Folhinha da Seicho-No-Ie: Depois de um sono bom, a gente levanta, toma aquele banho e escova os dentinhos.


O terceiro



Desça-se um respeitoso véu de silêncio




oquei, vcs. empatamos

como quase nada vale aqui o que baita*, levem essa pelos vossos 'agent provocateur':

y eis que aqui há, claro
um céarêns

iiisso, aqui nas highs mesmo.

y qui cozinha práchuchú.
y qui tem um buteco.

y qui faz o milhor bulindibacalhau questabesta já num viu.
e uma porção de posta de pescada que cheira a acaraú*.
aqui, 400 km padentro.
y pacaray

pois tómen quae sera libertas**:

bar do lira.
que sabe até o qué um bilro.
(pois ele os fazia qdo garoto, umas 'passadera', como diziam e ainda)

y sonhem issos cuma brama orquextra perfeita e umas boazinha,
coisas pras quais quoqué mundo se ajoêia por aí, nesse universão todo.

inté onde eu saiba.
o que não é pouco.

saibam todos os que esta virem:
y cearense recebe freguez q'nem vulcabrás um pé:
benvindo mas não muito

*hoje, jericoaquara.
**franz, se console aqui da 'queda' do nosso coliseu mixtiço...


poste tamen é curtura, já dizia o isaque

como comprova diariamente nossa nobre o.nano, o asimov tinha razão nessa aqui* :



* em '88, maginasó.
(crdt. tly)


Segundão




Eu achei justa a observação do amigo: "Mané, se tu colocou o único disco do velho que foi lançado em CD, por que não bota os outros, que nunca sentiram o gostinho de um bit?".

Então, taqui o segundo: Moacir Santos - The Maestro, de 1972. No chorus line, Frank Rossolino, Bill Henderson, Clare Fisher, David Duke, Joe Pass, só procêis sentirem o prestígio do cabra. A provinha é Nanã, que vocês podem ouvir como Coisa n.5, lá do outro CD.
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jeunesse dorée, ou já eu nessa só comia dourada

eu me lembro,
de qdo o que em mim sentia,
só pensava nas delícias do xpto

e o que agora,

carcomido por anos de excessos eqüivocados
(mas enfim livre daqueles inesquecíveis odiêiti das docas de santos pelos confortantes, verdes e amaciantes jôniuóquers)

penso -penso-,
no que só sinto -qual azia megatérica-
nas malícias do npto


Em tempos de globalização,

Carece de qualquer fundamento a notícia de que Dado Dolabella estaria sendo contratado como editor-chefe do Kayhan.


Soundhound

Dia desses um amigo de alma caridosa mostrou o que deve ser o aplicativo de Iphone mais sensacional que já vi. Sabe aquela musiquinha que você cantarola mas não sabe como chama? E aqueloutra que você só lembra o início? O Soundhound sabe. Você cantarola o trechinho, serve até mesmo um lárálárá desajeitado, clica na tela e o belezinha dá um search que demora uns dois, três segundos. Aparece a lista das faixas, normalmente a primeira é a que você torturou, um clique depois você está ouvindo a música. Não sei como funciona, não sei como ele converte aquilo que você murmurou num arquivo e compara com uma base de dados que deve ser gigantesca, enfim, o importante é que o bicho passou inclusive no teste mais difícil de todos: depois de alguns compassos em que o alviverde imponente surge, ele mandou a identificação, "1 track found", "Hino do Palmeiras". Consultando a seguir os hinos do São Paulo, Corinthians e Flamengo, a resposta veio curta e soberana: "no files matched". Isso sim é que é um smartphone.


But you wanna be bad

De uma matéria sobre os jingles de antanho e as musiquinhas da campanha eleitoral deste ano, no Estadão de ontem: "De olho numa cadeira na Assembléia Legislativa da Paraíba, Lindolfo Pires, do DEM, sapecou uma versão de Beat It, de Michael Jackson. Por similaridade fonética, "beat it" virou "Pires". Tente cantar no ritmo da original: 'O dia tá chegando / Pode se preparar / Vinte e cinco cento e onze / Pode digitar / Na hora de optar / Você sabe em quem votar / Lindolfo Pires / Pires, Pires, Pires / Pireeess...'".


Nem tudo está perdido


Deu no blog do Mauro Ferreira

Fafá regrava 'My Sweet Lord' com Mascarenhas
Raul [Mascarenhas] e Fafá [de Belém] se juntaram ao contrabaixista Renato Loyola para registrar releitura jazzística de My Sweet Lord, o maior sucesso da carreira solo do beatle George Harrison (1943 - 2001). A gravação foi feita para o álbum sobre a obra solo de Harrison...
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Oaí, Jorjão, pode ser uma alternativa.


reve(ri)ndo

o baxinho é um deus
(oquei, que nos acuda etc.)

mas deus e deus bem
(e que só deus caqadas...,) eu sei, eu sei meu bem)
mas como gostava de mulhé

sei o como, um lago só
(divorced, teen, pacient,) um democrata no assunto...,) kibon qui num era, né?)

- mas amor, como é bom o começo do 'manhatan' -

- e como ele acha mulher nova bonita,
- e cuida delas serem depois sempre bem tratadas.
custer-lhe o que custá

(é, mas e depois...[seu bo(no)bo]

- oquei (amur, u meidit) vem cá
(faz deconta queu sô un dos coen ou campana... - oquei)


Confição de adolessente



Sim, eu assisto True Blood no gargarejo. Sim, eu acho que a série é trash no último, mas é o que de melhor pode se esperar da TV. Sim, a cena acima entrou para minha antologia das dez mais em qualquer critério.


Uma coisa



Se um dia, um deus muito cruel (perdoem o pleonasmo) me obrigasse a escolher um único disco, dessa ruma que tem aqui ao meu lado, para levar à inevitável visita a Hades, eu não levaria mais que alguns segundos para chegar às estantes de música brasileira onde estão arranchados os artistas que começam com "m" e pinçar o Coisas, de Moacir Santos.
O disco, de 1965, é daquelas obras de arte que melhoram à medida que você envelhece. Foi lançado no Brasil pela Forma (a gravadora do Roberto Quartin, que nunca lançou disco ruim) e permaneceu inédito em formato digital até que a pertinácia de Mario Adnet e Zé Nogueira, mais a grana da Petrobras, permitiram aos brasileiros conhecer a obra de Moacir Santos, primeiro no CD duplo Ouro Negro e depois em um DVD com a apresentação ao vivo da orquestra que gravou o disco, em um show no SESC Pinheiros, em 2001. O trabalho de resgate (juro que vocês nunca mais ouvirão da minha pena essa palavra, a não ser acompanhada de BOPE, GOE e outras repartições semelhantes) ampliou-se com o relançamento do Coisas e das partituras do maestro.
Não que isso impedisse que os adoradores de Moacir nos virássemos para ter acesso aos outros quatro discos que ele lançou nos Estados Unidos, nenhum deles merecedor de vida digital, pelas luzes das gravadoras que lançaram os LPs. Aqui no Zeno mesmo, vocês acham (ou achavam, arquivos na rede fenecem com muita facilidade) umas provinhas desses de que estou falando.

Bom, esse post tem razão de ser. Hoje cedo liguei pra melhor loja de discos de São Paulo e perguntei do CD Coisas. Resposta: está esgotado e fora de catálogo. Então, enquanto os homens lá não se decidem, vão ouvindo aí o disco. Do DVD, ainda tem. Se eu fosse vocês, cancelava aquele almoço e ia .

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o zé arigó dos fígados abatidos

de vorta.
é, o mirante.
só ele p/ curar a ressaca de hoje.


malditas efemérides

coi'de loco.

a seguir
em que assisto cum parcero
(a) um espetáculo da 'nobre arte':

sennet, o artífice x arendt-condição-humana,
- 15 assaltos, pesos-superpesados, madison square garden, às 8pm, via cbs -

me ligam e me põem:
um cumparsa faz 55 anos.

cercado de amigos, grazie dio...

bem-
amigos-
o são quase
ainda.

cumparsas,
serão talvez.
o que depende
da mesma qualidade
do serse-nesse-mundo
qu'ele lhes indaga
sempre.

qu'eles têm trabaio
nessas idéia,
sin duda,
e, putz,
o qto.
que querem continuar,
ibiden.

que se divertem com isso,
muitíssimo, e
sem nenhuma dúvida.

bom, foram-no alunos.
quiçá.

mas que professor ele o foi.
eu sei:

um inverno astral
nos parto das idéia d@s caras.

e dum carinho quase forca
de cordão umbilical.

mas quem saiu vivo
saiu forte que só.

deve de ser disso queles riem tanto.

divertida essa ex-tripulação.

esses malunos...

tornam a vida
um tornei-o
poético.

(ao ms e ao pb, conhecidentes até nilsons)


Galileu Galilei da Selva



O Globo anuncia, mas eu duvido, a descoberta de um planeta semelhante ao Sol. Que, no entanto, se move.

Se você acha que aqui está quente e seco, amigo, imagine lá.


O Bola da vez




Se você não é, como o Pinto, um admirador incondicional do venerando Estado de São Paulo (jornal ou membro da federação), tem que ler pelo menos uma edição. Melhor dizendo, um caderno da edição de sábado, o C2+Música. Aparentemente, os editores resolveram correr o risco de escrever para um público alfabetizado e que não teme o risco de sofrer um AVC por ler textos com mais de 4 laudas (8.400 toques, incluindo os espaços em branco) para você que cresceu com o Word).

Sábado passado, eu estava na praia lendo o supra (nessas ocasiões, a parte intelectualizada do HZ vai de Chandler, fazer o quê?) quando tive a agradável surpresa de ver a foto do meu velho conhecido Félix Contreras, a quem descobri, ainda nos tempos de IRC, em busca de informações sobre seu amigo Benny Moré. Na época, trocamos discos, livros e revistas de música cubana. Félix veio ao Brasil uns dois anos depois para lançar exatamente uma biografia del bárbaro del ritmo, outro dia boto umas coisas dele por aqui. O livro foi lançado pela Hedra e ainda é achável pelaí.

Mas a notícia quente é que a Cosac&Naiyf vai lançar, parece que no comecinho do ano que vem, uma biografia do Bola de Nieve -- e aqui a grande vantagem -- escrita por quem conhece o assunto, o Felix mesmo, que foi amigo do crioulo e conhece histórias do balacobaco (o termo é demodèe, seu editor? Pode trocar).
Se vocês não conhecem o Bola, meus filhos, vão ficar agrde$$idos (depois passo o número da minha conta bancária): dos cinco maiores artistas cubanos, ele ocupa um lugar privilegiado no meu personal panteão, variando entre o primeiro e o quinto dependendo do meu mood. Durante anos aporrinhei amigos que viajavam ao (ahhhammm) exterior, para me trazer discos do cabra, de maneiras que juntei uma coleçãozinha bacana. Tem um jornalista nipo-barretense (barreteiro, barretiano?) que diz gostar do Japão só porque é o país que mais tem discos do Bola.

Enfim, como sempre vocês vão achar que estou exagerando. Vejam aí uma provinha precária nos tubos e coisa mais séria no...

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Eu NÃO me lembro...

... e por isso preciso de ajuda prum Je me Souviens aqui no blog. O diabo e eu éramos meninos, final dos anos sessenta, início dos setenta, e havia um brinquedo que era a sensação da rapaziada: uma pista de corrida que imitava um tobogã, cheia de sulcos onde "corriam" carrinhos que não eram carrinhos, na verdade, e sim cápsulas de plástico (bicolores?) parecidas com remédios, que, desconfio, graças a um peso de metal dentro delas, iam descendo pista abaixo em cambalhotas, tlec, tlec, tlec. A graça era ver qual cápsula chegava primeiro, e embora a descrição acima não ajude, garanto que o troço era sensacional. Alguém por favor sabe o nome da bagaça? E se era fabricada pela Atma ou pela Trol? Ajudas serão muito bem-vindas na caixa de comentários.


coisa mais boa

é abrí um domingaço desse
de céu e sór aberto
c/os ar lavado da poera

sêcoquisócuísqui

e mandá uma missa da dona nina
à toda
c/as janelaeporta todaberta
e deixá o ÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔOôoomailord
mais longo que até o própio
enfeitá o ar dessas tarde

e imaginá

iscrusive

o que deve ter sido
arrastá esses cearense

brabos que só

c/aqueles pé largo de pisá in duna
-sabe aqueles dedo forte de areião?-

vichmariaharekrishna

rrastado inté sumpaulo
quase na marra:

deve de tê sido um tra-baião

porissqueudigo
nunsdia assim

'airilliuanainváitiús

maisuítcaillórdius...'


Só deu pra uma




A Honi Gordon é mais um daqueles casos: puta talento, grava um disco maravilhoso e...some. Assim, sem mais.
Ouçam aí o "Honi Gordon Sings", de 1962, e me digam se a moça não mereceria ter continuado a carreira.


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Dúvidas? Dívidas? Tire-as ambas com Mme. Satan

Madame Satan (pronuncia-se "satin") é uma coisa assim (pronuncia-se "assã").

Graduada summa cum laudem nas melhores escolas de São Paulo nas ciências humanas e desumanas, com direito a uma pós na Europa, poderia muito bem encastelar-se na academia e fazer como muito intelectual orgânico por aí, que só deixa as catacumbas da universidade para topar um bico na GloboNews com a única incumbência de falar mal do Lula. Porém, não: preferiu ultrapassar as muralhas do saber acadêmico compartilhando, agora, com o grande público o seu imenso saber, ainda que se valendo a uma subcategoria negligenciada: as ciências ocultas.

Para falar bem ou mal do Lula, é a ela que recorremos quando carecemos de lustrar a ignorância (isto é, sempre) e precisamos de orientação sobrenatural para dizer alguma coisa acerca de algo: um livro, um filme, um objeto de arte, uma coluna do Pisa (NdaR: escusado consultá-la neste particular), um cônjuge que abandona ou foi abandonado e não retornou ao lar ao fim e ao cabo dos três dias regulamentares. Exibindo um repertório que varia da incorporação de um caboclo que suspeitamos ser a personificação do imperativo categórico de Kant ao ebó com sacrifício de animais, Mme. Satan estará neste espaço em seção fixa, dispondo aos consulentes o seu vasto conhecimento daqui, do além ou d'além-mar, não necessariamente nesta ordem. Bom proveito.

Pelo privilégio de apresentá-la ao distinto nanopúblico, cabe a mim a honra de externar a primeira dúvida, o que ora faço:

Mme. Satan, é pra gostar ou não daquela estação Butantã da linha 4, que surgiu agora depois que tiraram os tapumes e me pareceu, prima facie, um exaustor em proporções agigantadas?

Pela atenção, obrigado.


lama indo e lama vindo*

cada vez que um poeta
precisa uma palavra
ele segura um sentido
que nos incomodava

pelo menos
alguns milhões de anos


talvez
desde quando a dor
da perda
ou da morte
ou o doce
do ganho ou do gozo

nos quiz enfim
mais despertos e
menos pithecantropus:

isso que nos desejávamos
e íamos
nos (des)desenhando
enquanto
possivelmente
humanos:

nos tornarmos
e
nestes termos

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Ouching

Foi a reunião mais difícil de todas que participei aqui no HZ. A proposta foi do Pinto: acuado pela pressão dos leitores, o cabra afrouxou e propôs que toda a redação saísse do armário e declinássemos nossa verdadeiras identidades. Até quando mantive consciência, vi tapão na orelha, pé na boca, chave de braço e puxão de cabelo. Só fui acordado para redigir o auto de fé, que ficou assim:



Zeno
Foi quando tomou contato com o existencialismo alemão que o nosso editor-em-chefe viu sua vida virar de cabeça para baixo. Até então um promissor center-half do juvenil do Palmeiras, o nosso Zeno definiu sua missão na Terra: trazer para o metal hardcore tedesco um pouco de doçura e conteúdo. Após um doutorado em air guitar na Universidade Católica de Eichstätt-Ingolstadt (onde adquiriu o estranho hábito de encher bola de padre), Zeno tentou o show business nos EUA, no começo como valete do Sondheim. Aposentado por acidente de trabalho, tenta manter uma disciplina teutônica na redação. Em vão.



Lama
Há um coração dilacerado de amor por trás daquele ceticismo abissal. Foi um desgosto amoroso que catapultou o jovem nerd da Vila Mariana aos cumes do Himalaia, onde dedica sua vida a pastorar cabritinhas e ouvir Noriel Vilela, sua grande paixão musical, que nunca lhe decepcionou. De lá, só sai para o Brasil a cada quatro anos para tentar, debalde (tomem etc...), uma vereança em Marília e assar um porco para os amigos.



Pinto
Esse foi apenas mais um nordestino que se deixou seduzir pelo canto da sereia da migração. Bem empregado -- o homem era içador de jumento em Jeriquaquara --, ganhando como um paxá, o Pinto atracou em Sampa achando que permaneceria no ramo -- içador de ego do Justus. Demitido por excesso de oferta de mão de obra, Pinto ganha a vida animando forrós no Largo da Batata. O HZ é seu robe (de chambre, que ele nunca perdeu a finesse adquirida ainda nos seus tempos de Porangabuçu).



George Smiley
A história mais tocante daqui da redação. Algumas décadas atrás, George se chamava Jacqueline du Pré, mandava bem no cello e era a queridinha do mundo da música clássica. Apelidada de Smiley (ver foto), Jac levava uma animadíssima vida sexual, quando assim do nada, achou que estava tudo errado. Após uma bem sucedida operação de troca de sexo, Jac virou George, recolheu-se a um canavial paulista, mas manteve o apelido de Smiley. Da música, restou apenas o feio hábito de frequentar aos sábados o karaokê local.
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Uma lágrima para™ Tony Judt

Passou batido aqui neste blogue, mas não no meu coração de fã: a mesma esclerose lateral amiotrófica que há décadas consome Stephen Hawking ceifou (recebam etc.) Tony Judt depois de um mísero ano de inglória batalha.

Isso foi há dois dias. Aqui, nuvens brancas —ou negras da censura.

Do Judt há dois livros (bem) traduzidos no pujante mercado editorial brasileiro e, enquanto não possuo um Kindle™, também na minha estante.

Neste, há um prefácio que vale por uma extensão em História Contemporânea. As historiadoras que leem este blogue haverão de concordar. Nele, um arrazoado sobre as vantagens/desvantagens das empresas privadas ou do Estado na condução dos negócios. Coisa básica, primária, mas muito elucidativa para os sapientíssimos que acham que este último é sinônimo de ruindade e as primeiras querem dizer coisa boa. Enfim, dogmas.

Exemplificando a falácia, tome-se o o exemplo de (com perdão pelas más palavras) Reinaldo Azevedo. Enquanto mantido pelo Estado em sua Primeira Leitura (da qual jamais passou), produzia uma revista até legível, o que pelo padrão do mercado nacional não é lá muita coisa, mas ao menos ficou o registro. Privatizado pela Editora Abril (com o mesmo perdão pelas más palavras), virou assim um Pedro de Lara da imprensa brasileira.

Vão dizer que isso também tem seu valor, mas aí é outra história.

(A expressão "Uma lágrima para" é marca registrada de —com perdão etc.— Daniel Pisa.)


Enquanto corria a barca




Devido ao acúmulo de selviço, o editor-chefe comandou: "Juntem as pautas aí pra mó de caber nas páginas do blog".

E é por isso que estão aqui, no mesmo post, o passamento do Jack Parnell (editoria de Obituários) com trilhas de cinema (editoria de Assuntos Espinhudos). O Jack escafedeu-se no mesmo dia do Cantoral. Era baterista, arranjador, dono de orquestra e diretor musical (do Muppet Show, por exemplo). O disco que subi, publicado em 1974, é um ajuntadinho de canções de filmes famosos na época. [Leia mais!]


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