente que a editoria (in)competente havia comido bola, já que a moça jamais havia aparecido na seção adequada. Numa primeira mirada, achei que ele estivesse falando de Iluminuras (o único comentário publicável foi "podia estar no poster central da Playboy mexicana"). Erro crasso. A garota, mexicana, é uma das new faces da música clássica mundial.

O disco escolhido para apresentar a Alondra aos leitores rinitentes ("Diz-se da reação alérgica provocada pela pela poeira acumulada em blogs que só são atualizados uma vez por mês") é o "Travieso Carmesí", com a Orquesta Filarmónica de Las Américas e as vozes de Denise Gutierrez (Lo Blondo), Ely Guerra e Natalia Lafourcade. O repertório é o popular mexicano, incluindo três do Agustín Lara, o Tom Jobim lá deles.

Mas a Alondra se destaca mesmo é no escaninho dos clássicos. No seu site, há disponíveis diversos vídeos de sua atuação. Se tu só tiver paciência de ouvir um, vai aqui.

Se a paciência for menor ainda, pula direto pros 20 min. De lá até os 43 min tem uma participação do Richard Galliano com o Yamandu Costa que é de arrasar.

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tem 6ª

que chega feliz
de semana em fim

c´uma carinha safada
de tarde cabulada
numa cambury nos 70s

vazia q´nem um zen

de cabeleira solta no sol
se acabando garota
numa garoa de beijinhos

chega mansinha
q´nem fim de onda
em areia larga
de praia sem tombo

entrando
aos poucos pelos pés
lambendo em cada dedo
sem-vergonha
sua preguiça

e falando o fodase mais doce
que há
procê e o cosmo inteiro à sua volta

chega junto c/ a gente
cunversando contente
enquanto guarda as ferramenta

q´nem uns americans
em casa enfim
sossegados
ou quase

c´os filho ainda querendo
depois de tudo que foi preciso
pelas causa e calças

chega tocando
cum jeito que beira o brega
de tão doçamaro
q´nem quase uma viola
do pat metheny

ou aquela 1ª bola
naquelas tardes
compridas e à toa
em juquehy

vem falando mansa
com´um dos desperdícios
dum dos vinícius em itapuã

vem ela e leva ocê assim
como se eles
e aquelas tardes
ainda e sempre sejam
um nosso amanhã.


"magaivering"

agente falava aqui descrevendo a editoria da bagaça riscando certas análhises defronte o 4º dry martini:
alá, lávem ele dando um magaiver na coisa.

e agora, arrá, é oficial:
até na terra do shakespeare.

afinal, numa das melhores do urban dictionary, outra fonte das mais fidedignas,
magaiver é um cara "...que consegue ligar um caminhão usando um cacto".


call the midwife

anjos andam de bici

eu não sei o que dizer.
lá pelas tantas, só consegui lembrar da camille paglia falando que as mulheres são ctonicas... no personas sexuais, por sinal tomado emprestado por uma amiga e jamais visto novamente...

quer dizer, tudo que eu já passei de sentimento no entorno de mulher, de incompreensões abismais a carinhos infinitos, de paúras invencíveis a raivas assassinas, da admiração mais profunda a dores q´nem pra dar dó davam, serviu, quando muito, p/ eu conseguir ver essa série e gostar até dizer chega.
e chorar em t,o,d,o,s, o,s, c,a,p,í,t,u,l,o,s, tentando surfar um tsunami de emoções inexplicáveis...

e durante e depois, gostar (porque entender, nem pensar), ainda mais das mulheres.


Os pandeiros do Boldrin


20150812-triptico.jpg

Eu falei ontem, até o limite da chatice, sobre esse disco aqui: Rolando Boldrin - Esquentai Vossos Pandeiros (1998).
No ano em que foi lançado, todo amigo meu que fez festa de aniversário ganhou um de presente. No total, devo ter dado mais de uma dúzia. De modo que se o Rolando me dedurar pra puliça por ter subido o disco, eu convoco ele como testemunha de defesa.

O disco é uma homenagem aos conjuntos vocais das décadas de 40 e 50: Quatro Ases e Um Coringa, Bando da Lua, Anjos do Inferno, Vocalistas Tropicais. Boldrin teve a gentileza de entregar os arranjos instrumentais ao Téo de Barros e os arranjos vocais ao Tasso Bangel, dois caras que sabem o que fazem. Nenhum cantor famoso, só pessoal de estúdio, mas vão ouvindo aí a beleza do que fizeram.

O disco estava no Estoque HZ esperando a liberação da votação do Eduardo Cunha.

Vão lá se lambuzar. [Leia mais!]


yesquire



saipralásafado



Di Melo, de Pernambuco, dichava coração bahiano


"O que é que a baiana tem?"

Acho que isso nunca foi mencionado aqui no HZ, mas o fato é que nós funcionamos como o falecido Diários Associados, Zeno no papel de Chatô.
No condomínio que agrega (comentário econômico que não usa "agrega" não é digno de consideração) os negócios da HZ GmbH, a vice-capitania do Nordeste é liderada por Don Franciel Cruz di Alarcón y Santiago, um fidalgo erpanhol, que costura pra fora com o nosso consentimento, sem prejuízo dos vencimentos aqui auferidos (20% de comissão, lava jato é a mamãezinha).

Para se recuperar de um evento particularmente doloroso, Don Franciel está em visita a São Paulo. O motivo alegado é uma paixão incontrolável pelo Di Melo, um músico pernambucano que fez um relativo sucesso em meados da década de 70 e que mora na edícula do coração de nosso delegado na Bahia desde então. É complicado, sabemos, mas paixão bahiana não se discute, aceita-se, com elegante genuflexão, se possível.

Di Melo vai se apresentar na Virada Paulista às 4 da matina do domingo, horário normal pra quem fez pós doc em coroinha na igreja do Senhor do Bonfim. Se você estiver seco pra encontrar o nosso comedor de lambretas, ligue pro editor-chefe. Ele sabe onde vai rolar.

E pra você, que não tem nada a ver com essa bruzundanga e quer saber quem é e o que faz o Di Melo, vai à luta.


Torna a Surriento

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Helen Merrill, vocês não hão de se lembrar, cantou aqui no HZ tem pra mais de cinco anos. O conversê era sobre Estate, resgatada do baú das cançonetas italianas pelo João Gilberto, enfim, se houver curiosidade vão ler.

Só agora achei um disquinho italiano, com toda a pinta de CD oficial pirata (duvidam? Os três primeiros LPs do João, objetos de intenso perrengue judicial no Brasil, são vendidos tranquilamente na Itália; em formato LP, o CD vem de brinde), com tudo que Ms Merril gravou lá entre 1960 e 1962.

A maior parte das gravações foram arranjadas e dirigidas pelo Piero Umiliani. As últimas quatro, incluindo Estate, são de responsabilidade do Ennio Moricone. [Leia mais!]


le corbusier e o fasc-inio

agora que virou chiquésimo ´´ser de direita´´ até os arquitego ganharo um seu herói agora:
corbu foi fascista, também, oba!

o que tem causado um certo frisson lá .

naturally, lá os cara não esquece que qdo um monte de moleque cheio de ´amor pra dá´ começa a flertar c/ as idéia de um monte de véio travanca, o resultado só pode dá numa merda gigantesca.
e pra todo mundo.

´´po, mas chamá o cara de fascista acaba q/ qqer papo...´´ dirão, liberaltomaticamente, alguns.
não acaba não, au contraire, é aí que começa - umas coisa mas não outras - a ficar interessante.

tem sempre o mas, e sempre aparece um ´bão que só: o que é mais interessante em cara complexo como o corbu, é que eles têm diversas facetas, todas excelentemente controversas, verdadeiro acepipe p/ qqer um c/ um pingo de autonomia crítica: [Leia mais!]


viva o dia das bicicreta

1943, abril:
um sério e dedicado cientista suíço fecha o laboratorio e vai p/ casa de bicicleta, como fazia todos os dias.
há uma semana andava intrigado: dias antes, depois de lidar c/ um novo composto, qdo foi p/ casa sentiu umas sensações diferentes no caminho.
e nessa 2ª feira, em especial, resolveu provar uma pequena dose do podruto da pesquisa, um remédio que parecia promissor p/ - na sua germanica e candida definição - promover a condição espiritual humana.
e pediu p/ um assistente acompanhá-lo, o que foi sua sorte, pois não fazia a menor idéia do que o lyserg-saure-diathylamid era capaz - e em alemão ainda.

melhor descrição, só c/um transleitor contando c/ suas própias palavras pra coisa toda:

´´O que aconteceu em 19 de abril tornou-se conhecido para a contracultura psicodélica como [o] dia da bicicleta: Hofmann é selvagem, ciclo de duas e meia milha casa (Hofmann's wild, two and a half mile cycle ride home)- andar sem carro sendo disponível porque era tempo de guerra - sob a influência de alucinante da droga poderosa. Ele detalhou a experiência em sua autobiografia de 1980, LSD: minha criança problema. ' Tive que resistir a palavra inteligível (I had to struggle to speak intelligibly).´´

prum cientista suíço, todo certinho, e em alemão ainda, é mole?
e a coisa ainda avança: [Leia mais!]


Cem anos esta noite

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Tivesse optado por uma dieta de toddynho e cereais sem glúten, é possível que a Billie estivesse até hoje entre nós, apagando as velinhas do seu bolo de aniversário de 100 anos.
Um cardápio variado de injetáveis e ingeríveis abreviou sua vida para meros 44 anos, suficientes apenas para torná-la a maior cantora de jazz IMHO (adoro gíria velha de internet - LOL).

Separei as primeiras gravações da moça, feitas entre 1933 e 1944, na Columbia. São 10CDs, pra mais de 600MB, mesmo em 128kbps. Virem-se.

*Se o título estiver obscuro:


Eu morro e não vejo tudo

"Paranáuê, paranáuê"

"Que sociedade é essa? Não é a da liberdade absoluta, cuja tendência é suicida. Há muita verdade no verso de Jorge Mautner, que diz que 'a liberdade é a consciência de seu limite'".

Delfim no Valor Econômico de hoje, se valendo do maluco beleza para explicar qual foi a sociedade civilizada que o Brasil escolheu construir a partir da Constituição de 1988.


atalhos...

- vcs demoraram, queque houve?
- ela resolveu cortar caminho
- como...?
- em fatias.


Alá, seus paus d'água, o que vocês estão perdendo


"Manda a foto pro Zeno, querida, que eu tô de olho no Lama"


tigres, amanhã: fogão, e quietos

senão tomem tomoe gozen

amorzin, eu ia te explicar tudin...


decoração e condomínio. oops... arquitetura e urbanismo

´´ ...o condomínio oferece como diferenciais fitness (até aí tamo acostumano, mas daí vem o brilho todo da coisa:), pet place...´´

quem acredita nisso crê no que mais?

e tem mais do modelo de vida (´modo de vida´ já é muito séc. 19 pra cá), no que deveria ser um serviço público essencial.

nos país que os dono dessa bagaça acha lindo, as casa nem tem caixa dágua, não precisa, o cara que não atende isso, direto, vai em cana.


edicões

se eu fosse arquiteto jamais publicaria projeto num lugar que legenda uma foto c/ - ...a estrutura da, fachada, recebeu, concreto aparente... (virgulas nossas, revisão).

a coitada da estrutura tava lá toda felizinha e 'tacaram nela um monte de concreto, é isso?
e a elevação - frontal, lateral, norte etc., tadinha, voltou ao tempo das beux arts, qual princeza da disney, provavelmente levada por escravos, e estes, por dívidas.

assim como, fora eu um editor, jamais aceitaria texto de arquitego que mandasse - ...uma arquitetura de caráter tecnológico, c/ vigas e pilares em aço e painéis de alucobond...

aprimorando o caráter do próprio autor, trocaria, a tiros, a marca do podruto pelo material de fato, e mandaria o artiushta passar um tempo no parque do xingú, aprendendo c/ os locais que tecnologia existe em tudo que humanos constroem, há milenios.
e, por vezes, usando condições muito piores, muito melhor...


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