Folhinha da Seicho-No-Ie: arroz e feijão misturado, em cuba, é ´entre moros e cristianos´


yesquire



saipralásafado



Di Melo, de Pernambuco, dichava coração bahiano


"O que é que a baiana tem?"

Acho que isso nunca foi mencionado aqui no HZ, mas o fato é que nós funcionamos como o falecido Diários Associados, Zeno no papel de Chatô.
No condomínio que agrega (comentário econômico que não usa "agrega" não é digno de consideração) os negócios da HZ GmbH, a vice-capitania do Nordeste é liderada por Don Franciel Cruz di Alarcón y Santiago, um fidalgo erpanhol, que costura pra fora com o nosso consentimento, sem prejuízo dos vencimentos aqui auferidos (20% de comissão, lava jato é a mamãezinha).

Para se recuperar de um evento particularmente doloroso, Don Franciel está em visita a São Paulo. O motivo alegado é uma paixão incontrolável pelo Di Melo, um músico pernambucano que fez um relativo sucesso em meados da década de 70 e que mora na edícula do coração de nosso delegado na Bahia desde então. É complicado, sabemos, mas paixão bahiana não se discute, aceita-se, com elegante genuflexão, se possível.

Di Melo vai se apresentar na Virada Paulista às 4 da matina do domingo, horário normal pra quem fez pós doc em coroinha na igreja do Senhor do Bonfim. Se você estiver seco pra encontrar o nosso comedor de lambretas, ligue pro editor-chefe. Ele sabe onde vai rolar.

E pra você, que não tem nada a ver com essa bruzundanga e quer saber quem é e o que faz o Di Melo, vai à luta.


Torna a Surriento

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Helen Merrill, vocês não hão de se lembrar, cantou aqui no HZ tem pra mais de cinco anos. O conversê era sobre Estate, resgatada do baú das cançonetas italianas pelo João Gilberto, enfim, se houver curiosidade vão ler.

Só agora achei um disquinho italiano, com toda a pinta de CD oficial pirata (duvidam? Os três primeiros LPs do João, objetos de intenso perrengue judicial no Brasil, são vendidos tranquilamente na Itália; em formato LP, o CD vem de brinde), com tudo que Ms Merril gravou lá entre 1960 e 1962.

A maior parte das gravações foram arranjadas e dirigidas pelo Piero Umiliani. As últimas quatro, incluindo Estate, são de responsabilidade do Ennio Moricone. [Leia mais!]


le corbusier e o fasc-inio

agora que virou chiquésimo ´´ser de direita´´ até os arquitego ganharo um seu herói agora:
corbu foi fascista, também, oba!

o que tem causado um certo frisson lá .

naturally, lá os cara não esquece que qdo um monte de moleque cheio de ´amor pra dá´ começa a flertar c/ as idéia de um monte de véio travanca, o resultado só pode dá numa merda gigantesca.
e pra todo mundo.

´´po, mas chamá o cara de fascista acaba q/ qqer papo...´´ dirão, liberaltomaticamente, alguns.
não acaba não, au contraire, é aí que começa - umas coisa mas não outras - a ficar interessante.

tem sempre o mas, e sempre aparece um ´bão que só: o que é mais interessante em cara complexo como o corbu, é que eles têm diversas facetas, todas excelentemente controversas, verdadeiro acepipe p/ qqer um c/ um pingo de autonomia crítica: [Leia mais!]


viva o dia das bicicreta

1943, abril:
um sério e dedicado cientista suíço fecha o laboratorio e vai p/ casa de bicicleta, como fazia todos os dias.
há uma semana andava intrigado: dias antes, depois de lidar c/ um novo composto, qdo foi p/ casa sentiu umas sensações diferentes no caminho.
e nessa 2ª feira, em especial, resolveu provar uma pequena dose do podruto da pesquisa, um remédio que parecia promissor p/ - na sua germanica e candida definição - promover a condição espiritual humana.
e pediu p/ um assistente acompanhá-lo, o que foi sua sorte, pois não fazia a menor idéia do que o lyserg-saure-diathylamid era capaz - e em alemão ainda.

melhor descrição, só c/um transleitor contando c/ suas própias palavras pra coisa toda:

´´O que aconteceu em 19 de abril tornou-se conhecido para a contracultura psicodélica como [o] dia da bicicleta: Hofmann é selvagem, ciclo de duas e meia milha casa (Hofmann's wild, two and a half mile cycle ride home)- andar sem carro sendo disponível porque era tempo de guerra - sob a influência de alucinante da droga poderosa. Ele detalhou a experiência em sua autobiografia de 1980, LSD: minha criança problema. ' Tive que resistir a palavra inteligível (I had to struggle to speak intelligibly).´´

prum cientista suíço, todo certinho, e em alemão ainda, é mole?
e a coisa ainda avança: [Leia mais!]


Cem anos esta noite

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Tivesse optado por uma dieta de toddynho e cereais sem glúten, é possível que a Billie estivesse até hoje entre nós, apagando as velinhas do seu bolo de aniversário de 100 anos.
Um cardápio variado de injetáveis e ingeríveis abreviou sua vida para meros 44 anos, suficientes apenas para torná-la a maior cantora de jazz IMHO (adoro gíria velha de internet - LOL).

Separei as primeiras gravações da moça, feitas entre 1933 e 1944, na Columbia. São 10CDs, pra mais de 600MB, mesmo em 128kbps. Virem-se.

*Se o título estiver obscuro:


Eu morro e não vejo tudo

"Paranáuê, paranáuê"

"Que sociedade é essa? Não é a da liberdade absoluta, cuja tendência é suicida. Há muita verdade no verso de Jorge Mautner, que diz que 'a liberdade é a consciência de seu limite'".

Delfim no Valor Econômico de hoje, se valendo do maluco beleza para explicar qual foi a sociedade civilizada que o Brasil escolheu construir a partir da Constituição de 1988.


atalhos...

- vcs demoraram, queque houve?
- ela resolveu cortar caminho
- como...?
- em fatias.


Alá, seus paus d'água, o que vocês estão perdendo


"Manda a foto pro Zeno, querida, que eu tô de olho no Lama"


tigres, amanhã: fogão, e quietos

senão tomem tomoe gozen

amorzin, eu ia te explicar tudin...


decoração e condomínio. oops... arquitetura e urbanismo

´´ ...o condomínio oferece como diferenciais fitness (até aí tamo acostumano, mas daí vem o brilho todo da coisa:), pet place...´´

quem acredita nisso crê no que mais?

e tem mais do modelo de vida (´modo de vida´ já é muito séc. 19 pra cá), no que deveria ser um serviço público essencial.

nos país que os dono dessa bagaça acha lindo, as casa nem tem caixa dágua, não precisa, o cara que não atende isso, direto, vai em cana.


edicões

se eu fosse arquiteto jamais publicaria projeto num lugar que legenda uma foto c/ - ...a estrutura da, fachada, recebeu, concreto aparente... (virgulas nossas, revisão).

a coitada da estrutura tava lá toda felizinha e 'tacaram nela um monte de concreto, é isso?
e a elevação - frontal, lateral, norte etc., tadinha, voltou ao tempo das beux arts, qual princeza da disney, provavelmente levada por escravos, e estes, por dívidas.

assim como, fora eu um editor, jamais aceitaria texto de arquitego que mandasse - ...uma arquitetura de caráter tecnológico, c/ vigas e pilares em aço e painéis de alucobond...

aprimorando o caráter do próprio autor, trocaria, a tiros, a marca do podruto pelo material de fato, e mandaria o artiushta passar um tempo no parque do xingú, aprendendo c/ os locais que tecnologia existe em tudo que humanos constroem, há milenios.
e, por vezes, usando condições muito piores, muito melhor...


Um j-pop meninão

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Primeirão - e único - disco da banda japa Apryl Fool, onde o Haruomi pilotava o baixo com apenas 22 aninhos. Gravado em 1969, faz parte daquela linhagem que desperta os baixos instintos do DJ que vos fala: por que gravou só um? [Leia mais!]


coisa de gente grande

Hosono is the grandson of Masabumi Hosono the only Japanese passenger and survivor of the sinking of RMS Titanic. Hosono first came to attention in Japan as the bass player of the psychedelic rock band Apryl Fool, alongside drummer Takashi Matsumoto, who released the album The Apryl Fool in 1969.

Hosono é o neto de Masabumi Hosono, o único passageiro japonês sobrevivente do naufrágio do RMS Titanic. Hosono chamou a atenção pela primeira vez do Japão como o baixista da banda de rock psicodélico Apryl Fool, ao lado do baterista Takashi Matsumoto, com o álbum The Apryl Fool em 1969.

daíndiante deu nisso, um j-pop madurão, parceiro de várias horas aqe:



A Alma do UFC

Malcom X é o fotógrafo. O resto, vocês se virem.

Antes que o Pinto se assanhe, não se trata da gloriosa Universidade Federal do Ceará, que agasalhou o nosso colega, além do atual ministro da Educação, se não me engano.

O Cooke de que vos falo é praticamente virgem aqui no HZ. E vai aparecer bombando. Acabei de achar uma gravação raríssima do Cassius Clay (a.k.a. Muhammad Ali, segundo o Caê et alli) produzida pelo cabra, de quem era amigo.
Bom, boxeador troca porrada, certo? O Cassius até que conseguia cantar. Vejam aí se estou exagerando, mesmo que o disco se restrinja a duas músicas: "Stand By Me" e um antecessor do rap "I'm The Greatest".

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wayne shorter hiphopificado numa big band

não fui eu quem inventou uma dessa.
falando em cabelos extranhos em lugares mais ainda.



Virna Extended


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Esse post é quase uma sabotagem do DJ que vos fala ao Jorjão, que cometeu o mais sucinto necrológio desde que Gutenberg se meteu a besta.

Então, foi-se a Virna. Procurei aqui nos meus cuidados, necas de pitibiriba. Exceto por uma coisinha, vejam só.
No final de 1964 (cinquenta anos atrás, pra quem tem dificuldades com a matemática), a Campi Editore patrocinou, como em anos anteriores, um disco de Natal com propósitos beneficientes. Só que, naquele ano, com a ajuda do Fellini, a coisa se transformou quase num quem é quem do cinema italiano. Se não, vejamos: Giuseppe Ungaretti, Catherine Spaak, Ingrid Bergman, Nino Manfredi & Mario L.F. Russo, Sophia Loren, Vittorio De Sica, Lea Massari, Alberto Sordi, Silvana Mangano, Riz Ortolani & Katyna Ranieri, Alida Valli, Antonella Lualdi, Dino De Laurentis, Mario Chiari, Anna Maria Ferrero, Jean Sorel, Rossana Podestà, Alida Chelli, Liliana Terry, Virna Lisi, Enrico Maria Salerno, Eleonora Rossi Drago, Renato Rascel & Delia Scala, Gina Lollobrigida, Carla Fracci, Anna Moffo, Monica Vitti & Michelangelo Antonioni, Giulietta Masina & Federico Fellini, pra citar alguns. O resto, só o nosso crítico de cinema e editor-em chefe conhece.
Aí, lá na faixa 21, tá a Dona Lisa fazendo sua parte.

Maneiras que o post fica sendo uma despedida do DJ até 2015, mais a colher de chá da trilha sonora do Natal da família.
Cara, se tu tem uma avó carcamana, ela vai ficar orgulhosíssima do neto safo que ela ajudou a criar.
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virna lisi

.


in the summertime, mungo jerry

a letra é simpatia pura, e as costeletas o mais 'seiláoquê' do pop:



mais pauvre francis, ainda

mesa de buteco boa é aquela do canto.
a que dá p/ ver o bar todo e mais a rua.


conhecidencias: pauvre francis

tava aqui descatando um sacão lotado de recorte do paulo francis -tinha desdo pasquim até o estadão tardio, quase 1 metro cúbico de francis lentamente des-sendo a si-mesmo (v. dic. alemão).
era p/ jogar no lixo, já que tava tudo sendo comido por ratinho, desses miudinho, que ratão aqui não dura, vira logo rango dos bicho local.

feito o descarte, volto pro compu e dou c/ mais uma espetacular de-monstração de, logo quem, o mais desenvolto e autointitulado mherdeiro do franz paul - principal feito do qual realiza o próprio ganha-pão:
o quinojo la'vem'merdi, pastando felizquisó no maisgrama-conéqchon, em plena noviorque.

well...
o francis não pretendia nada disso.
é certo, bom gosto ele tinha.
nem esperava e provável nunca imaginou tal sequencia.
muito pelo contrario, e gostei um monte dos livros dele.
mas que fez que fez por merecer, isso acompanhei semana a semana.

e vai tudo lá no sacão.


Enquanto não morre um

"Vira essa boca pra lá, DJ"

Mais uma da série "Por que não gravou mais um?".
Claire Austin é daquelas cantoras que cantam muito bem jazz e blues. Se quiserem uma amostra no primeiro turno, é só ouvir "My Melancholy Baby", aqui com uma rara aparição dos verses.

No segundo, vão de "Nobody Knows You When You're Down And Out", o blues clássico Jimmy Cox, de 1923, gravado por uma ruma de gente, inclusive Eric Clapton e Derek and The Dominos, mas se eu fosse vocês iria atrás da interpretação da Alberta Hunter.

Deu tempo de Dona Claire gravar dois 10", em 1954 e 1956. Os dois couberam bonitinho num CD. [Leia mais!]


Eu ouvi os clamores do meu povo


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São dois pra , dois pra .

Quase 1 GB. Se virem, pecadores


A morte discreta de Miltinho

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No meu entender, deveria ter tido velório na Assembléia, carro do Corpo de Bombeiros levando o caixão, multidões na rua, tudo para se despedir do Miltinho de um jeito que ele merecia. Necas de pitibiriba. Há décadas Miltinho não mais se apresentava. Primeiro porque cantores como ele deixaram de ter público. E nos últimos quatro anos, por causa do Alzheimer.

O cara era um gigante. Ouçam aí o seu disco "Miltinho com O Sexteto Sideral - Um Novo Astro", de 1960, e me digam. De propósito, peguei uma transcrição de um LP, não muito trabalhada, para prestigiar o povo que tem frissons orgasmáticos com chiados e cliques de discos velhos. Até porque o bacana mesmo é você correr atrás das duas caixas que a Discobertas lançou ano passado com doze discos do cabra, lançados entre 1960 e 1965. Não se perde um. É de se ouvir dezenas de vezes cada um deles.
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