Folhinha da Seicho-No-Ie: Uma toalha bordada que na escola um lindo rosto enxugou.
Uma boa baby-sitter é a garantia de sexo dos cinéfilos
Essa é cortesia da newsletter da Criterion, tantas vezes enaltecida aqui no boteco. Quando o filme Monica e o Desejo (Sommaren med Monika, de 1953, Verão com Monica, na tradução literal), do Bergman, estreou nos EUA, o distribuidor americano, tal de Kroger Babb (ótimo nome), passou o filme na faca, reduzindo para pouco mais de uma hora, botou uma dublagem em inglês e uma trilha jazzística, e mudou o nome da bagaça para Monika, The Story of a Bad Girl. O pôster americano do filme segue abaixo.
Pelo jeito, tá na boca do povo: mais e mais pessoas andam descobrindo que, ao chegar ao Paraíso, a música que os receberá vem de uma grande orquestra, tocando o tempo todo in tutti, sem solistas chatos, só com aqueles ataques alternados de cada seção de metais e algumas madeiras. Agora é a vez do NY Times de hoje e da ilha de Manhattan se renderem à constatação, numa homenagem a Gil Evans. Cliquem, senhores, para um gostinho de Éden.
Isso aqui a gente não pode especificar muito, não.
Vocês são leitores aplicados, leem regularmente o noticiário internacional, enfim, sabem do que estamos falando.
A moça em tela resolveu pedir ajuda a uns poetas relativamente bem sucedidos (William Butler Yeats, Emily Dickinson, W. H. Auden, Dorothy Parker, Walter de la Mare e Christina Rossetti, só gente mais ou menos) e lascou a bolacha abaixo.
Ao menos por solidariedade, vocês deveriam ouvir.
A Redação do blog divide-se em dois grandes grupos: os que defendem que o Paraíso é uma big band tocando em uníssono, e os que acham que o Éden é uma mulher, ou várias, que sabem tocar um instrumento, nosso ou não.
Este vídeo foi feito para apaziguar as diferenças.
Confesso ter admiração por gente que é obrigada, por profissão, a escrever a toque de caixa ao mesmo tempo em que faz duzentas outras coisas, como é o caso do Luiz Carlos Merten, do Estadão, que manda hoje um texto de 8 parágrafos sobre a Mostra Douglas Sirk no CCBB de São Paulo enquanto corre pra lá e pra cá na cobertura in loco do Festival de Cannes.
Mas o leitor do jornal precisa ser capaz de entender o que o jornalista escreve, coisa que não acontece no último parágrafo do tal texto sobre Sirk. Às aspas, com os colchetes por conta da casa: "Na entrevista a [Jon] Halliday, Sirk conta que ficou amigo de Budd Boetticher [cineasta famosos pelos faroestes]. Encontravam-se nos corredores do estúdio. Sirk perguntava - 'O que você está fazendo, Budd?'. 'Só um condenado western', era, invariavelmente, a resposta. 'E você?' 'Um condenado melodrama', respondia Sirk. Brincavam entre si, mas o 'condenado' não era acidental. Os westerns de um, os melodramas de outro são espelhos de uma sociedade que iria enlouquecer em seguida."
"Condenado"?? Não sei de onde ou de que tradução o Merten tirou essa, mas o texto com a entrevista do Sirk diz o seguinte:
(...) I'd say to him, 'Hi there, Budd, what are you doing?'. And he'd say, 'Hi there, Doug, oh just some lousy old Western - how about you?' And I'd say, 'Oh, just some old lousy melodrama'.
Tirante essa irritação matinal, o que eu queria mesmo era que o Amigo Irmão Caminhoneiro De Alma Sensível que lê este blog separasse um tempo na dura labuta e fosse ao CCBB nos próximos dias, pra ver em tela grande qualquer uma das 29 maravilhas selecionadas para a Mostra. Ver é bem o verbo: o Amigo terá, na sua frente, uma seqüência inesgotável dos mais lindos enquadramentos que há, com direito a rimas visuais malucas, profusão de espelhos, quadros dentro de quadros que recortam o plano, gruas delicadas que nos fazem olhar para aqueles personagens miseráveis como se fôssemos divindades incapazes de ajudá-los, enfim, é um festa para corações e olhos sensíveis.
Com a palavra, o Mestre: "Mesmo no teatro, a história não é importante. Pense em todas as histórias tontas de Shakespeare e compare-as com Walter Scott... O que conta é a linguagem. E, no cinema, a linguagem tem de ser assumida pela câmera - e pela montagem. É preciso escrever com a câmera. (...) 'Written On The Wind' e 'Summer Storm' começam pela conclusão. Supõe-se que o espectador saiba aquilo que o espera. É um tipo diferente de suspense ou de anti-suspense. O público é forçado a desviar sua atenção para o como em vez do quê, para a estrutura em vez da trama narrativa, para as variações sobre um tema, para os desvios do tema, em vez do tema propriamente dito" (do catálogo da Mostra Douglas Sirk realizada pela Cinemateca Portuguesa em 2002).
No início dos anos 70, alguns bárbaros nordestinos invadiram a nem tão civilizada música brasileira. No matulão, os paus-de-araras traziam xote, maracatu, toada, baião, forró, embolada, entre outros ritmos sacolejantes. Porém, às violas dos repentistas, às safonas, zabumbas e triângulos, que os encantaram na infância, estes herdeiros de Gonzagão, Jackson do Pandeiro e João do Vale incorporaram as guitarras elétricas, que os inebriaram na adolescência. E deixaram, com variações na tinta, boa impressão digital no cancioneiro popular de Pindorama.
O marco desta ascenção sertânica, para mim, é ano de 1973, quando Ednardo, Rodger Rogério e Téti (que na época assinava Tetty) lançaram o LP Meu Corpo, Minha Embalagem, Todo Gasto na Viagem – Pessoal do Ceará.
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A culpa não eh minha. Tudo responsabilidade de um dos redatores dessa bagaça. mas a musica nao me sai da cabeça jah aha algum tempo. aqueles chicletes que vc dorme a corda cantarolando. pois bem. diz a lenda qaue um jeito de acabar com isso eh passar pra frente. é o que tento agora. se der certo, sorte minmha e o azar, vosso.;
"Depois da ingestão de 78,43% de uma garrafa de Red (cortesia de Zeno), DJ Mandaca, como sói, passou a lecionar sobre a história da música nos 18 continentes e numa banda da Bahia.
No meio da aula, sorrateiramente, ao estilo de seu conterrâneo Miguel Arraes, velha raposa cearense, fez a seguinte e indecente proposta. “França, tu escolhe os discos, eu carrego na internet e a moçada se lambuza. Vamos numas?”.
Ao perceber que este empolgado e embriagado locutor aquiescia, o desinfeliz partiu para o golpe baixo. “Ah, ia esquecendo de dizer: tu escreve o texto, claro!”
PUTAQUEPARIU O CONSTRANGIMENTO!!!
E, como transito no terreno musical com a mesma intimidade que Cascão no pólo aquático, fui obrigado a sacar do coldre meu diploma de jornalista. Afinal, só assim poderia fazer algo muito próprio destes profissionais do ramo da comunicação: dissertar, com uns tragos de pedantismo, sobre o desconhecido.
Então, deixemos de prolegômenos e vamos falar de jangada, que é pau que bóia (deixa o acento, revisor sacana).
Se você é da turma que venera o Hailê Selassiê e o rastafarianismo, e fuma aqueles cigarros que não recolhem IPI nem ICMS como se estivesse indo pra missa, pule pro próximo post.
O negócio aqui é o mento, um ritmo jamaicano que surgiu na década de 50 e que se dedicava a exaltar o contubérnio carnal, a birita, a diversão. Os Jolly Boys estão na ativa desde essa época.
Dois anos atrás, gravaram um disco de covers do Iggy Pop, Lou Reed, Steely Dan, The Doors, Rolling Stone e Amy Winehouse, que vocês podem ver nos tubos.
a coisa tá ficando polopreta ali, e de vez.
o ostravinho fritas é um perfeito jenio bost-mothern:
faz uma pesquisa, entende perfeitamente o resultado e ainda insiste na vejgice que o condena à um brejo infinito:
estranha que, justo seu amado púbico de alta renda e escolaridade, não lhe dá mais óios nem ouvidos -agora nem ele mais-, preferindo apoiar, malagradescidos, aquela poste que agora cuida do seu ex-quintal.
e ainda bota outro ... -o quê que pode definir uma coisa tão lorpa terminal?- entregando em nível de (toma essa, pinto) pormenor o desdesenho urbano dessa turma e seus eleitos.
vale a visita p/ assistir ao cacete do tal leitorado incompreendido nessa turma e ver como jenios se autodestróem letra a letra.
o da urbe, via blogdascidades
Vocês, eu não sei. Pra mim, quanto mais melhor. O velho Rota, na minha humilde opinião (aproveitem que aqui no HZ não tem muito disso, não), fez as melhores trilhas do Federico. O que vem abaixo é a mirada originalíssma de um trio de primeira recriando uma pá delas. [Leia mais!]
Volto a este augusto espaço para relatar nossa visita ao restaurante do MIS, aberto não há muito tempo, uma franquia do Lorena 1989. Foi assim:
Chegamos mais cedo para aproveitar o museu com as crianças. Era meio-dia, o restaurante acabara de abrir estava vazio, mas quisemos garantir nosso lugar. Tentamos reservar uma mesa para seis pessoas, três delas crianças. Fomos recebidos por um host com cara e modos de SP Fashion Week:
— Nós não reservamos mesas.
Explicamos que aguardávamos alguém, ficaríamos lá fora por quinze minutos, meia hora, apenas. Mas não. Poderíamos deixar a mochila com as mudas das crianças?
— Nós não temos como guardar a mochila.
Tudo bem. Saímos. Voltamos. A mesa estava reservada. Fomos recepcionados por outro host com cara e modos de SP Fashion Week — eles são legiões. Apontamos para a mesa reservada. Ele disse que não era nossa.
— Esta mesa está em nome de Sabrina.
Não éramos nós. Expliquei que tínhamos acabado de sair dali expressamente avisados de que a casa não reservava mesas.
— Só em casos muito excepcionais reservamos. É uma mesa para uma família com duas crianças.
Nós estávamos em três crianças, mas o outro host com cara e modos de SP Fashion Week fez um muxoxo e limitou-se a informar que havia outras mesas disponíveis. Sentamo-nos. Atendeu-nos um garçom com cara e modos adivinha de quê? Fizemos os pedidos, chegaram, exceto o meu, claro, que veio atrasado, provavelmente esquecido, mas veio. Estava tudo muito bom. Um peixe grelhado, uma milanesa, um nhoque. Bebidas corretas, mojitos, bloody mary.
Sobremesas. Havia sorvete de creme. E havia milk shake de chocolate. Minha amiga perguntou ao solícito garçom se seria possível sua filha pedir sorvete de chocolate em vez de creme.
— Não —, ele limitou-se a dizer, encarando as crianças com um certo ar de nojo.
Cafés. Bons, vieram antes das sobremesas demoradas, mas também boas. Preços tão pomposos como o atendimento.
Resumindo, você já entendeu. Uma pena que um espaço tão bacana para um domingão em São Paulo, especialmente para famílias com crianças, tenha a boa cozinha eclipsada por um serviço afetado, mais cheio de regras que um colégio de freiras, o que aquela gente é de fato. Mesmo sem os dez por cento do serviço, que nos recusamos a pagar, a conta ficou alta para o desaforo. E em vez da estadia agradável e da refeição correta levaremos na memória a aula de catecismo das freirinhas menstruadas.
Nota: duas ave-marias e três pais-nossos ajoelhados no Herchcovitch.
esse é sobre arquitegos y sus con-tratantes.
mas pode enfiar aí mírdia, pulhítico, ba(rra)nqueiro, mherdado financeiro, creme organizado, juínos foderais, intelequitais abeélicos, o escambau.
é um sistema compreto, e onde deu certo foi um espetáculo.
imagina sisso era possível aqui, & hoje, no brasnana desses wemorals of the i-niverse:
The Hitchhiker's Guide to the Galaxy (lançado como O Guia do Mochileiro das Galáxias, no Brasil, e À Boleia pela Galáxia, em Portugal) é uma série de ficção científica criada por Douglas Adams, originalmente um programa transmitido pela rádio britânica BBC Radio 4 em 1978, e posteriormente adaptada para outros formatos como a "trilogia" de quatro livros (que na verdade, são cinco), uma série de TV da BBC em 6 episódios e o filme de 2005.
nada funciona direito, nem a tal trilogia de 4 moscateleiros.
tudo perfeitamente ordinários.
do douglas adams, da turma do monty pithon's, qdo os caras estavam divertindo desda inglo-bahrens-terra asta el 'universo, a vida e tudo enfim'.
Como ameacei, sem panegírico. O disco é do Quarteto 004, lançado num show que contou com a colaboração do Paulo Moura Hepteto, Baden Powell, Márcia, Eumir Deodato, Tom Jobim e Chico Buarque. O mestre de cerimônias foi o Millôr, no Teatro Toneleros num remoto 1968.
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nasúltima 24 hs morreu o aziz ab'saber, o clooney foi em cana e o 'priscilla rainha do deserto' foi denunciado como original do riodejanérho.
e os componente dessa bagaça tudo se vendendo no tuíter prêle fazê mais uma graninha, coitadinho.
e inda via tábrete cuns gps digrátis pra cia e in hommage pro j. edgar.